ASCO 2015: dissecção axilar e tratamento com nivolumabe em melanoma
Entre os destaques em melanoma estão a avaliação do papel da dissecção axilar em pacientes com sentinela positivo e o CHECKMATE 067, que mostrou a superioridade do nivolumab no melanoma metastático.
Um estudo de fase III demonstrou que a adição da quimioterapia docetaxel à terapia hormonal padrão e radioterapia reduz o risco de morte para homens com câncer de próstata localizado de alto risco. Em um acompanhamento médio de 5,5 anos, as taxas de sobrevida global em quatro anos foram de 89% no grupo de terapia padrão versus 93% no grupo de docetaxel, com toxicidade aceitável (LBA 5002).
Um estudo randomizado considerou que a dissecção linfonodal não melhora a sobrevida em melanoma mesmo após uma biópsia positiva do linfonodo, o que provavelmente irá mudar a prática e concluir um longo debate sobre o papel desta abordagem.
Uma análise interina de um grande estudo de fase III apresentado por Asher Chanan-Khan (foto), professor de medicina da Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, sugere que a combinação de ibrutinib e bendamustina/rituximabe (BR) melhora os resultados para pacientes com leucemia linfocítica crônica (LLC) que progrediram ao tratamento prévio.
Um estudo clínico de fase II (LBA 8512) sugere que o daratumumab é eficaz como monoterapia em pacientes com mieloma múltiplo fortemente tratados. O ensaio considerou 106 pacientes que haviam progredido após, pelo menos, três tratamentos anteriores e os dados iniciais mostram que um em cada três pacientes respondeu a daratumumab, e a progressão da doença foi retardada em 3,7 meses em média.
Na oncohematologia, resultados de quatro estudos pivotais mostram que novas terapias podem ter papel em leucemia linfocítica crônica, (LLC), mielofibrose, linfoma não-Hodgkin indolente (LNH) e mieloma múltiplo.