Terapia combinada para pacientes com leucemia mieloide aguda
Estudo de fase 1b apresentado sábado, 3 de dezembro, na ASH 2016, demonstrou que a terapia-alvo vadastuximab talirina (33A) é segura quando utilizada em combinação com o tratamento quimioterápico padrão para pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticados. Os resultados foram apresentados por Harry Erba, da Universidade do Alabama.
Uma nova análise mostra que pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) sobreviveram mais tempo após receberem um transplante alogênico de células-tronco quando tratados com o método experimental de administração de quimioterapia conhecido como CPX-351 (Vyxeos).
O presidente da ASH, Charles Abrahms, professor de medicina da Universidade da Pensilvânia, destacou dois estudos com células CAR-T geneticamente modificadas. O estudo pivotal multicêntrico de fase 2 ZUMA-1, com células CAR-T anti-CD19 (LBA-6) envolveu 111 doentes de 22 instituições e induziu uma taxa de resposta objetiva em 76% de 101 pacientes com linfoma difuso de grandes células B (47% de resposta completa e 29% de resposta parcial).
A ASH 2016, conferência anual da Sociedade Americana de Hematologia, que acontece de 3 a 6 de dezembro, em San Diego, anunciou alguns estudos que devem ser destaque do programa científico dessa 58ª edição, que acontece entre os dias 3 e 6 de dezembro em San Diego, Califórnia.
O oncologista Antonio Carlos Buzaid (foto),
Marcio Debiasi (foto), diretor científico do LACOG e médico preceptor do serviço de oncologia clínica do Hospital São Lucas da PUC e do Hospital do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre, comenta em vídeo alguns destaques do SABCS 2016.
A adição de um inibidor da aromatase ao tratamento neoadjuvante com docetaxel, carboplatina, trastuzumabe (herceptin) e pertuzumabe (perjeta) não teve impacto na porcentagem de pacientes com câncer de mama HER2+, HR+ que tiveram uma resposta patológica completa (pCR). Os dados do estudo de fase III NRG Oncology/NSABP B-52 foram apresentados no 2016 San Antonio Breast Cancer Symposium.
Apresentados no 2016 San Antonio Breast Cancer Symposium, os resultados do estudo randomizado de fase III TEAM IIB mostraram que as mulheres na pós-menopausa com câncer de mama inicial HR+ que receberam o bisfosfonato ibandronato (Boniva) além da terapia hormonal adjuvante não melhoraram os resultados de sobrevida livre de doença (SLD).