24062022Sex
AtualizadoSex, 24 Jun 2022 3am

PUBLICIDADE
Daichii Sankyo

ctDNA, recorrência tardia e impacto dos estudos RxPONDER e monarchE no manejo cirúrgico da axila

Os resultados dos ensaios RxPONDER e monarchE informaram as recomendações de terapia sistêmica para câncer de mama RH+, HER2-negativo. Dada a importância da extensão da doença nodal nesses estudos, o manejo cirúrgico da axila ressurgiu como uma questão importante. Esses pacientes precisariam de uma maior dissecção de linfonodos axilares (ALND) para determinar a carga nodal total e informar as recomendações de terapia sistêmica? O assunto foi tema de artigo de opinião no Journal of Global Oncology (JCO) e está em pauta em mais um PODCAST ONCONEWS. Nessa edição, Silvio Bromberg e Daniel Gimenes discutem ainda os resultados de trabalho que avalia a prevalência e a dinâmica do DNA tumoral circulante (ctDNA) e sua associação com a recorrência metastática em pacientes com câncer de mama RH+ em estágio inicial de alto risco mais de 5 anos após o diagnóstico. Confira.


Primeira aprovação agnóstica para tumores com mutação BRAF V600E

approved NET OKA farmacêutica Novartis anunciou que a U.S.Food and Drug Administration (FDA) concedeu aprovação acelerada para a combinação de dabrafenibe (Tafinlar®) + trametinibe (Mekinist®) no tratamento de pacientes adultos e pediátricos (6 anos de idade ou mais) com tumores sólidos metastáticos com mutação BRAF V600E que progrediram após terapia prévia e não têm opções de tratamento alternativas satisfatórias. Esta é a primeira aprovação de uma terapia tumor-agnóstica para tumores sólidos com mutação BRAF V600E.

EHA 2022: axi-cel apresenta resultados no linfoma de grandes células B

IDOSO PACIENTE NET OKAnálise de subgrupo do estudo ZUMA-7 apresentada no congresso anual da European Hematology Association (EHA 2022) mostrou que pacientes com 65 anos ou mais com linfoma de grandes células B (LBCL) recidivado/refratário (R/R) tiveram resultados favoráveis ​​com axicabtagene ciloleucel (axi-cel) em comparação com o padrão de cuidados (SOC).

ESMO GI reúne mais de 300 pesquisas inéditas no câncer gastrointestinal

esmo world giDe 29 de junho a 2 de julho, o ESMO GI – World Congress on Gastrointestinal Cancer – deve reunir especialistas globais, em mais de 60 sessões científicas, com avanços e evidências da pesquisa clínica no câncer GI. Aproximadamente 300 estudos de várias partes do mundo serão apresentados e publicados online em suplemento especial do Annals of Oncology.

Câncer de mama oculto em pacientes submetidas à mastectomia profilática e efeito da metformina na sobrevida livre de doença invasiva

Para refinar as recomendações de estadiamento axilar, estudo de coorte retrospectivo publicado no Annals of Surgical Oncology buscou determinar a probabilidade de malignidade oculta durante a mastectomia de redução de risco em portadoras de variantes patogênicas de alta penetrância. Os resultados estão no PODCAST ONCONEWS, com apresentação de Silvio Bromberg e Daniel Gimenes. Nesta edição, os especialistas discutem ainda ensaio randomizado (MA.32) publicado no JAMA Network que avalia se a adição de metformina ao tratamento padrão do câncer de mama melhora a sobrevida livre de doença invasiva. Confira.

Isatuximabe atualiza resultados com benefício histórico de sobrevida no Mieloma Múltiplo

marcelo capra bxNovos dados do estudo IKEMA mostram que a adição de isatuximabe mais carfilzomibe e dexametasona (Isa-Kd) como tratamento padrão para mieloma múltiplo (MM) recidivado melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) e a profundidade de resposta. Phillippe Moreau, do Hospital Universitário Hôtel-Dieu, França, primeiro autor do estudo que atualiza os resultados, destaca que a mediana de 3 anos de SLP é sem precedentes, a mais longa SLP já reportada com um inibidor de proteassoma nessa população de pacientes. O estudo tem participação do hematologista brasileiro Marcelo Capra (foto), que comenta os resultados.

Câncer de mama no ASCO 2022

Os estudos que marcaram o panorama de câncer de mama no ASCO 2022 estão no PODCAST ONCONEWS, com apresentação de Silvio Bromberg e Daniel Gimenes. Entre os destaques, o primeiro randomizado de Fase 3 a demonstrar benefício clínico e estatisticamente significativo de um agente anti-HER2, o conjugado trastuzumabe-deruxtecana, em pacientes com câncer de mama metastático HER2-low (DESTINY-Breast04); estudo prospectivo que avaliou a omissão de radioterapia após cirurgia conservadora da mama no câncer de mama luminal A de baixo grau (LUMINA); e acompanhamento de 8 anos do estudo randomizado ASTRRA, que avaliou A adição de supressão da função ovariana ao tamoxifeno em mulheres jovens com câncer de mama hormônio-sensível que permanecem no pré-menopausa ou retomam a menstruação após a quimioterapia. Confira.

STAMPEDE: análise final confirma benefício da RT no câncer de próstata metastático

Daniel PrybyszDados já conhecidos do ensaio britânico STAMPEDE mostram que a radioterapia (RT) melhorou a sobrevida global (SG) de pacientes com câncer de próstata metastático recém-diagnosticado, com baixa carga de doença. Análise final de longo prazo reportada 9 de junho por Parker et al. na PlosOne corrobora os achados iniciais, demonstrando que a RT melhora a SG em homens com câncer de próstata metastático com baixa carga de doença e deve ser recomendada como padrão de tratamento. O especialista em radioterapia Daniel Przybysz (foto) comenta os resultados e o impacto da publicação.

Tratamento axilar após neoadjuvância (MARI study) e resultados de eventos adversos do estudo monarchE

No PODCAST ONCONEWS, Silvio Bromberg e Daniel Gimenes analisam os resultados de estudo publicado no periódico Breast Cancer Research and Treatment que avaliou o intervalo livre de recorrência axilar (aRFI) em três anos em pacientes com câncer de mama linfonodo clinicamente positivo (cN+) com tratamento axilar ajustado à resposta de acordo com o protocolo ‘Marking Axillary lymph nodes with Radioactive Iodine seeds’ (MARI). Nesta edição, os especialistas também discutem análise publicada no Annals of Oncology que traz os resultados relatados pelos pacientes e dados de segurança do estudo monarchE, que investiga abemaciclibe mais terapia endócrina como tratamento adjuvante no câncer de mama precoce RH-positivo, HER2-negativo, de alto risco. Ouça.

Biomarcadores: expandindo o espectro de HER2 no câncer de mama

mama 2021 6 bxNovas descobertas estão transformando a dicotomia tradicional do status HER2 no câncer de mama, com potencial de promover uma verdadeira revolução. Revisão publicada na Frontiers in Molecular Biosciences destaca o assunto, lembrando que evidências recentes mostram que tumores com baixos níveis de expressão de HER2 (ou seja, IHC 1+ ou 2+ com ISH negativo), também chamados de câncer de mama HER2 "Low", alcançaram elevadas taxas de resposta após tratamentos com anticorpos droga conjugados, ampliando resultados de sobrevida (Iwata et al., 2018; Banerji et al., 2019; Schettini et al., 2021).

Papel da dissecção do linfonodo axilar e resultados promissores do elacestrant

Os médicos Silvio Bromberg e Daniel Gimenes discutem os resultados do estudo SINODAR-ONE, publicado no Annals of Surgical Oncology, que avalia o papel da dissecção do linfonodo axilar (ALND) em pacientes com câncer de mama T1-2 com 1 ou 2 linfonodos sentinelas macrometastáticos submetidas a cirurgia conservadora da mama ou mastectomia. Publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO), o ensaio randomizado Fase III EMERALD também está em pauta nessa edição, com resultados promissores do degradador seletivo do receptor de estrogênio oral elacestrant em pacientes com câncer de mama avançado receptor de estrogênio positivo/HER2- negativo previamente tratadas. Confira.

Compostos canabinoides, pesquisas e aplicações na oncologia

paula1Drogas que visam o sistema endocanabinoide são de interesse como opções farmacológicas para combater o câncer e melhorar a qualidade de vida do paciente com câncer. A assertiva é de Hinz et al, em artigo de revisão na Nature que discute compostos canabinoides pesquisados com sucesso nas últimas décadas, em vários modelos pré-clínicos. A médica Paula Dall Stella (foto), pós-graduada em neuro-oncologia e pioneira na prescrição de canabinoides no Brasil, comenta os principais achados.

Cirurgia com paciente acordado no glioblastoma multiforme em áreas eloquentes

Marcos DellarettiEstudo publicado no Lancet Oncology (2022) avaliou o benefício do mapeamento cerebral com paciente acordado na abordagem de glioblastomas, com base na idade do paciente, morbidade neurológica pré-operatória e status de desempenho Karnofsky (KPS). “Os autores demostram que esta técnica pode ser usada por neurocirurgiões durante ressecções de glioblastomas em áreas eloquentes para aumentar a extensão da ressecção e diminuir possíveis déficits neurológicos”, diz Marcos Antonio Dellaretti Filho (foto), médico do Departamento de Neurocirurgia da Santa Casa de Belo Horizonte e do Hospital Mater Dei, que comenta os principais resultados.

Risco de doença cardiovascular e terapia local isolada na doença estágio I

O Pathways Heart Study buscou comparar a incidência de doença cardiovascular (DCV) e o risco de mortalidade em mulheres com câncer de mama (CM) de acordo com o tratamento oncológico recebido, e comparar com mulheres sem câncer de mama. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Oncology (JCO) e estão em foco no PODCAST ONCONEWS, com apresentação de Silvio Bromberg e Daniel Gimenes. Nesta edição, os especialistas discutem ainda trabalho publicado na Cancer, periódico da American Cancer Society, que compara a terapia local isolada com terapia local mais sistêmica no tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo estágio I pT1aN0M0. Ouça.

Estudo asiático mostra não-inferioridade entre 3 e 6 meses de adjuvância no câncer de colon

rachel riechelmann 2021 bxO estudo de fase III ACHIEVE realizado no Japão foi um dos seis estudos prospectivos que exploraram se 3 meses de terapia adjuvante com fluorouracil, leucovorina e oxaliplatina (FOLFOX) ou capecitabina e oxaliplatina (CAPOX) é não inferior a 6 meses de tratamento em pacientes com câncer de cólon em estágio III curativamente ressecado. Agora, Yoshino et al. reportam análises finais de sobrevida e segurança, em artigo publicado online 5 de maio no Journal of Clinical Oncology (JCO). Os resultados de longo prazo mostram que, em pacientes asiáticos, encurtar a duração da terapia adjuvante de 6 para 3 meses não comprometeu a eficácia e reduziu a taxa de neuropatia periférica, demonstrando que CAPOX trimestral foi uma opção adequada. “O estudo reforça que 3 meses é seguro e menos tóxico para a maioria dos pacientes”, destaca Rachel Riechelmann (foto), diretora do Departamento de Oncologia do A.C. Camargo Cancer Center e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG).

Segmentectomia como novo padrão de cuidados no câncer de pulmão inicial

pulmao1Estudo randomizado de Fase 3 realizado em 70 instituições no Japão mostrou que a segmentectomia prolongou a sobrevida global em 5 anos comparada à lobectomia em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) estágio IA, sugerindo que a segmentectomia deve ser o procedimento cirúrgico padrão para essa população de pacientes. Os resultados foram publicados no Lancet por Saji H et al. e são tema de revisão de Jyoti D. Patel na New England Journal Watch.

Atrasos na cirurgia e impacto na sobrevida no câncer de esôfago

Os atrasos na cirurgia para câncer de esôfago avançado, como os implementados nos primeiros meses da pandemia de COVID-19, resultaram em uma redução de 45% na taxa de sobrevida relativa dos pacientes em comparação com aqueles que foram submetidos à cirurgia precoce. É o que mostra pesquisa realizada pelo American College of Surgeons, com resultados que fornecem informações para os médicos sobre como priorizar pacientes com câncer de esôfago agora que a pandemia está mais controlada e como alocar recursos em futuros surtos de COVID-19.

IKEMA: resultados atualizados reforçam eficácia de isatuximabe no mieloma múltiplo recidivado

sangueOs últimos resultados do ensaio clínico de Fase 3 IKEMA demonstraram uma sobrevida livre de progressão mediana (mPFS) de 35,7 meses para o anticorpo monoclonal anti-CD38 isatuximabe (Sarclisa®, Sanofi) em combinação com carfilzomibe e dexametasona (Kd) em comparação com 19,2 meses de mPFS em pacientes tratados com Kd isoladamente. Apresentados no Controversies in Multiple Myeloma World Congress, esses resultados representam a mPFS mais longa entre os estudos que investigam um inibidor de proteassoma no cenário de segunda linha para o tratamento de mieloma múltiplo recidivado. Os dados também serão apresentados na Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) no dia 19 de maio.


Publicidade
Publicidade
KITE PHARMA
Publicidade
NOVARTIS
Publicidade
FARMAUSA
Publicidade
https://xperienceforumoncologia21.com.br/
Publicidade
SANOFI
Publicidade
banner libbs2019 300x250
Publicidade
300x250 ad onconews200519