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AtualizadoSex, 19 Abr 2024 10pm

Ribociclibe no câncer de mama metastático RH+ HER2 negativo

O câncer de mama positivo para receptor hormonal e negativo para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HR+/ HER2-) é o subtipo mais comum de câncer de mama metastático. O tratamento com o inibidor de ciclinas ribociclibe, que inibe as quinases 4 e 6 dependentes de ciclina (CDK4/6), tem contribuído para reconfigurar esse cenário de tratamento, melhorando a sobrevida nessa população de pacientes1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

O estudo MONALEESA-2 foi o primeiro ensaio randomizado de fase 3 a demonstrar benefício de sobrevida global (SG) com a combinação de ribociclibe (Kisqali®, Novartis) e inibidor de aromatase como primeira linha de tratamento em pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado HR+/HER2-. Em março de 2022, artigo de Hortobagyi et al. na New England Journal of Medicine (NEJM)1 relatou resultados de SG, demonstrando benefício clínico e estatisticamente significativo da adição de ribociclibe a letrozol versus letrozol isoladamente (63,9 meses vs 51,4 meses; HR = 0,76; P bilateral = 0,008), com SG mediana mais de 12 meses maior em pacientes tratadas com ribociclibe1.


Anvisa aprova trastuzumabe deruxtecana em segunda linha no câncer gástrico e/ou de junção gastroesofágica HER2+

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o conjugado de anticorpo-medicamento (ADC) trastuzumabe deruxtecana (Enhertu®, Daiichi Sankyo, AstraZeneca), na dose de 6,4 mg/kg a cada três semanas, a partir da segunda linha de tratamento de pacientes com câncer gástrico e/ou de junção gastroesofágica metastático ou localmente avançado HER2+, previamente tratados com trastuzumabe. Publicada no Diário Oficial da União (DOU n° 210)1 dia 06 de novembro, a decisão foi baseada nos estudos DESTINY-Gastric01 e DESTINY-Gastric021-3.

Em junho de 2020, Shitara K. et al reportaram na New England Journal of Medicine (NEJM)2 os resultados do estudo aberto, randomizado, de Fase 2 DESTINY-Gastric01, que avaliou trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) em comparação com quimioterapia em pacientes asiáticos (Japão e Coréia do Sul) com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica HER2+ confirmado por revisão central, que progrediram a pelo menos duas terapias anteriores, incluindo trastuzumabe. Os pacientes foram randomizados (2:1) para trastuzumabe deruxtecana (6,4 mg/kg) a cada 3 semanas ou quimioterapia de escolha do investigador. O endpoint primário foi a taxa de resposta objetiva, avaliada por revisão central independente. Os desfechos secundários incluíram sobrevida global, duração da resposta, sobrevida livre de progressão, resposta confirmada (resposta persistente ≥4 semanas) e aspectos relacionados à segurança. Entre 187 pacientes incluídos no estudo, 125 receberam trastuzumabe deruxtecana e 62 foram tratados com quimioterapia (55 receberam irinotecano e 7 paclitaxel).

Daiichi Sankyo Brasil investe na Oncologia

A farmacêutica Daiichi Sankyo, com sede no Japão e presença em mais de 20 países, amplia sua participação também no Brasil, agora que a oncologia brasileira passa a ser importante objetivo estratégico da companhia. A meta é alcançar 40% de crescimento em 2022 e nos próximos anos conquistar a liderança, confiante no compromisso com pesquisa e pipeline.

Constituída em setembro de 2005, a asiática Daiichi Sankyo reflete a aliança de duas companhias centenárias - a Sankyo e a Daiichi Pharmaceuticals - em uma das maiores operações de fusão da indústria farmacêutica. Hoje presente em 27 países, com 14 centros de pesquisa e desenvolvimento em 8 países, a companhia colhe os resultados de uma nova geração de agentes para o tratamento do câncer. “Todo o foco da empresa tem migrado para o desenvolvimento de novas moléculas em oncologia”, explica a médica Gabriela Prior, Diretora de Assuntos Médicos e Acesso ao Mercado da Daiichi Sankyo Brasil. “A partir de 2022, o maior foco de crescimento da Daiichi Sankyo no Brasil é a oncologia”, reforça.