SUMMIT URO-ONCO 2019 aposta no caráter multidisciplinar
Cerca de 100 urologistas e oncologistas clínicos se reuniram em São Paulo no ZODIAC SUMMIT URO-ONCO 2019, um grande encontro multidisciplinar que compartilhou o melhor da AUA 2019 e da reunião anual da ASCO, com atualizações em HPB, BHA e câncer de próstata. O urologista William Nahas, do ICESP, foi chairman do programa científico e destacou o formato inovador, que abrigou duas apresentações simultâneas para valorizar o caráter multidisciplinar do encontro.



Estudo de fase II/III apresentado no ASCO GI 2019 demonstrou benefícios significativos da quimioterapia neoadjuvante (gencitabina e a combinação oral de fluoropirimidina de tegafur/gimeracil/oteracil), com ganho de sobrevida global em comparação com cirurgia upfront no tratamento de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático ressecável confirmado histologicamente.
O oncologista Virgílio Souza e Silva, do A.C.Camargo Cancer Center, comenta os estudos em tumores colorretais que concentraram as atenções no ASCO GI 2019, realizado em San Francisco de 17 e 19 de janeiro.
Estudo de fase II apresentado no ASCO GI 2019 avaliou a eficácia e segurança do tratamento em primeira linha do adenocarcinoma esofagogástrico metastático HER2-positivo com a combinação de pembrolizumabe, trastuzumabe, capecitabina e oxaliplatina. “Apesar de ser um estudo pequeno e sem impacto imediato na prática clínica, os dados são muito provocadores”, avalia o oncologista Duílio Reis da Rocha Filho (foto), chefe do serviço de oncologia clínica do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará, e consultor científico do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG).
Estudo brasileiro selecionado para a sessão de pôster do ASCO GI 2019 buscou avaliar a eficácia do retratamento anti-EGFR (TRECC) no câncer colorretal metastático. Os resultados sugerem que a estratégia pode ser considerada em pacientes selecionados. Os dados foram apresentados no sábado, 19 de janeiro, por Amanda Karani (foto), residente do A.C.Camargo Cancer Center.
Quimioterapia intraperitoneal hipertermia (HIPEC) adjuvante com oxaliplatina parece não melhorar a sobrevivência livre de metástases peritoneais, segundo dados preliminares do estudo multicêntrico holandês COLOPEC1, apresentados em sessão oral sábado, 19 de janeiro, durante o ASCO GI 2019. “Estes resultados negativos se alinham aos inesperados achados dos estudos franceses PROPHYLOCHIP2 (NTC01226394) e PRODIGE 73 (NCT00769405) apresentados na ASCO 2018, que em conjunto têm servido para desfavorecer a utilização de HIPEC no cenário do câncer colorretal”, observou Thales P. Batista (foto), cirurgião oncológico do Real Instituto de Cirurgia Oncológica (RICO/RHP) e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
A quimioterapia adjuvante pós-operatória com S-1/oxaliplatina (SOX) não se mostrou superior a UFT/leucovorina (LV) na sobrevida livre de doença (DFS) em pacientes com câncer de cólon estádio III de alto risco. No entanto, o regime à base de oxaliplatina pareceu mais eficaz na doença avançada, como o estádio IIIC e N2b. Os resultados do estudo ACTS-CC 02 serão apresentados sábado, 19 de janeiro, no ASCO GI 2019.
Estudo brasileiro que será apresentado no 2019 Gastrointestinal Cancers Symposium discute o perfil de pacientes muito idosos (> 80 anos) com malignidades gastrointestinais, destacando oportunidades para melhorar o tratamento nessa população. O estudo tem a participação do oncologista Paulo Hoff e como primeira autora Marcela Crosara Alves Teixeira, oncologista do Sírio-Libanês Brasília.