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Coberturas Especiais

Daniella Audi Blotta (foto), oncologista assistente da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo - foi selecionada para receber o 2024 LIFe, prêmio oferecido pela Conquer Cancer a jovens oncologistas de países em desenvolvimento. O objetivo é proporcionar a realização de um research fellowship com duração de um ano em uma instituição anfitriã nos Estados Unidos, Canadá ou Europa. A cerimônia de premiação acontece no dia 31 de maio durante o 2024 ASCO Annual Meeting (ASCO 2024).

Estudo apontado entre os destaques do congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2024) demonstrou que a maioria das sobreviventes do câncer de mama em estágio 0 a III que tentaram uma gestação após o tratamento conseguiram engravidar e dar à luz. “Este é o primeiro estudo prospectivo com mais de 10 anos de acompanhamento a relatar resultados de fertilidade em jovens sobreviventes de câncer de mama que decidiram engravidar após o tratamento”, destacaram os autores. O oncologista Jessé Lopes da Silva (foto), pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA), comenta os resultados.

Estudo destacado no ASCO 2024, que considerou cerca de 750 mil homens e quase 1 milhão de mulheres, de 9 a 35 anos, mostra que a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é eficaz na prevenção de vários tipos de câncer, em homens e mulheres. “As conclusões são muito claras e significativas do ponto de vista estatístico, mostrando importante redução de tumores associados ao HPV entre os homens, principalmente na região da cabeça e pescoço, enquanto nas mulheres os resultados são semelhantes, com grande impacto na redução do câncer da cérvix uterina”, analisa Luísa Lina Villa (foto), chefe do laboratório de Inovação em Câncer do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do ICESP, e uma das maiores expoentes mundiais na pesquisa do HPV.

Para mulheres que fizeram terapia hormonal na menopausa, o estrogênio equino conjugado (CEE) tomado isoladamente pode aumentar o risco de desenvolver e morrer de câncer de ovário, enquanto o CEE combinado com acetato de medroxiprogesterona (MPA) não aumenta esse risco e ainda pode reduzir o risco de desenvolver câncer uterino. Os resultados são de estudo da Women's Health Initiative e estão entre os destaques do ASCO 2024, que acontece de 31 de maio a 4 de junho, em Chicago.

Com mais de 5.000 resumos publicados ou selecionados para apresentação, o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) acontece de 31 de maio a 4 de junho, em Chicago. A edição deste ano recebeu um número recorde de submissões e já anuncia alguns dos destaques do programa científico.

DESTINY-Lung03 é um estudo aberto, multicêntrico, de Fase 1b, multipartes, que avalia tratamentos baseados em trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com superexpressão de HER2. Resultados apresentados no WCLC 2024 indicam que a monoterapia com T-DXd demonstrou atividade antitumoral encorajadora no CPCNP com superexpressão de HER2, em pacientes pré-tratados com doença avançada ou metastática.

Um algoritmo de processamento de linguagem natural desenvolvido demonstrou aplicabilidade efetiva na detecção de lesões pulmonares suspeitas, com uma taxa significativa de diagnósticos de câncer de pulmão em estágio inicial. O trabalho foi selecionado para sessão oral no WCLC 2024, em apresentação da oncologista Clarissa Baldotto (foto), diretora do Núcleo de Integração Oncológica na Oncologia D'Or e presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT).

TROPION-Lung01 atingiu seu desfecho primário de sobrevida livre de progressão, mostrando melhora estatisticamente significativa para Datopotamab deruxtecan (Dato-DXd) sobre docetaxel no câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em pacientes com doença avançada/metastática previamente tratados. Dato-DXd também  duplicou a taxa de resposta (ORR) e prolongou a duração de resposta em comparação com docetaxel, mas não atingiu significância estatística para o endpoint de sobrevida global no conjunto de análise completo. Os resultados foram apresentados no WCLC 2024 por Jacob Sands (foto), oncologista do Dana-Farber Cancer Institute, e publicados simultaneamente no Journal of Clinical Oncology (JCO).

Com 18 meses de acompanhamento adicional desde a análise primária de sobrevida livre de eventos, atualização do estudo de Fase 3 AEGEAN confirma a eficácia de durvalumabe perioperatório como uma nova opção de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas ressecável. Os resultados foram apresentados em sessão oral na WCLC 2024 pelo oncologista John Heymach (foto), chefe de oncologia torácica e cabeça e pescoço no MD Anderson Cancer Center.

O oncologista William William (foto), líder nacional de Oncologia Torácica do  Grupo Oncoclínicas, apresentou no WCLC 2024 resultados do estudo PACIFIC BRAZIL, que avaliou a eficácia e segurança do anti PD-L1 durvalumabe como parte de um regime intensificado de quimio-imunoterapia de indução, quimio-imuno-radioterapia concomitante e imunoterapia de consolidação no câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) estágio III.  O estudo atingiu seu desfecho primário, demonstrando sobrevida livre de progressão superior aos 12 meses na comparação com os controles históricos. No entanto, em razão das toxicidades observadas e dos resultados negativos do estudo PACIFIC-2, a adição da imunoterapia à quimiorradiação não é justificada. Já o uso de quimioimunoterapia antes da quimiorradioterapia merece exploração em estudos futuros.

Em pacientes com câncer de pulmão de células pequenas em estágio limitado, o tratamento com durvalumabe por até 2 anos melhorou os resultados de sobrevida em comparação com placebo sem um impacto clinicamente significativo na qualidade de vida, funcionamento ou sintomas. É o que demonstra análise de resultados relatados pelo paciente (PROs) apresentada pelo médico especialista em radioterapia Suresh Senan (foto) em sessão mini-oral na WCLC 2024.