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Coberturas Especiais

Análise primária do estudo de Fase III TROPION-Breast02 demonstrou superioridade de datopotamabe deruxtecana (Dato-DXd) em relação à quimioterapia padrão como tratamento de primeira linha em pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático localmente recorrente e inoperável, inelegíveis à imunoterapia. O estudo mostrou ganhos estatisticamente significativos e clinicamente relevantes em sobrevida global e sobrevida livre de progressão, estabelecendo Dato-DXd como nova opção terapêutica nesse cenário de alto risco e com opções limitadas. Os resultados foram apresentados em Sessão Oral no ESMO 2025 pela oncologista Rebecca Dent (foto), vice-diretora executiva do Centro Nacional de Câncer de Singapura.

Na análise interina do estudo DESTINY-Breast09, o tratamento de primeira linha (1L) com trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) mais pertuzumabe (P) melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão em comparação com taxano + trastuzumabe + pertuzumabe  (THP) para pacientes com câncer de mama avançado/metastático HER2 (a/mBC), sem novos sinais de segurança identificados. No ESMO 2025, análise que apresentou resultados em subgrupos-chave, com foco nos fatores de estratificação, corrobora evidências de eficácia e destaca T-DXd + P como nova opção de tratamento de primeira linha em todos os pacientes com câncer de mama avançado/metastático HER2+. O trabalho tem a participação do oncologista Romualdo Barroso-Sousa (foto).

O estudo multicêntrico global DS3939-077 avalia o conjugado anticorpo-medicamento DS-3939, molécula direcionada ao antígeno tumoral TA-MUC1, forma aberrante e superexpressa da mucina 1 (MUC1), prevalente em diversos carcinomas epiteliais. Os dados iniciais da fase de escalonamento de dose foram selecionados para apresentação em pôster no ESMO 2025 e demonstram um perfil de segurança manejável e sinais de atividade antitumoral em pacientes com tumores sólidos avançados/metastáticos refratários à terapêutica padrão.

Trastuzumabe-deruxtecana (T-DXd) 5,4 mg/kg a cada 3 semanas (Q3W) demonstrou atividade antitumoral promissora e perfil de segurança favorável em comparação com T-DXd 6,4 mg/kg Q3W na análise primária do estudo multicêntrico de fase II DESTINY-CRC02 em pacientes com câncer colorretal metastático (CCRm) HER2+ (Raghav et al., 2024). Em Sessão Mini-Oral no ESMO 2025, o oncologista Kanwal Raghav (foto), do MD Anderson Cancer Center, apresentou os resultados de eficácia e segurança da análise final com acompanhamento mais longo (corte de dados em 4 de dezembro de 2024), que corroboram a eficácia de T-DXd 5,4 mg/kg como agente único nessa população de pacientes.

No estudo DESTINY-GASTRIC04 (DG-04), trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) demonstrou melhora clínica  e estatisticamente significativa na sobrevida global em comparação com ramucirumabe  + paclitaxel (RAM + PTX) em pacientes com câncer gástrico/de junção gastroesofágica HER2+ (GC/GEJA HER2+) irressecável/metastático no cenário de segunda linha (2L). Resultados adicionais do DG-04 apresentados no ESMO 2025 corroboram evidências de eficácia e segurança.

Os resultados da fase 2 (otimização de dose) do estudo REJOICE-Ovarian01 mostram que raludotatug deruxtecan (R-DXd) demonstrou taxas de resposta clinicamente significativas em pacientes com câncer de ovário recorrente resistente à platina, câncer peritoneal primário ou câncer de trompa de Falópio. Esses dados foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica de 2025 (ESMO 2025) por Isabelle Ray-Coquard (foto), oncologista no Centre Léon Bérard e professora na Université Claude Bernard Lyon I.

Estudo apresentado em Sessão Oral no ESMO 2025 revela que o histórico reprodutivo feminino, incluindo o parto e a amamentação, reprograma de forma duradoura o sistema imune mamário, promovendo a presença sustentada de células CD8+ no tecido mamário, com impacto direto na prevenção e prognóstico do câncer de mama, especialmente o tipo triplo negativo. A oncologista Sherene Loi (foto), chefe do Laboratório de Imunologia do Câncer de Mama no Peter MacCallum Cancer Centre, em Melbourne, Austrália, é a primeira autora do trabalho.

Estudo de Fase II apresentado no ESMO 2025 revela que a adição do inibidor de ATR ceralasertibe à manutenção com durvalumabe, após quimioimunoterapia de indução, demonstrou eficácia promissora e perfil de segurança manejável em pacientes com câncer de pulmão de células pequenas em estágio extenso sem tratamento prévio.

Análise do estudo de Fase III FLAURA2 reforça que a combinação de osimertinibe + quimioterapia à base de platina e pemetrexede como tratamento de primeira linha mantém resulta em sobrevida global significativamente maior em comparação com a monoterapia com osimertinibe em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado EGFR-mutado, mesmo em pacientes com fatores basais de pior prognóstico como metástases no sistema nervoso central (SNC), mutação L858R, mutações detectáveis em plasma e alterações no TP53. Os resultados foram apresentados pelo oncologista Pasi A. Jänne (foto), do Dana-Farber Cancer Institute, e publicados simultaneamente na New England Journal of Medicine (NEJM).

Análise interina do estudo DESTINY-Breast05 (LBA1) destacada no Simpósio Presidencial I do ESMO 2025 revela que trastuzumabe deruxtecana (T-DXd; ENHERTU®) demonstrou benefício clínico e estatisticamente significativo no intervalo de sobrevida livre de recidiva (IDFS) e na sobrevida livre de doença na comparação com T-DM1, estendendo sua superioridade à doença residual pós-neoadjuvante em pacientes com câncer de mama HER2+. O estudo tem participação do oncologista brasileiro Carlos Barrios (foto).

Dados atualizados do estudo fase 3 DESTINY-Breast11 revelam que o regime neoadjuvante com trastuzumabe deruxtecana seguido de taxano, trastuzumabe e pertuzumabe (T-DXd-THP) proporciona melhor resposta patológica completa (pCR) e menor toxicidade quando comparado à quimioterapia padrão baseada em antraciclinas (ddAC-THP), em pacientes com câncer de mama inicial HER2-positivo de alto risco. Os resultados foram apresentados em Sessão Mini-Oral no ESMO 2025 por Nadia Harbeck, diretora de câncer de mama no LMU University Hospital (Munique, Alemanha).