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Coberturas Especiais

Conquer Cancer Foundation, fundação da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), anunciou os ganhadores do 2025 Gastrointestinal Cancers Symposium Merit Awards, prêmio que reconhece os primeiros autores de estudos selecionados para apresentação no ASCO GI 2025. Os oncologistas brasileiros Luís Felipe Leite da Silva (na foto, à direita), estudante de medicina da Universidade Federal Fluminense; e Joao Paulo Solar Vasconcelos, médico na BC Cancer - Vancouver, University of British Columbia estão entre os premiados. Os vencedores do prêmio receberam mil dólares por sua excelência em pesquisa, além da inscrição gratuita no congresso.

Yelena Y. Janjigian (foto), oncologista do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, apresenta no ASCO GI 2025 novos dados do ensaio DESTINY Gastric 03 (DG-03) avaliando o esquema triplo com trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) + fluoropirimidina e pembrolizumabe em pacientes com câncer esofágico, gástrico ou de junção gastroesofágica metastático HER2 positivo. Os resultados mostram que reduzir a dose de T-DXd de 6,4 mg/kg para 5,4 mg/kg e reduzir a dose inicial de capecitabina não diminui a eficácia deste regime de tratamento.

Um subgrupo de pacientes com adenocarcinoma esofagogástrico avançado (AEA) é caracterizado por reparo deficiente de danos ao DNA (DDR), fornecendo uma justificativa para a inibição de PARP (PARPi) nesses tumores. Resultados clínicos preliminares do estudo de fase 2 SOlar apresentados no ASCO GI 2025 por Georgina Keogh (foto), do Royal Marsden NHS Foundation Trust, mostram atividade encorajadora de olaparibe em pacientes com AEA, com taxa de controle da doença (DCR) de 28% em indivíduos fortemente pré-tratados.

Selecionado para apresentação em pôster no ASCO GI 2025, o estudo REFLECT avaliou a implementação de novos medicamentos em um cenário fora dos grandes hospitais e centros especializados no tratamento do câncer. O estudo piloto abordou o conhecimento sobre zolbetuximabe, um anticorpo monoclonal direcionado a claudina 18.2 (CLDN18.2). “Novos agentes-alvo frequentemente encontram desafios adicionais e lacunas de conhecimento em relação ao seu uso, particularmente associados a testes moleculares”, destacaram os autores.

A oncologista Renata D’Alpino Peixoto (foto) é primeira autora do estudo GASPAR (LACOG 0222), que utiliza dados de mundo real para criar um banco de dados multicêntrico e analisar informações epidemiológicas, clínicas e patológicas, tratamentos e resultados para pacientes com câncer gástrico e câncer de pâncreas na América Latina. Os resultados foram selecionados para apresentação em sessão de pôster no ASCO GI 2025.

O subtipo de Lauren não deve influenciar as decisões de tratamento no câncer gástrico localmente avançado. É o que sugerem os resultados de estudo brasileiro selecionado para apresentação em sessão de pôster no ASCO GI 2025 que avaliou o impacto da classificação de Lauren na resposta à quimioterapia neoadjuvante e no prognóstico nessa população de pacientes. O oncologista Tiago Felismino (foto) é primeiro autor do trabalho.

Um novo estudo mostrou que a combinação de everolimus e lanreotida estendeu a sobrevida livre de progressão (SLP) de pacientes com alguns tipos de tumores neuroendócrinos no pâncreas ou no trato gastrointestinal (TNE GEPs) quando comparado a everolimus sozinho. "Os dados da combinação são clinicamente significativos, mas não estabelecem uma única primeira linha padrão", avalia a oncologista Rachel Riechelmann (foto), Diretora de Oncologia do A.C.Camargo Cancer Center.

Um teste experimental de triagem do câncer colorretal baseado no sangue detectou de forma eficaz e precisa o risco de câncer colorretal em adultos com 45 anos ou mais em uma população de risco intermediário. A pesquisa é um dos destaques do programa científico do simpósio ASCO GI 2025, que acontece de 23 a 25 de janeiro em São Francisco, Califórnia. “Um exame de sangue tem o potencial de melhorar as taxas de triagem do câncer colorretal”, analisa Aasma Shaukat (foto), da NYU Grossman School of Medicine, principal autora do estudo.

Pacientes com câncer de mama de risco intermediário tiveram taxas semelhantes de sobrevida global em 10 anos, independentemente de terem sido submetidas ou não à irradiação da parede torácica após a mastectomia. Os resultados são do estudo BIG 2-04 MRC SUPREMO, apresentado por Ian Kunkler (foto), professor da Universidade de Edimburgo, em General Session no SABCS 2024.

Para pacientes com carcinoma ductal in situ de risco favorável que foram submetidas à cirurgia conservadora da mama e não receberam radioterapia, tamoxifeno diminuiu significativamente o risco de recorrência na mesma mama. “Dados disponíveis anteriormente eram conflitantes sobre o impacto do tamoxifeno nas recorrências invasivas versus CDIS em pacientes com fatores prognósticos favoráveis. Esses resultados, em um conjunto de dados tão robusto, são esclarecedores”, afirmou Jean Wright (foto), chefe do Departamento de Radio-Oncologia da Universidade da Carolina do Norte e do Lineberger Comprehensive Cancer Center, que apresentou os dados do estudo em General Session no SABCS 2024.

Pacientes com mutações BRCA diagnosticadas com câncer de mama aos 40 anos ou antes e submetidas a uma mastectomia bilateral de redução de risco e/ou uma salpingo-ooforectomia de redução de risco tiveram menores taxas de recorrência, malignidades secundárias de mama e/ou ovário e morte do que aquelas que não foram submetidas a essas cirurgias. Os resultados foram apresentados por Matteo Lambertini (foto), professor na Universidade de Gênova-IRCCS Hospital Policlínico San Martino, em General Session no SABCS 2024.