Imunoterapia no carcinoma renal de células não-claras
Os resultados iniciais de segurança do estudo de fase 3b/4 CheckMate 374 mostraram que nivolumabe dose fixa 240 mg a cada 2 semanas (Q2W) apresentou um perfil de segurança consistente entre pacientes com carcinoma renal de células claras e células não claras. No ASCO GU 2019 foram relatados dados atualizados de segurança e os primeiros resultados de eficácia para pacientes com RCC de células não claras (nccRCC) no CheckMate 374.
Estudo apresentado no ASCO GU 2019 trouxe dados da combinação de savolitinib (inibidor de MET) e durvalumabe (inibidor de PD-L1) no câncer renal papilar metastático (CRP). Este estudo fase I/II de braço único explorou durvalumabe e savolitinib em doses iniciais de 1500mg Q4W e 600mg/dia, respectivamente, após 4 semanas de savolitinib.
O oncologista Brian I. Rini (foto), professor de medicina da Universidade de Cleveland, apresentou os resultados do estudo de fase III TIVO-3, que comparou os resultados do inibidor de tirosina-quinase tivozanib com sorafenibe no carcinoma de células renais avançado refratário.
Os oncologistas Andrey Soares e Ana Paula Garcia Cardoso analisam o que foi destaque no programa científico do último dia do ASCO GU. Em perspectiva, estudos que avaliaram diferentes esquemas de combinação com imuno-oncológicos e TKIs VEGF, sinalizando avanços que prometem reformular o cenário de tratamento. Assista em vídeo, na TV Onconews.
Em vídeo para a TV Onconews, Vinícius Carrera, do LACOG-GU, e Ignacio Duran, do Hospital Universitario Marqués de Valdecilla, na Espanha, analisam os resultados de uma subanálise do estudo METEOR desenhada para avaliar como a redução do tumor após exposição a cabozantinibe pode impactar a sobrevida global de pacientes com carcinoma de células renais avançado. Assista com legendas em português. 
Estudo randomizado de fase III buscou comparar a eficácia da radioterapia pós-operatória (PORT) versus a quimioterapia sequencial + PORT no câncer de bexiga localmente avançado após cistectomia radical. Os resultados foram apresentados no ASCO GU 2019 pelo radio-oncologista Mohamed S. Zaghloul, professor na Universidade do Cairo.
Dados provisórios de um estudo de viabilidade e de ensaio fase II que avaliou a sobrevida livre de progressão de pacientes com seminoma estádio II A/B submetidos a dissecção linfonodal retroperitoneal primária (RPLND) sem tratamento adjuvante mostraram que essa abordagem de tratamento experimental reduz a toxicidade e malignidades secundárias a longo prazo. Os resultados foram apresentados no ASCO GU 2019 por Peter Albers (foto), médico do Memorial Sloan Kettering Cancer Center.
A maioria dos pacientes com teratoma é manejado com cirurgia e não existe terapia médica padrão na doença progressiva e/ou irressecável. Os teratomas têm expressão funcional da proteína do retinoblastoma e a atividade clínica foi observada com a inibição da CDK4/6 (Vaughn DJ, et al. Cancer. 2015). Agora, estudo apresentado no ASCO GU 2019 por Daniel Castellano, médico do Hospital Universitário 12 de Outubro, em Madri, demonstrou que o inibidor de CDK4/6 ribociclibe prolongou a sobrevida livre de progressão em comparação com placebo no teratoma irressecável.
No ASCO GU 2019, o oncologista Thomas powles (foto), médico do Erasmus Medical Center, em Roterdã (Holanda), apresentou os dados de sobrevida global em pacientes com carcinoma urotelial avançado refratário à platina tratados com ramucirumabe no estudo RANGE.
O estudo de fase II COACH avaliou a eficácia dos tratamentos com gencitabina-carboplatina (GCb) em comparação com gencitabina-oxaliplatina (GemOx) em pacientes com carcinoma urotelial avançado refratário à cisplatina. Os resultados foram apresentados no ASCO GU 2019 por Jae-Lyun Lee (foto), médico do Asan Medical Center, em Seul, Coréia do Sul.