26102021Ter
AtualizadoSeg, 25 Out 2021 12am

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Daichii Sankyo

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Ixazomibe mostra resultados históricos no tratamento do mieloma múltiplo

Depois de receber aprovação das principais agências reguladoras do mundo1,2 e também da brasileira Anvisa3, ixazomibe (Ninlaro®) passa a integrar a lista de cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde (ANS), em decisão que incorpora o primeiro inibidor de proteassoma de uso oral ao tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário (MMRR) 4 atendidos na saúde suplementar. A adição de ixazomibe a um regime de lenalidomida e dexametasona foi associada a sobrevida livre de progressão significativamente mais longa em pacientes com MMRR, além de resultados históricos de sobrevida global, como sustentam evidências do ensaio TOURMALINE-MM1 (ClinicalTrials.gov: NCT01564537)5.


Diagnóstico e tratamento da doença veno-oclusiva hepática

A doença veno-oclusiva (DVO) hepática, também chamada de síndrome de obstrução sinusoidal (SOS), é uma complicação potencialmente fatal do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), associada a mais de 90% de mortalidade nos casos graves1. É nesse contexto que os resultados de eficácia e segurança de defibrotida (Defitelio®, Zodiac) marcam benefício sem precedentes em pacientes com DVO estabelecida, demonstrando sobrevida superior nessa população de pacientes em relação ao controle histórico2.

A eficácia e segurança de defibrotida foi avaliada em 528 pacientes tratados em três estudos: dois ensaios clínicos prospectivos e um estudo de acesso expandido4. O principal endpoint de eficácia foi a sobrevida no dia 100 (Dia+100) pós-TCTH. Os resultados reportados mostram que a taxa de sobrevida pós-TCTH foi de 38% (95% CI: 29% a 48%; P = 0,01), 44% (95% CI: 33% a 55%) e 45% (95% CI: 40% a 51%), respectivamente, demonstrando que o novo agente realmente cumpriu o endpoint primário.

A terapia neoadjuvante melhora os resultados em pacientes com câncer de pâncreas ressecável?

raphael araujo bxO cirurgião oncológico Raphael Araújo (foto), médico da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e do Hospital Israelita Albert Einstein, é primeiro autor de artigo exclusivo que analisa se a terapia neoadjuvante melhora os resultados de sobrevida em pacientes com câncer de pâncreas ressecável. O trabalho conta com a colaboração da médica especialista em radioterapia Ana Carolina Pires de Rezende e do oncologista clínico Diogo Bugano.

Imunoterapia mostra resultados de longo prazo no carcinoma de células de Merkel metastático

Em 2018, o anti-PD-L1 avelumabe (Bavencio®) se tornou o primeiro tratamento aprovado no Brasil para pacientes com carcinoma de células de Merkel metastático (mMCC), com base nos dados de eficácia e segurança do estudo pivotal de fase II JAVELIN Merkel 200. Agora, follow up1 de mais de 5 anos apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2021) confirmou benefício significativo de sobrevida global (SG) nessa população de pacientes, com mediana de 12,6 meses e taxas de SG em 48 e 60 meses de 30% e 26%, respectivamente.

“Esses resultados apoiam ainda mais o papel de avelumabe como tratamento padrão para esses pacientes”, afirmou Paul Nghiem, médico da Universidade de Washington e primeiro autor da análise apresentada no ASCO 2021.

O estudo JAVELIN Merkel 200 (NCT02155647)2, internacional, multicêntrico, aberto, de Fase II, avalia o tratamento com o anticorpo monoclonal avelumabe em duas coortes de pacientes com mMCC como tratamento na progressão da doença após quimioterapia (Parte A); e como monoterapia em primeira linha (Parte B).

Síndrome da compressão medular: uma breve revisão

Luiz Alberto Mattos NET OKEm mais um artigo da série sobre Emergências em Oncologia, o oncologista Luiz Alberto Mattos (foto), professor do Departamento de Medicina Clínica e chefe do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, e acadêmicos de medicina da instituição, abordam a síndrome da compressão medular. Confira.

Novas fronteiras no tratamento do câncer de mama HER2+

Quais as novidades no tratamento do câncer de mama HER2 positivo, principalmente na doença metastática, e que impacto isso tem na hora de definir a melhor sequência terapêutica? Resultados apresentados no ASCO 2021 reforçam evidências e ajudam a amparar as decisões de tratamento.

Diferentes estratégias têm se concentrado em inibir a via de sinalização HER2 de forma mais eficaz, em um arsenal que inclui anticorpos anti-HER2, inibidores de tirosina-quinase e uma nova geração de conjugados anticorpo-droga. Combinações com inibidores de checkpoint imune, inibidores de CDK4 / 6 e inibidores de PI3K / AKT / mTOR também estão sendo avaliadas, com a promessa de expandir as opções terapêuticas.

Preservação de fertilidade em câncer de endométrio: como e para quem?

jesus carvalho NET OKEm artigo exclusivo, o ginecologista Jesus Paula Carvalho (foto), Professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Chefe da Equipe de Ginecologia no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), discute preservação de fertilidade no câncer de endométrio.

TPEx é opção eficaz e segura no câncer de cabeça e pescoço avançado

Ensaio de Fase 2 que avaliou o regime de quimioterapia TPEx (docetaxel-platina-cetuximabe) em pacientes com carcinoma escamoso de cabeça e pescoço (HNSCC) recorrente ou metastático mostrou dados promissores, com sobrevida global mediana de 14,0 meses como primeira linha de tratamento. Agora, novo estudo publicado no Lancet Oncology comparou o regime TPEx com o esquema EXTREME (fluorouracil-platina-cetuximabe), com resultados que podem mudar a prática e reforçam o benefício de TPEx no tratamento de primeira linha do HNSCC recorrente ou metastático, como um regime com melhor perfil de segurança nessa população de pacientes.

Este ensaio multicêntrico, aberto, randomizado (GORTEC 2014-01 TPExtreme) contou com a participação de 68 centros na França, Espanha e Alemanha. Foram inscritos pacientes com carcinoma escamoso de cabeça e pescoço recorrente ou metastático confirmado histologicamente, com idade entre 18 e 70 anos, com bom status de desempenho (ECOG ≤1), clearence de creatinina ≥ 60 mL/min, não elegíveis para tratamento curativo e com pelo menos uma lesão mensurável (RECIST v 1.1).

Síndrome de lise tumoral: uma breve revisão

Luiz Alberto Mattos NET OKO oncologista Luiz Alberto Mattos (foto), professor do Departamento de Medicina Clínica e chefe do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, e acadêmicos de medicina da instituição, abordam em artigo a síndrome de lise tumoral. O trabalho inaugura a série de artigos de atualização científica sobre Emergências em Oncologia do Onconews.

Abemaciclibe, indicações e evidências na oncologia mamária

A chegada de abemaciclibe (Verzenius™, Eli Lilly) inaugura um novo capítulo no tratamento do câncer de mama avançado receptor hormonal positivo (RH+), HER2 negativo (HER2-), com taxas de resposta significativamente superiores comparadas ao tratamento endócrino isolado. Dados do perfil de segurança mostram que é possível gerenciar os eventos mais frequentes e relatórios de qualidade de vida sustentam o benefício de abemaciclibe, com evidências para guiar decisões de tratamento.1-5

Pacientes com câncer de mama RH+ HER2- recebem terapia endócrina como padrão de tratamento, mas inúmeras pesquisas procuram identificar agentes capazes de superar a resistência intrínseca ou adquirida a essas terapias. A chegada de abemaciclibe traz novas perspectivas para médicos e pacientes, mostrando benefício de sobrevida, com perfil de segurança manejável.6

Os primeiros dados de eficácia e segurança vieram do estudo MONARCH 2 (NCT02107703), ensaio randomizado, duplo-cego de Fase III que inscreveu 669 pacientes para avaliar abemaciclibe mais fulvestranto. O estudo demonstrou benefício significativo de sobrevida livre de progressão (hazard ratio, 0.553 95% CI, 0.449-0.681; P < 0,0001) em mulheres com câncer de mama avançado HR+ HER2- que progrediram dentro de 12 meses da terapia endócrina anterior, ou como tratamento de segunda linha em pacientes com doença metastática que receberam terapia endócrina na primeira linha. Nessa população, a mediana de SLP foi de 16,4 meses versus 9,3 meses.1

Impacto das assinaturas imunológicas na sobrevida de pacientes com glioblastomas

Martin Bonamino NET OKPublicado na revista Oncoimmunology, estudo de pesquisadores brasileiros avalia o impacto das assinaturas imunológicas na sobrevida de pacientes com glioblastomas. Em artigo exclusivo, os autores do trabalho Martín Bonamino (foto), pesquisador do Instituto Nacional de Cancer (INCA) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e Guido Lenz, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), comentam os principais resultados.

Cemiplimabe mostra benefício no carcinoma espinocelular metastático

O anti PD-1 cemiplimabe (Libtayo®, Sanofi) demonstrou benefício clínico significativo no tratamento do carcinoma espinocelular (CEC) em pacientes com doença avançada ou metastática1,2. Agora, artigo de Rischin, D et al. no Journal for Immunotherapy of Cancer3 traz nova análise avaliando a dose fixa de 350 mg por via intravenosa (IV) a cada 3 semanas (Q3W) em pacientes metastáticos, além de dados atualizados com a dose de 3 mg/kg IV a cada 2 semanas (Q2W). Os resultados mostram que cemiplimabe na dose fixa de 350 mg Q3W produziu atividade antitumoral robusta, projetando-se como um esquema mais conveniente para os pacientes e com menos risco de erro de dosagem ou desperdício de medicamento. Os dados de acompanhamento de longo prazo também demonstram a duração e a profundidade da resposta com cemiplimabe com base no peso do paciente, corroborando a atual base de evidências.

Sequenciamento de cfDNA no câncer colorretal

GABRIEL MACEDO OK NET OKEstudo publicado no periódico Cancer Discovery foi um dos primeiros trabalhos a demonstrar, em um grande número de pacientes, a capacidade da análise do sequenciamento do DNA circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) de reproduzir a variabilidade genética e heterogeneidade intratumoral presente no tecido tumoral de pacientes com câncer colorretal avançado. Os resultados do trabalho são tema de artigo do biólogo molecular Gabriel Macedo (foto), pesquisador e membro do Programa de Medicina Personalizada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Novo paradigma no tratamento do carcinoma urotelial

Depois de trinta anos sem praticamente nenhum progresso, o tratamento do carcinoma urotelial avançado ou metastático vive mudanças sem precedentes, reconfigurando o cenário para médicos e pacientes. Como estratégia de manutenção na primeira linha de tratamento da doença irressecável localmente avançada ou metastática, a imunoterapia com avelumabe (Bavencio®) aumentou significativamente a sobrevida global, com 21,4 meses versus 14,3 meses, reduzindo em 31% o risco de morte. Os dados são do estudo randomizado de fase III JAVELIN Bladder 100 (NCT02603432)1, que demonstrou o maior benefício de sobrevida global observado até o momento no câncer urotelial localmente avançado ou metastático, com resultados que embasaram a aprovação das principais agências reguladoras mundiais2, entre elas a da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), conforme publicado no Diário Oficial da União no dia 28 de dezembro de 20203.

“JAVELIN Bladder 100 alcançou seu principal endpoint, demonstrando sobrevida global prolongada com avelumabe como manutenção de primeira linha em pacientes com carcinoma urotelial avançado ou metastático. Os benefícios foram observados em todos os pacientes, independentemente da expressão de PD-L1”, descreveram Powles, T et al. em artigo na New England Journal of Medicine4.

Nova opção de primeira linha no câncer renal avançado

Depois da aprovação do anti PD-L1 avelumabe (Bavencio®) em monoterapia para o tratamento de pacientes com carcinoma de células de Merkel metastático, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a indicação de avelumabe para o tratamento de pacientes adultos com carcinoma de células renais avançado (RCC), em associação com axitinibe1. A decisão da Anvisa foi anunciada em novembro de 2019 e é baseada nos resultados do JAVELIN RENAL 101, ensaio que demonstrou ganho significativo de sobrevida livre de progressão em pacientes que receberam avelumabe mais axitinibe como tratamento de primeira linha na doença avançada, independentemente da expressão de PD-L1.

Este estudo randomizado internacional de Fase III comparou avelumabe mais axitinibe com o inibidor de tirosina-quinase sunitinibe em pacientes com RCC avançado sem tratamento sistêmico prévio. Os resultados da análise interina foram reportados no New England Journal of Medicine, em artigo de Motzer et al.2, e mostram que avelumabe reduziu em 39% o risco de progressão ou morte em pacientes com PD-L1 ≥ 1% (HR 0,61; P <0,001).  A combinação com avelumabe também prolongou em mais de 5 meses a mediana de SLP na população geral, independentemente do status de PD-L1 (HR: 0,69; p<0,001), assim como duplicou a taxa de resposta.

“A maioria dos pacientes com diagnóstico de carcinoma renal tem componentes de células claras e apresenta anormalidades genéticas que levam à produção excessiva do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), fator-chave para a angiogênese”, descreve a publicação na NEJM. No entanto, Motzer et al. destacam que embora o TKI VEGFR sunitinibe seja um padrão de terapia de primeira linha para RCC avançado, muitos pacientes têm resistência ao uso de antiangiogênicos e progridem ao tratamento com esses medicamentos.

Rastreamento do câncer colorretal

Raquel Riechelmann ACCamargo NET OKRevisão publicada em junho no New England Journal of Medicine faz uma atualização crítica das práticas e recomendações de rastreamento do câncer colorretal. Os oncologistas Rachel P. Riechelmann (foto) e Celso Abdo Mello, membros do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG), comentam para o Onconews. "É de suma importância termos políticas nacionais de rastreamento, diagnóstico e tratamento precoce do câncer colorretal, pois em muitos casos a cura é possível", afirmam os autores. 

Mulheres em risco para Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditário: conhecendo o lado psicossocial

natalia campacci bxArtigo de Natalia Campacci (foto), enfermeira do Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular do Hospital de Câncer de Barretos (Hospital de Amor) analisa, do ponto de vista psicossocial, mulheres em risco para Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditário que chegam pela primeira vez ao serviço de Oncogenética no momento pré-aconselhamento genético. A geneticista Edenir Inêz Palmero é autora sênior do trabalho.

Primum non nocere: os resultados do PORTEC 3 e GOG 258

logo EVA QuadradoRecentemente foram apresentados na ASCO 2017 os resultados dos dois mais esperados estudos em câncer de endométrio: um com foco na doença inicial de risco intermediário alto/alto risco (PORTEC 3) e o outro na doença localmente avançada (GOG 258). Quem comenta é o oncologista Eduardo Paulino, membro do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (GBTG/EVA) e médico do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Americas Centro de Oncologia Integrado, no Rio de Janeiro.

Neoadjuvância em câncer de mama com receptores hormonais positivos e Her2 negativo, o que considerar na decisão clínica?

Pedro Moraes 3 bxPedro Moraes (foto), oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), do Grupo Oncoclínicas, e médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, discute como o uso de neoadjuvância pode ajudar a selecionar melhor a terapia adjuvante no câncer de mama com receptores hormonais positivos HER2 negativo, de acordo com o tipo de resposta obtida na primeira fase do tratamento.

Câncer de Pulmão de Pequenas Células: Novos Alvos, Novas Perspectivas

Clarissa Baldotto NET OKApesar da reduzida disponibilidade de tratamentos aprovados para o câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) e de seu prognóstico reservado principalmente na doença extensa refratária, o desenvolvimento de novas drogas-alvo e o advento da imunoterapia no tratamento do câncer tem modificado o cenário nesse grupo de pacientes. O assunto é tema do artigo das oncologistas Clarissa Baldotto (foto) e Mariana Monteiro, do Americas Centro de Oncologia Integrado, no Rio de Janeiro.


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