ASCO GI 2021: novos paradigmas, controvérsias e evidências
O 2021 Gastrointestinal Cancers Symposium abre a agenda científica da oncologia e em edição online reúne de 15 a 17 de janeiro os grandes avanços no tratamento do câncer gastrointestinal, além de tendências que impactam o ambiente de pesquisa. A pandemia de COVID-19 sem dúvida marca esta edição do ASCO GI e estudos destacados no programa mostram como afetou a oncologia gastrointestinal, resultando em atrasos no rastreamento, diagnóstico e tratamento.
Nova análise do estudo I-SPY-2 apresentada no 2020 SABCS avaliou biomarcadores de resposta a durvalumabe combinado com olaparibe no tratamento neoadjuvante de pacientes com câncer de mama de alto risco.
Terapias inovadoras têm mostrado atividade promissora em pacientes com câncer de mama HER2-low e estudo brasileiro liderado pelo oncologista Tomás Reinert (foto) buscou estabelecer a prevalência dos subgrupos HER2-low e HER2-zero e sua correlação com resposta à quimioterapia neoadjuvante (NACT) em pacientes com câncer de mama HER2-negativo.
Estudo apresentado no 2020 San Antonio Breast Cancer Symposium avaliou as tendências de mortalidade por câncer de mama no Estado de São Paulo de 2004 a 2017. O oncologista Guilherme Nader Marta (foto), médico do ICESP, é o primeiro autor do trabalho.
Vanessa Petry (foto), oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), assina estudo que discute o fenótipo e prognóstico de pacientes com câncer de mama e variantes patogênicas do TP53, aceito no programa do 2020 San Antonio Breast Cancer Symposium.
Trastuzumab deruxtecan (T-DXd; DS-8201) versus quimioterapia de escolha do investigador no câncer de mama metastático, em pacientes com baixa expressão de HER2, receptor hormonal positivo (HR+) e progressão da doença após terapia endócrina no cenário metastático. Esse é o desenho do ensaio randomizado de Fase III DESTINY- Breast06 selecionado para o SABCS 2020 , na sessão Trial in Progress. O oncologista Aditya Bardia (foto), da Harvard Medical School, é o pesquisador sênior do estudo.
Franklin Pimentel (foto), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, é primeiro autor de estudo que avaliou os fatores relacionados à eficácia e segurança da quimioterapia (neo)adjuvante no tratamento do câncer de mama, com estimativas do impacto provocado pela pandemia de COVID-19.
Abordagem que explorou a tecnologia do deep learning baseada em inteligência artificial (IA) estabeleceu um escore inédito para a classificação de HER2, designado de Quantitative Continuous Score (QCS). Os resultados foram selecionados no programa do 2020 San Antonio Breast Cancer Symposium.
Resultados do estudo multicêntrico de Fase II BYLieve apresentados no SABCS 2020 sugerem que alpelisibe (Piqray®, Novartis) em combinação com letrozol pode ser uma opção de tratamento eficaz para pacientes com câncer de mama avançado HR+, HER2- com mutação no PIK3CA no cenário pós-CDK4/6i. A oncologista Daniella Ramone (foto), médica do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG), comenta os resultados.