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AtualizadoQua, 29 Jun 2022 9pm

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Rucaparib mostra resultados no câncer de ovário

andreia melo 2020 bxA oncologista Andreia Cristina de Melo (foto), chefe da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é coautora de estudo reportado no Lancet Oncology, com resultados que apoiam o uso do inibidor de PARP rucaparib (RUBRACA®) como nova opção no tratamento do câncer de ovário recidivado, em pacientes com mutação BRCA1 ou BRCA2.

Neste estudo internacional de Fase 3, randomizado (ARIEL4), realizado em 64 hospitais e centros de câncer em 12 países (Brasil, Canadá, República Tcheca, Hungria, Israel, Itália, Polônia, Rússia, Espanha, Ucrânia, Reino Unido e EUA), o objetivo foi avaliar rucaparib versus quimioterapia na recidiva do câncer de ovário, em pacientes BRCA mutadas.

Foram elegíveis pacientes adultas (≥ 18 anos) com carcinoma de ovário com mutação em BRCA1 ou BRCA2 e bom performance status (ECOG 0-1), previamente tratadas com pelo menos dois regimes de quimioterapia. As pacientes elegíveis foram randomizadas (2:1) para receber rucaparib oral (600 mg duas vezes ao dia) ou quimioterapia (administrada de acordo com as diretrizes institucionais).

Pacientes do grupo de quimioterapia com doença resistente à platina ou parcialmente sensível à platina receberam paclitaxel (dose inicial de 60-80 mg/m2 nos dias 1, 8 e 15); aquelas com doença sensível à platina receberam quimioterapia baseada em platina (cisplatina ou carboplatina de agente único ou quimioterapia com doublet de platina). As pacientes foram tratadas em ciclos de 21 ou 28 dias. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP) avaliada na população de eficácia (todos os pacientes com mutações deletérias de BRCA1 ou BRCA2) e, em seguida, na população com intenção de tratar (todas as pacientes randomizadas). A segurança foi avaliada em todas as pacientes que receberam pelo menos uma dose do tratamento do estudo. 

Resultados

Entre 1º de março de 2017 e 24 de setembro de 2020, foram inscritas 930 pacientes, das quais 349 foram elegíveis e randomizadas para rucaparib (n=233) ou quimioterapia (n=116). As mulheres incluídas na análise eram majoritariamente brancas (95%), com idade mediana de 58 anos (IQR 52–64).

Em um seguimento mediano de 25 meses, o inibidor de PARP rucaparib mostrou benefício clínico e estatisticamente significativo de SLP, tanto na população de eficácia, quanto na população com intenção de tratar. Na população de eficácia (220 pacientes no grupo de rucaparibe; 105 no grupo de quimioterapia), a mediana de SLP foi de 7,4 meses (IC 95% 7,3-9,1) no grupo de rucaparib versus 5,7 meses (IC 95% 5,5-7,3) no grupo de quimioterapia (razão de risco [HR] 0,64 [IC 95% 0,49–0,84]; p = 0,0010).

Na população com intenção de tratar (233 no grupo de rucaparib; 116 no grupo de quimioterapia), a mediana de SLP foi de 7,4 meses (IC 95% 6,7-7,9) no grupo de rucaparib versus 5,7 meses (5,5–6,7) no grupo de quimioterapia (HR 0,67 [IC 95% 0,52–0,86]; p=0,0017).

Em relação ao perfil de segurança, a maioria dos eventos adversos relacionados ao tratamento foi de grau 1 ou 2, principalmente anemia (em 52 [22%] de 232 pacientes no grupo rucaparib versus seis [5%] de 113 no grupo de quimioterapia). Eventos adversos sérios decorrentes do tratamento ocorreram em 62 (27%) pacientes no grupo de rucaparib versus 13 (12%) no grupo de quimioterapia.

Três óbitos foram considerados potencialmente relacionados ao tratamento com rucaparib (um por doença cardíaca, um por síndrome mielodisplásica e um de causa não confirmada).

“Os inibidores da PARP são aprovados em vários países como tratamento para pacientes com câncer de ovário recidivado associado a uma mutação de BRCA1 ou BRCA2 ou deficiência de recombinação homóloga. Os resultados do estudo ARIEL4 mostram que rucaparib pode ser uma opção terapêutica administrada por via oral para as pacientes com doença recidivada e que tem mutação em BRCA1 ou BRCA2”, conclui Andreia Melo.

Referência: Rucaparib versus standard-of-care chemotherapy in patients with relapsed ovarian cancer and a deleterious BRCA1 or BRCA2 mutation (ARIEL4): an international, open-label, randomised, phase 3 trial - Rebecca Kristeleit, MD; Alla Lisyanskaya, MD; Alexander Fedenko, MD; Mikhail Dvorkin, MD; Andreia Cristina de Melo, MD; Prof Yaroslav Shparyk, MD et al. - Published: March 14, 2022 DOI:https://doi.org/10.1016/S1470-2045(22)00122-X


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