Pulmão

  • Estudo populacional  mostra quem está em risco de nódulos pulmonares na TC de baixa dose

    Nódulos pulmonares são cada vez mais identificados em indivíduos assintomáticos. Estudo de base populacional que buscou identificar os fatores de risco em uma população da Europa Ocidental mostrou que sexo masculino, idade avançada, baixo nível educacional, tabagismo, exposição ao amianto e DPOC aumentaram independentemente a probabilidade de nódulos pulmonares; histórico familiar de câncer de pulmão foi significativamente associado a nódulos pulmonares entre nunca fumantes.

  • Estudo sugere que descalonamento de TKI é viável no câncer de pulmão avançado

    Terapia-alvo com inibidor de tirosina-quinase (TKI) até a progressão da doença ou efeitos tóxicos intoleráveis ​​é atualmente o padrão de tratamento para câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado em pacientes com mutações acionáveis. Dong et al. publicaram no Jama Oncology o primeiro estudo a fornecer evidências mostrando que uma estratégia adaptativa de descalonamento de TKI guiada por DNA tumoral circulante (ctDNA) é viável para certos subgrupos de

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  • Fragilidade como indicador prognóstico em idosos com câncer de pulmão

    Revisão sistemática e meta-análise publicada no Journal of Geriatric Oncology demonstrou associação entre fragilidade e sobrevida global, sobrevida livre de recorrência e um aumento da suscetibilidade a complicações em pacientes idosos com câncer de pulmão. “Nossos resultados reforçam o potencial do estado de fragilidade como um indicador prognóstico importante”, avaliam os autores.

  • FDA concede revisão prioritária para osimertinibe no CPCNP irressecável estágio III EGFRm

    Food and Drug Administration (FDA) aceitou o pedido de nova indicação do medicamento (sNDA) e concedeu revisão prioritária a osimertinibe (Tagrisso®, AstraZeneca) para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas irressecável, estágio III EGFRm após quimiorradioterapia. A decisão é baseada nos resultados do ensaio de Fase 3 LAURA, apresentado em Sessão Plenária no ASCO 2024 e publicado simultaneamente na New England Journal of

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  • Análise de sobrevida global mostra benefício de durvalumabe pós QRT no CPCNP irressecável

    Com base nos resultados do estudo PACIFIC, a consolidação com durvalumabe após quimiorradioterapia (QRT) à base de platina é um padrão global de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com doença estágio III, irressecável. Análise anterior do estudo PACIFIC-R demonstrou a eficácia desse regime em termos de sobrevida livre de progressão (SLP). Agora, dados da primeira análise planejada de sobrevida global (SG) mostram que, em cerca de 3 anos de

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  • LAURA: Osimertinibe pode mudar o padrão no CPCNP localmente avançado EGFRm

    Osimertinibe melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com mutação de EGFR em estágio III, irressecável, tratados com quimiorradioterapia e pode ser um novo padrão de tratamento para essa população. É o que apontam os resultados do estudo de fase 3 (LAURA) destacado em Sessão Plenária no ASCO 2024, demonstrando mediana de SLP de 39 meses no grupo osimertinibe (osi) em comparação a 6 meses no grupo

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  • ADRIATIC: Durvalumabe após CRT melhora sobrevida no CPCP células em estágio limitado

    A terapia de consolidação com durvalumabe após quimiorradioterapia (CRT) demonstrou melhora na sobrevida global e sobrevida livre de progressão em pacientes com câncer de pulmão de células pequenas em estágio limitado em comparação com o atual padrão de tratamento com CRT isolada. “Este é o primeiro estudo a mostrar eficácia da imunoterapia nessa população de pacientes”, afirmou David Spigel (foto), diretor científico do Sarah Cannon Research Institute, em Nashville, e principal autor

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  • Cuidados paliativos por telessaúde são efetivos entre pacientes com câncer de pulmão avançado

    As diretrizes recomendam a integração precoce de cuidados paliativos e oncológicos para pacientes com câncer avançado, com evidências robustas demonstrando que esse modelo melhora a qualidade de vida. No entanto, a maioria dos pacientes não recebe cuidados paliativos precoces no ambiente ambulatorial. Estudo randomizado que envolveu 1.250 participantes com câncer de pulmão avançado mostra caminhos para superar essas barreiras. “Nossas descobertas destacam a necessidade crítica de sistemas

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  • ADAURA: doença molecular residual e osimertinibe adjuvante no CPCNP estágio IB-IIIA EGFRm ressecado

    A detecção de doença molecular residual poderia ajudar a identificar um subgrupo de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas EGFRm ressecado que se beneficiaria do tratamento adjuvante prolongado com osimertinibe. É o que demonstram os resultados de análise do estudo ADAURA apresentada em sessão oral no ASCO 2024 pelo oncologista Tom John (foto), do Peter MacCallum Cancer Centre, Austrália.

  • Atividade antitumoral de Dato-DXd + pembro na primeira linha do CPCNP avançado

    Como terapia de primeira linha em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado, datopotamabe deruxtecana (Dato-DXd) mais pembrolizumabe com ou sem quimioterapia à base de platina continua a demonstrar atividade antitumoral duradoura, independentemente da expressão de PD-L1. Os resultados são de análise de subgrupo do estudo TROPION-Lung02 selecionada para apresentação em pôster no ASCO 2024.

  • TOP: osimertinibe mais quimioterapia no CPCNP com mutações EGFR e TP53

    Estudo randomizado de fase 3 (TOP) com participação multicêntrica tem o objetivo de determinar se a combinação de osimertinibe mais quimioterapia pode melhorar a eficácia em comparação com osimertinibe em monoterapia em pacientes com mutações concomitantes de EGFR e TP53. A pesquisa está em fase de desenvolvimento (trial in progress) e foi selecionada para apresentação em poster no ASCO 2024.

  • BLOSSOM: dose de 80 mg de osimertinibe é eficaz em metástases leptomeníngeas do CPCNP

    Pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com mutação de EGFR apresentam alta incidência de metástases leptomeníngeas (LM) após tratamento com TKIs de EGFR de primeira ou segunda geração. Osimertinibe demonstrou eficácia clínica significativa em LM em dose dupla (160 mg), benefício atribuído à sua penetração superior na barreira hematoencefálica. Estudo de fase 2 apresentado no ASCO 2024 mostrou resultados de eficácia clínica, segurança e perfil farmacocinético de 80 mg

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  • COAST: atualização mostra resultados de combinações de imunoterapia no CPCNP irressecável estágio III

    A associação de durvalumabe com monalizumabe ou oleclumabe aumentou a taxa de resposta objetiva e prolongou a sobrevida livre de progressão e a sobrevida global em comparação com durvalumabe isolado em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas estágio III irressecável. Os resultados são de atualização do estudo COAST apresentado em pôster no ASCO 2024.

  • AEGEAN: Durvalumabe perioperatório no CPCNP ressecável N2

    No ensaio AEGEAN de fase 3, o tratamento perioperatório com durvalumabe (D)+ quimioterapia neoadjuvante melhorou significativamente a sobrevida livre de eventos e resposta patológica completa em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) ressecável, com segurança gerenciável. No ASCO 2024, análise exploratória que envolveu pacientes com status nodal N2 demonstrou melhora clinicamente significativa na eficácia, nenhum impacto adverso nos resultados de cirurgia e perfil de

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  • DESTINY-Lung02:  análise final confirma benefício de T-DXd no CPCNP metastático com mutação HER2

    Resultados atualizados da análise final do estudo DESTINY-Lung02 demonstraram que o tratamento com trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) nas doses de 5,4 mg/kg ou 6,4 mg/kg continuou a apresentar respostas fortes e duradouras em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas metastático (CPCNPm) com mutação HER2, consistente com o benefício relatado na análise primária.

  • Política de rastreamento e diagnóstico do câncer de pulmão inicial no Brasil

    Recomendações da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA (USPSTF) de 2021 são mais eficazes do que os critérios da USPSTF de 2013 na redução das disparidades sociodemográficas no risco de morte por câncer de pulmão no Brasil. É o que demonstra estudo aceito para publicação eletrônica no ASCO 2024, com participação dos pesquisadores  Isabel Emmerick (foto), da Universidade de Massachusetts, e Mario Jorge Sobreira da Silva, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), respectivamente

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  • Manejo ideal da pneumonite por radiação

    Artigo publicado no Lung Cancer Journal traz diretrizes consensuais sobre o diagnóstico e tratamento da pneumonite por radiação, bem como técnicas para diminuir o risco no planejamento da radioterapia.

  • Bioengenharia e inteligência artificial no diagnóstico do câncer de pulmão inicial

    O nariz eletrônico, também chamado de e-nose, usa sensores e inteligência artificial para detectar câncer no ar exalado e demonstrou excelente sensibilidade e especificidade no cenário de rastreamento do câncer de pulmão. Estudo de fase IIc publicado no Journal of Thoracic Oncology demonstrou que a tecnologia E-nose também apresentou boa concordância com a histopatologia em tumores em estágio clínico I e pode ser uma ferramenta de bioengenharia útil no diagnóstico do câncer de

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  • Função pulmonar prejudicada e risco de câncer de pulmão

    A função pulmonar prejudicada está associada a maior risco de desenvolvimento de câncer de pulmão e mortalidade pela doença. É o que demonstra estudo de coorte chinês com 461.183 indivíduos publicado no BMJ Open Respiratory Research.“Nossos resultados destacam a importância de considerar a função pulmonar no rastreio do câncer de pulmão para uma melhor seleção de candidatos”, afirmam os autores.

  • Integração de cuidados paliativos e intensidade de cuidados de fim de vida no CPCNP

    Estudo de mundo real publicado no Lung Cancer Journal avaliou a integração dos cuidados paliativos e sua relação com a intensidade dos cuidados de fim de vida em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas. “Os cuidados paliativos ainda não estão suficientemente integrados para essa população de pacientes”, afirmaram os autores.