Oncoginecologia

  • FDA aprova combinação de durvalumabe no câncer de endométrio avançado ou recorrente

    A agência Norte americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou durvalumabe (Imfinzi®, Astrazeneca) em combinação com carboplatina mais paclitaxel seguido de durvalumabe como agente único para pacientes adultas com câncer de endométrio primário avançado ou recorrente com deficiência de reparo de incompatibilidade (dMMR). A decisão é baseada nos resultados do ensaio clínico de Fase 3 DUO-E.

  • Idade e etnia como fenótipos de alto risco no câncer de ovário mucinoso

    Idade e etnia têm impacto na sobrevida do câncer mucinoso primário de ovário, como descrevem Sudha Sundar e colegas, em artigo no International Journal of Gynecological Cancer.A análise indica que mulheres mais jovens (≤45 anos) têm maior risco de invasão infiltrativa e mulheres do sul da Ásia apresentam menor sobrevida global em relação às brancas.

  • Risco de incidência de câncer ginecológico e uso de antipsicóticos

    Meta-análise brasileira publicada no periódico BMC Cancer considerou dados de 50.402 pacientes para avaliar a associação entre o uso de antipsicóticos e o risco de incidência de tumores ginecológicos. O trabalho tem como primeiro autor o pesquisador Francisco Cezar Aquino de Moraes (foto), da Universidade Federal do Pará.

  • Pesquisa mostra associação inversa entre a expressão de RKIP e EGFR no câncer cervical

    Pesquisa publicada na Cancersidentificou uma assinatura molecular comum entre pacientes que apresentam baixa expressão de RKIP e alta expressão de EGFR em diferentes tumores sólidos, demonstrando o valor prognóstico dessa correlação inversa em pacientes com câncer cervical. O trabalho tem participação brasileira, dos pesquisadores Adhemar Longatto-Filho (foto), Fábio Marques, Marise A. R. Moreira, Rui M. Reis e Olga Marinho, e lança nova luz sobre os mecanismos moleculares que

    ...
  • Perda de peso e controle da obesidade têm impacto no câncer endometrial

    Revisão que avaliou a eficácia das estratégias de perda de peso em indicadores biológicos importantes associados ao CE endometrioide, incluindo modificações no estilo de vida, intervenções cirúrgicas e abordagens farmacológicas, mostra dados que podem refinar estratégias terapêuticas, introduzir intervenções personalizadas e melhorar os resultados de pacientes com CE endometrioide.

  • LACC: análise final de sobrevida mostra que cirurgia aberta deve ser o padrão na histerectomia para câncer cervical

    Reitan Ribeiro, do Departamento de cirurgia oncológica do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e  Renato Moretti (à direita), do Departamento de Ginecologia Oncológica do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, são coautores da análise final de sobrevida global que comparou histerectomia radical aberta versus minimamente invasiva para câncer cervical em estágio inicial. Os resultados estão no Journal of Clinical Oncology (JCO) e demonstram que a cirurgia aberta

    ...
  • Fenótipos de composição corporal antes da QT e mortalidade por câncer de ovário

    Os fenótipos de sobrepeso/obesidade, sarcopenia/obesidade com sobrepeso e sarcopenia/caquexia foram associados ao aumento da mortalidade em pacientes com carcinoma epitelial de ovário e carcinoma seroso de ovário de alto grau. Os resultados são de estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute (JNCI).

  • Combinação de cemiplimabe e vacina ISA101b no câncer cervical HPV16 recorrente/metastático

    A combinação de cemiplimabe com a vacina ISA101b está sendo estudada em cânceres positivos para HPV16 em vários ensaios clínicos. Estudo de fase 2 com participação do oncologista Carlos Paiva (foto), do Hospital de Câncer de Barretos, e de mais dois centros brasileiros, apresentou no ASCO 2024 os resultados de eficácia e segurança de cemiplimabe + ISA101b em pacientes com câncer cervical HPV16 recorrente que progrediram da doença após quimioterapia de primeira linha.

  • CARACO: Omissão da linfadenectomia na citorredução de intervalo reduz morbidade no CEO avançado 

    O ensaio CARACO é o primeiro ensaio randomizado a mostrar que a linfadenectomia sistemática deve ser omitida no câncer epitelial de ovário avançado em pacientes com linfonodos clinicamente negativos e naquelas submetidas à quimioterapia neoadjuvante e cirurgia completa de intervalo. Resultados apresentados em sessão oral no ASCO 2024 demonstram que esse descalonamento cirúrgico reduziu significativamente a morbidade pós-operatória grave.

  • NEO: olaparibe neoadjuvante no câncer de ovário seroso de alto grau recidivado sensível à platina

    Olaparibe neoadjuvante seguido de cirurgia citorredutora foi viável e seguro no câncer de ovário seroso de alto grau sensível à platina recorrente. “Em pacientes com doença ressecável na citorredução secundária, olaparibe isolado no pós-operatório foi tão eficaz quanto a quimioterapia seguida de olaparibe e menos tóxico, sugerindo potencial para uma abordagem livre de quimioterapia nesta população selecionada”, afirmou a oncologista Stephanie Lheureux (foto), do Princess Margaret

    ...
  • QT adjuvante após CRT não mostra resultados no câncer cervical inicial de alto risco

    Estudo selecionado para sessão oral de câncer ginecológico no ASCO 2024 não demonstrou eficácia da quimioterapia adjuvante após quimiorradiação em pacientes com câncer de colo do útero em estágio inicial de alto risco.

  • ctDNA no monitoramento do câncer epidermoide cervical e anal 

    Camila Venchiarutti Moniz (foto), oncologista do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), é primeira autora de estudo selecionado para apresentação em poster no ASCO 2024, com análise sobre o papel do DNA tumoral circulante (ctDNA) no monitoramento do carcinoma epidermoide cervical e de canal anal em pacientes em tratamento com quimiorradioterapia. O trabalho tem como autor senior o oncologista Paulo Hoff (na foto, à direita), com resultados que apoiam o valor preditivo desse biomarcador

    ...
  • Barreiras ao rastreamento do câncer do colo do útero em sete países europeus

    Estudo que mapeou percepções sobre as barreiras ao rastreamento do câncer do colo do útero em sete países europeus identificou que a organização dos sistemas de saúde e a maturidade dos programas de rastreio diferem entre os países, enquanto as barreiras psicológicas das mulheres vulneráveis apresentam várias semelhanças, entre elas o medo, a vergonha e a falta de prioridades nos cuidados preventivos. O epidemiologista Arn Migowski (foto) analisa os resultados e as similaridades entre

    ...
  • Determinantes Sociais da Saúde na eliminação do câncer do colo do útero

    Artigo de revisão de pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) e da Universidade McGill, Canadá,  fornece uma visão geral das tendências epidemiológicas e da carga dos cânceres associados à infecção pelo papilomavírus humano (HPV). O trabalho foi publicado na Nature Reviews Clinical Oncologye destaca a necessidade de abordar os determinantes sociais da saúde para alcançar a meta de eliminar o câncer do colo do útero.

  • Segurança de intervalos mais longos do teste de HPV para câncer cervical

    O risco de neoplasia intraepitelial cervical grau 2 ou superior (NIC2+) oito anos após um resultado negativo de rastreio de HPV é comparável ao risco 3 anos após um rastreio citológico padrão negativo, a referência atual aceitável para risco. “Estas descobertas sugerem que os intervalos de rastreio primário do HPV poderiam ser alargados para além da recomendação atual de cinco anos, reduzindo potenciais barreiras ao rastreamento”, afirmaram os autores de estudo publicado no Cancer

    ...
  • Pesquisa mostra efeitos da vacinação contra HPV na prevenção do câncer em homens e mulheres

    Estudo destacado no ASCO 2024, que considerou cerca de 750 mil homens e quase 1 milhão de mulheres, de 9 a 35 anos, mostra que a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é eficaz na prevenção de vários tipos de câncer, em homens e mulheres. “As conclusões são muito claras e significativas do ponto de vista estatístico, mostrando importante redução de tumores associados ao HPV entre os homens, principalmente na região da cabeça e pescoço, enquanto nas mulheres os resultados são

    ...
  • Estudo da Women's Health Initiative indica que terapia combinada estrogênio-progestina reduz risco de câncer ginecológico

    Para mulheres que fizeram terapia hormonal na menopausa, o estrogênio equino conjugado (CEE) tomado isoladamente pode aumentar o risco de desenvolver e morrer de câncer de ovário, enquanto o CEE combinado com acetato de medroxiprogesterona (MPA) não aumenta esse risco e ainda pode reduzir o risco de desenvolver câncer uterino. Os resultados são de estudo da Women's Health Initiative e estão entre os destaques do ASCO 2024, que acontece de 31 de maio a 4 de junho, em Chicago.

  • Barreiras ao rastreamento do câncer do colo do útero em sete países europeus

    Estudo que mapeou percepções sobre as barreiras ao rastreamento do câncer do colo do útero em sete países europeus identificou que a organização dos sistemas de saúde e a maturidade dos programas de rastreio diferem entre os países, enquanto as barreiras psicológicas das mulheres vulneráveis apresentam várias semelhanças, entre elas o medo, a vergonha e a falta de prioridades nos cuidados preventivos.

  • Estudo demonstra associação entre uso de talco genital e aumento do risco de câncer de ovário

    Estudo publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO) fornece evidências da associação entre o uso de talco genital e um risco aumentado de câncer de ovário. "Apesar dos desafios na avaliação do histórico de exposição e dos vieses inerentes aos dados retrospectivos, nossas descobertas são robustas, mostrando uma associação consistente entre o uso de talco genital e o câncer de ovário", disse Katie O'Brien, epidemiologista do National Institute of Environmental Health

    ...
  • PARCER: lições importantes para a gestão do câncer do colo do útero

    A longo prazo, o investimento em tecnologia de alta precisão para a gestão do câncer do colo do útero resultou em custos mais baixos para os decisores políticos de saúde da Índia,  como demonstra o estudo PARCER, que deixa lições importantes para países de baixo e médio rendimento. Os resultados estão em artigo de Hande etal. no JCO Global Oncology.