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Coberturas Especiais

A adição de terapia local de consolidação a osimertinibe prolonga significativamente a sobrevida livre de progressão em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas metastático com mutação de EGFR, mesmo em pacientes com doença polimetastática. É o que demonstram os resultados do estudo de Fase II NorthStar, selecionado para apresentação em sessão oral no ESMO 2025. O oncologista brasileiro Marcelo Vailati Negrão (foto), professor assistente no MD Anderson Cancer Center, em Houston, Texas, é coautor do trabalho.

Resultados atualizados do estudo clínico de fase II TROPION-PanTumor03 selecionados para Sessão Mini-oral no ESMO 2025 demonstram atividade clínica encorajadora da combinação do conjugado anticorpo-droga datopotamab deruxtecana (Dato-DXd) com o bispecífico anti–PD-1/TIGIT rilvegostomig (rilve) em pacientes com câncer urotelial localmente avançado ou metastático (a/mUC). A análise destacou respostas relevantes na primeira e segunda linha de tratamento, com perfil de segurança manejável. O estudo foi apresentado pela oncologista Sun Young Rha (foto), diretora do Instituto Songdang para Pesquisa do Câncer, na Faculdade de Medicina da Universidade Yonsei, Coréia do Sul. 

Dados finais do estudo de fase III MATTERHORN demonstraram que o uso perioperatório de durvalumabe (Imfinzi®, Astrazeneca), em combinação com o esquema quimioterápico FLOT (5-fluorouracil, leucovorina, oxaliplatina e docetaxel), resultou em ganho significativo de sobrevida global (SG) em pacientes com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica (GEJ) ressecável, em comparação com a quimioterapia isolada. Os resultados foram apresentados em sessão oral no ESMO 2025. Arinilda Campos Bragagnoli (foto), oncologista do Hospital de Câncer de Barretos, é coautora do trabalho.

Acompanhamento de 5 anos do estudo POSITIVE apresentado no ESMO 2025 traz evidências robustas de que a interrupção temporária da terapia endócrina adjuvante para permitir a gestação não aumenta o risco de recorrência em mulheres jovens com câncer de mama precoce hormônio-positivo (RH+).

Em um momento marcante no Congresso ESMO 2025, estudos revelaram evidências convincentes de que uma nova classe de medicamentos anticâncer — conjugados anticorpo-medicamento (ADCs) — pode melhorar drasticamente os resultados para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial.

Estudo de coorte prospectivo brasileiro selecionado para apresentação em pôster no ASCO 2025 avaliou a prevalência de disfunção sexual antes do início da terapia sistêmica em homens diagnosticados com tumores sólidos. “A prevalência de disfunção sexual moderada a completa foi de 22,2% nesta coorte, taxa superior à observada na população masculina brasileira em geral”, destacam os pesquisadores. Os oncologistas Mario Lopes, Leonardo Gil Santana e Mariana Carvalho compartilham a primeira autoria do trabalho; o oncologista Vladmir Claudio Cordeiro de Lima (foto) é o autor sênior do trabalho.

Os resultados do ensaio clínico de fase 3 SERENA-6 apresentados no ASCO 2025 demonstram que a troca para camizestranto, caso uma mutação ESR1 seja detectada durante o tratamento de primeira linha, pode ajudar a retardar o crescimento do câncer de mama avançado em pacientes com tumores que expressam receptor hormonal (HR positivo), com HER2 negativo. “Os resultados do SERENA-6 representam importante avanço e o potencial de estabelecer nova estratégia de tratamento para melhorar os resultados de primeira linha para os pacientes”, disse o principal autor, Nicholas C. Turner (foto), do Royal Marsden Hospital, em Londres, Reino Unido. O estudo teve publicação simultânea na New England Journal of Medicine (NEJM).

O anti PD-1 cemiplimabe (Lybtayo®) demonstrou benefício significativo em pacientes com carcinoma espinocelular (CEC) cutâneo de alto risco após cirurgia, reduzindo em 68% o risco de recorrência da doença ou morte na comparação com placebo. Os resultados são do estudo randomizado de fase 3 C-POST apresentado no ASCO 2025. “Cemiplimabe é a primeira terapia sistêmica a demonstrar redução clínica e estatisticamente significativa na recorrência da doença como terapia adjuvante para CEC de alto risco”, disse Danny Rischin (foto), oncologista do Peter MacCallum Cancer Centre, em Melbourne, Austrália, pesquisador principal do estudo publicado simultaneamente na New England Journal of Medicine (NEJM).

O estudo randomizado de Fase 3 Destiny-Breast06 demonstrou benefício clinicamente significativo na sobrevida livre de progressão com trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) versus TPC (capecitabina, nab-paclitaxel ou paclitaxel) em pacientes com câncer de mama metastático HR+, HER2-low/ultralow após ≥1 terapia endócrina. Agora, análise exploratória de DNA tumoral circulante (ctDNA) apresentada no ASCO 2025 demonstrou maior benefício clínico de T-DXd em relação ao TPC, independentemente da via PI3K, ESR1 ou mutação BRCA1/2. O oncologista Carlos Barrios (foto), presidente do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG), é coautor do trabalho.

O ensaio clínico internacional de fase 3 DESTINY-Gastric04 destacado no ASCO 2025 demonstrou que o tratamento de segunda linha com trastuzumabe deruxtecana (Enhertu®) pode ajudar pessoas com câncer gástrico HER2-positivo avançado que tiveram progressão da doença durante o tratamento de primeira linha a viver cerca de 3 meses a mais. “Os resultados do DESTINY-Gastric04 mostram que o tratamento de segunda linha com trastuzumabe deruxtecana direcionado a HER2 pode prolongar a sobrevida em comparação com um regime baseado em quimioterapia”, disse o principal autor do estudo, Kohei Shitara (foto), do National Cancer Center Hospital East, em Kashiwa, Japão. O estudo foi publicado simultaneamente na New England Journal of Medicine (NEJM).

O estudo TROPION-Lung02 avalia a combinação do conjugado anticorpo-medicamento direcionado a TROP2 datopotamab deruxtecan (Dato-DXd) mais pembrolizumabe, com ou sem quimioterapia baseada em platina, em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado. Apresentadas em sessão oral do ASCO 2025 pelo oncologista Benjamin Philip Levy (foto), do Johns Hopkins, as análises primárias demonstraram atividade antitumoral durável da terapia combinada no cenário de primeira linha.