Estudo avaliou o conhecimento de pacientes sobre o carcinoma ductal in situ para a tomada de decisão sobre o tratamento convencional ou vigilância ativa. “O nível de informação sobre a doença está associado à percepção de risco e à escolha do tratamento”, avaliam os autores. O trabalho foi publicado no The Breast.

O carcinoma ductal in situ (CDIS) pode progredir para câncer de mama invasivo, mas muitas vezes isso não aconteceria. Como não é possível prever com precisão quais lesões de CDIS irão ou não progredir para câncer de mama invasivo, quase todas as mulheres com CDIS são submetidas a cirurgia conservadora da mama complementada com radioterapia, ou mesmo mastectomia. Em alguns países, o tratamento endócrino também é prescrito.

Para reduzir o overtreatment de muitas mulheres com CDIS não progressivo, o estudo de preferência do paciente LORD (LORD-PPT) avaliou a segurança da vigilância mamográfica ativa, dando às mulheres com CDIS de baixo risco a escolha entre tratamento e vigilância ativa.

As participantes do LORD-PPT (N = 376) preencheram um questionário que avaliava características sociodemográficas e clínicas, percepção de risco, escolha de tratamento e conhecimento do CDIS após serem informadas sobre seu diagnóstico e opções de tratamento.

Entre as participantes, 66% tinham pouco conhecimento (ou seja, responderam corretamente ≤3 de 7 itens de conhecimento). A maioria das respostas incorretas envolveu superestimar a segurança da vigilância ativa e a incompreensão dos riscos prognósticos do CDIS.

No geral, as mulheres com maior pontuação de conhecimento do CDIS perceberam o risco de desenvolver câncer de mama invasivo como sendo um pouco maior do que as mulheres com menor conhecimento (p = 0,049). As mulheres com melhores conhecimentos sobre CDIS escolheram mais frequentemente a cirurgia, enquanto a maioria das mulheres com menos conhecimentos escolheram a vigilância ativa (p=0,049).

“Os resultados mostram que há espaço para melhorar o fornecimento de informações aos pacientes. Ferramentas de apoio à decisão para pacientes e médicos poderiam ajudar a estimular uma tomada de decisão compartilhada eficaz sobre o manejo do carcinoma ductal in situ”, concluíram os autores.

Referência:

Engelhardt, Ellen G. and Schmitz, Renée Sylvia Josefina Monica and Gerritsma, Miranda A. and Sondermeijer, Carine M. T. and Verschuur, Ellen and Houtzager, Julia and Griffioen, Rosalie and Bijker, Nina and Mann, Ritse M. and Retèl, Valesca and van Duijnhoven, Frederieke and Wesseling, Jelle and Bleiker, Eveline M.A., Dcis Knowledge of Women Choosing between Active Surveillance and Surgery for Low-Risk Dcis.