Resultados encorajadores no tratamento do colangiocarcinoma
Novos dados mostraram pela primeira vez que uma terapia-alvo direcionada à mutação do isocitrato desidrogenase 1 (IDH1) pode melhorar os resultados de pacientes com colangiocarcinoma avançado, um subtipo de câncer do ducto biliar com comportamento agressivo e mau prognóstico, que apesar da baixa incidência ainda representa uma necessidade médica não atendida. Os dados apresentados na ESMO 2019 por Ghassan Abou-Alfa (foto), do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, são os primeiros a mostrar benefício clínico de uma terapia-alvo no tratamento do colangiocarcinoma.
Maysa Vilbert (foto) é primeira autora de estudo de mundo real apresentado na ESMO 2019, comparando o impacto da capecitabina adjuvante em mulheres com câncer de mama triplo-negativo de alto risco após quimioterapia neoadjuvante.
O oncologista Frederico Costa (foto), do Hospital Sírio Libanês em São Paulo, apresentou na ESMO estudo que avaliou a exposição de pacientes com hepatocarcinoma avançado à campos eletromagnéticos de radiofrequência modulada de baixa amplitude (EMF - electromagnetic fields).
Um número crescente de pacientes com câncer de pulmão avançado poderá se beneficiar da chamada biópsia líquida para ajudar a decidir o tratamento mais adequado. É o que reforçam os dados do estudo BFAST apresentados no Congresso ESMO 2019 (LBA81_PR).
Rachel Riechelmann, do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG), analisa o que foi destaque na sessão oral de Tumores Neuroendócrinos da ESMO 2019. Em pauta, o estudo de Fase III SANET-ep, que avalia o agente surufatinib em TNE avançado e atingiu seu principal endpoint de sobrevida livre de progressão. Na sessão de pôster, a especialista sublinha o trabalho latinoamericano com participação brasileira que discutiu infecções oportunísticas em pacientes com TNE tratados com everolimus. Assista em vídeo, na TV Onconews.
Os oncologistas Angélica Nogueira-Rodrigues, do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, e Miguel Abreu, do Instituto Português de Oncologia do Porto, analisam os avanços da oncoginecologia, discutindo semelhanças e diferenças entre os contextos brasileiro e português para a incorporação dos novos avanços. “Temos uma mutação fundadora típica dos portugueses e específica no gene BRCA 2”, diz Abreu, que alerta para a importância de pesquisar a mutação nos brasileiros com ancestralidade portuguesa. Acompanhe na TV Onconews.
Os oncologistas Renata D'Alpino e Virgílio Souza trazem os destaques do panorama GI-não colorretal apresentados na ESMO 2019. Em perspectiva, dados de estudos que consolidam também no cenário asiático a importância da estratégia perioperatória nos tumores esôfago- gástricos, além de dados do estudo ANGEL e de nova análise do KEYNOTE-062 em pacientes com instabilidade de microssatélites. Assista, na TV Onconews.
Em vídeo gravado na ESMO 2019, Angélica Nogueira Rodrigues, Graziela Dal Molin e Eduardo Paulino, oncologistas do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG), analisam os estudos que prometem mudar a prática clínica. Em perspectiva, novos dados com inibidores de PARP que reconfiguram o panorama do carcinoma de ovário, avanços no tratamento do câncer do endométrio, além de novas perspectivas no câncer do colo uterino. Assista.
Dennis Slamon (foto), principal investigador do estudo MONALEESA-3, discute os resultados de sobrevida global apresentados na ESMO 2019. “Há um aumento significativo de sobrevida com a combinação de ribociclibe mais fulvestranto, da ordem de 28%. É um resultado com impacto clínico e estatisticamente significativo, que deve mudar a prática clínica”, avalia. Assista em vídeo, com legendas em português.
Gustavo Werutsky (foto), chair do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) e médico oncologista do Hospital São Lucas PUCRS é autor de estudo em colaboração com o German Breast Group (GBG), Alemanha, apresentado em pôster na ESMO 2019, que define os fatores de risco para recorrência locorregional após quimioterapia adjuvante (NACT) no câncer de mama.
Os resultados do estudo MONALEESA 3 mostram que o tratamento de primeira linha e de segunda linha com o inibidor de CDK4/6 ribociclibe associado a fulvestranto melhora significativamente a sobrevida global de pacientes com câncer de mama avançado HR + HER2-, na pós-menopausa. O estudo foi um dos destaques da Sessão Presidencial de domingo na ESMO 2019, em apresentação de Dennis Slamon, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA.