Radioterapia estereotáxica no câncer colorretal oligometastático
O radio-oncologista Daniel Moore F. Palhares (foto), do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, é primeiro autor de estudo que buscou avaliar o benefício da radioterapia estereotáxica (SRT) em pacientes com câncer colorretal oligometastático não candidatos à cirurgia. Os resultados foram apresentados no ASCO GI 2020, em sessão de pôster.
A oncologista Renata Reis Figueiredo (foto), fellow do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, apresentou na sessão de pôster do ASCO GI 2020 estudo retrospectivo, de centro único, avaliando o uso da radioterapia estereotáxica (SRT) no tratamento de tumores metastáticos do trato gastrointestinal.
O oncologista Paulo Hoff (foto), diretor-geral do ICESP, é co-autor de estudo multicêntrico selecionado para General Session no Simpósio ASCO GI 2020, com análise de sobrevida de 5.289 pacientes com câncer colorretal metastático. Os resultados correlacionam tratamento, idade e resultados clínicos, indicando que a chance de receber terapia de segunda linha diminuiu 11% a cada década adicional de vida.
O Simpósio ASCO GI 2020 apresentou resultados de eficácia e segurança da associação de nivolumabe mais cabozantinibe em pacientes com carcinoma hepatocelular avançado, com e sem adição de ipilimumabe. Os dados são de uma coorte do ensaio de Fase III CheckMate 040 e mostram que a terapia combinada NIVO + CABO +/- IPI levou a respostas clinicamente significativas, com perfil de segurança gerenciável.
A lavagem peritoneal intraoperatória extensa (EIPL, da sigla em inglês) não reduz o risco de recorrência peritoneal e não tem impacto na sobrevida de pacientes com recorrência peritoneal do câncer gástrico. É o que mostram os resultados de estudo asiático selecionado para apresentação oral no ASCO GI, que discutiu o papel da EIPL após gastrectomia. O cirurgião oncológico Michel Jamil Chebel (foto), titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), comenta o trabalho.
O oncologista Virgílio Souza (foto), médico do A.C.Camargo Cancer Center, é o primeiro autor de estudo prospectivo que avaliou as células tumorais circulantes (CTCs) como potencial marcador prognóstico no câncer colorretal metastático. O trabalho foi selecionado para apresentação em pôster no ASCO GI 2020.
Estudo apresentado no ASCO GI 2020 mostra resultados encorajadores de um exame de sangue que utiliza o DNA circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) para identificar sinais de metilação de tumores gastrointestinais difíceis de detectar. "Atualmente, muitos dos tipos de câncer que este teste detecta não possuem exames de rastreamento que permitem a detecção precoce do tumor”, afirma Brian Wolpin, diretor do Hale Family Center for Pancreatic Cancer Research no Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, e primeiro autor do trabalho.
Os resultados relatados por pacientes de dois estudos mostraram que a qualidade de vida é mantida por mais tempo com combinações de medicamentos mais recentes em comparação com o padrão de tratamento em pacientes com câncer colorretal BRAF V600E mutado e carcinoma hepatocelular irressecável. Os trabalhos estão entre os destaques do Simpósio ASCO GI 2020, que acontece entre os dias 23 e 25 de janeiro em San Francisco, Califórnia.
Análise retrospectiva com 26.768 adultos jovens com idade ≤ 40 anos e câncer colorretal mostra que aqueles que vivem em áreas de baixa renda (menos de US $ 38.000) e menor escolaridade (conclusão do ensino médio abaixo de 79%) têm risco de morte 24% maior. O estudo é um dos destaques do Simpósio de Câncer Gastrointestinal (ASCO GI 2020), que acontece de 23 a 25 de janeiro em San Francisco, Califórnia.
A psico-oncologista Cristiane Bergerot (foto), do City of Hope Cancer Center, é primeira autora de trabalho apresentado no ASCO GU 2020 que procurou descrever a prevalência de medo da recorrência do câncer entre pacientes com carcinoma de células renais.
As alterações genômicas na via da ciclina podem ser um possível alvo terapêutico, bem como um mecanismo de resistência à terapia. Em estudo aceito para apresentação em pôster no ASCO GU 2020, o oncologista Denis Jardim (foto) descreve o cenário das alterações da ciclina nos tumores geniturinários não-prostáticos.