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Coberturas Especiais

Análise que utilizou tecido de câncer de mama de pacientes com doença RH+ HER2 – inicial para avaliar a concordância de diferentes testes de expressão gênica de classificação de risco mostrou fraca correlação entre  eles, com discrepâncias no valor prognóstico dos testes MammaPrint®, EndoPredict® e PAM50 em 40% das amostras ocasionando recomendações conflitantes em 10% dos pacientes. “Os resultados enfatizam a necessidade urgente de mais análises comparativas de testes multigenômicos para evitar classificações errôneas no risco de recorrência da doença em pacientes com câncer de mama”.

Trastuzumabe Deruxtecana (T-DXd) é atualmente aprovado para tratamento de pacientes com câncer de mama metastático HER2-positivo (imuno-histoquímica (IHC) 3+ ou ISH positivo) ou HER2-low (IHC 1+ ou IHC 2+/ISH negativo), além de outros cânceres de mama específicos e indicações agnósticas. Diante das potenciais implicações clínicas para a seleção do tratamento após a exposição a T-DXd, estudo do MD Anderson Cancer Center destacado no SABCS 2024 avaliou as alterações no status do HER2 após o tratamento com T-DXd em pacientes com câncer de mama metastático, especificamente a perda ou diminuição da expressão do HER2, com resultados que demonstram a importância de reavaliar o status de HER2 pós-tratamento.

Uma ferramenta digital para o telemonitoramento de pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia se mostrou viável como estratégia para aprimorar a detecção de sintomas em tempo real e a tomada de decisão clínica. A solução foi selecionado para o SABCS 2024, em apresentação da oncologista Alessandra Morelle (foto), que participou do estudo realizado no Hospital de Câncer de Barretos para implementar e avaliar a nova plataforma, batizada de ThummiOnco.

Pesquisa apresentada no SABCS 2024 caracterizou as diferenças moleculares e imunológicas no câncer de mama receptor hormonal positivo/HER 2 negativo (HR+/HER2−) entre homens e mulheres, descrevendo a paisagem molecular do câncer de mama masculino. Na comparação com o câncer de mama feminino HR+/HER2-, a análise revelou alta carga de mutações tumorais (TMB) e maior expressão de MHC classe I e II no câncer de mama HR+/HER2 – em homens, mas menor expressão do gene de efluxo de drogas e em genes relacionados a células- tronco, sugerindo diferenças importantes na biologia tumoral entre os gêneros.

Estudo brasileiro selecionado para apresentação em pôster no ASH 2024 demonstrou que em uma grande coorte latino-americana de mundo real, pacientes com linfoma difuso de grandes células B com mais de 70 anos ainda não apresentam desfechos clínicos satisfatórios, com metade dos casos não atingindo 5 anos de expectativa de vida após o diagnóstico. O pesquisador Luís Alberto Covas Lage (foto), do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), é o primeiro autor do trabalho.

Estudo brasileiro selecionado para apresentação em pôster no ASH 2024 buscou identificar fatores clínicos e laboratoriais que podem prever trombose em pacientes com leucemia aguda, bem como validar escores anteriores e relatar seus perfis clínicos e achados associados relacionados a esses eventos. “Nesta coorte clínica de mundo real, não foi possível identificar parâmetros laboratoriais associados a um risco aumentado de trombose, apesar de sua alta incidência global”, afirmaram os autores. O hematologista Wellington Fernandes da Silva (foto), médico do ICESP/FMUSP, é o autor sênior do trabalho.

Estudo brasileiro avaliou a prevalência, características clínicas, fatores de risco e resultados do envolvimento do sistema nervoso central (SNC) em pacientes com leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL, da sigla em inglês) na América Latina. “Ao contrário de outros subtipos de linfoma, o envolvimento do SNC na ATLL não parece impactar significativamente os resultados, uma descoberta paradoxal que ressalta a complexidade da doença e pode refletir as limitações das opções de tratamento existentes e a ausência de protocolos terapêuticos padronizados”, destacam os pesquisadores. O estudo foi apresentado por Natalia Zing (foto), hematologista da Prevent Senior e da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, na sessão de pôster do ASH 2024.

Liderado pela Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), projeto de padronização multicêntrico teve como objetivo reduzir a heterogeneidade dos resultados de doença residual mínima na leucemia mieloide aguda entre os laboratórios brasileiros. “Os resultados do projeto ressaltam a necessidade de treinamento contínuo para desenvolver expertise e garantir resultados aplicáveis ​​para a tomada de decisões clínicas”, observaram os autores. Felipe Magalhães Furtado (foto), hematologista na Sabin Medicina Diagnóstica, em Brasília, apresentou os resultados em sessão de pôster no ASH 2024.

Pesquisadores desenvolveram um novo sistema de escore prognóstico para pacientes com linfomas de células T maduras e linfomas de células NK recidivantes e refratários com potencial de facilitar a decisão clínica. Os resultados do consórcio global Peripheral T-Cell Lymphoma (PETAL) foram apresentados em sessão oral no ASH 2024, em trabalho com participação dos pesquisadores brasileiros Eliana Miranda, do Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e Carlos Chiattone (foto), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Uma grande coorte de pacientes com linfoma de células T periférico demonstrou que o número de envolvimento extranodal é uma ferramenta prognóstica útil e prática para prever a resposta à terapia e os resultados. O estudo foi selecionado para a sessão de pôster do ASH 2024, em apresentação da hematologista Thais Fischer (foto), médica do A.C.Camargo Cancer Center.

Estudo selecionado para apresentação em Sessão Plenária no Congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH 2024) ressalta o impacto potencial das disparidades socioeconômicas no recebimento de transplante de células hematopoiéticas em pacientes com leucemia mieloide aguda. “Os esforços devem se concentrar em abordar barreiras financeiras, melhorar o letramento em saúde e aprimorar os sistemas de suporte para garantir acesso equitativo a tratamentos que salvam vidas”, destacaram os autores. O estudo tem participação do hematologista brasileiro Bruno Medeiros (foto), professor na Universidade de Stanford.