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AtualizadoTer, 24 Maio 2022 1pm

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Daichii Sankyo

Estudo revela acesso subótimo ao diagnóstico e tratamento de tumores neuroendócrinos no Brasil

carla diaz accamargo bxEstudo realizado pelo Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG) avaliou a frequência e padrões de acesso ao diagnóstico e tratamentos de tumores neuroendócrinos no Brasil. O estudo integra o programa científico do ENETS 2022 e revela que tanto na assistência privada quanto na saúde pública os pacientes brasileiros têm acesso subótimo ao diagnóstico padrão e intervenções terapêuticas. “São dados que podem ser usados ​​como referência para futuros estudos e iniciativas para melhorar o acesso e diminuir as disparidades na gestão de pacientes com tumores neurodendócrinos”, concluem os autores. A oncologista Carla Dias (foto), médica do A.C.Camargo Cancer Center, é a primeira autora do trabalho.

Este foi um e-survey transversal enviado a oncologistas de todo o Brasil por meio de redes sociais. As perguntas coletaram dados demográficos dos participantes, ambiente de trabalho, padrões de acompanhamento e disponibilidade tanto de testes diagnósticos baseados em evidências quanto de terapias para tumores neuroendócrinos.

Resultados

A análise apresentada no ENETS 2022 mostra que 54% (n=109) dos 201 oncologistas que responderam ao survey atuam na assistência pública e privada. Quanto ao acesso a exames diagnósticos, 54,7% (n=111) utilizaram cromogranina A para acompanhamento dos pacientes. O acesso à tomografia ou à ressonância magnética foi alto em ambas as configurações (89,1%, n = 180), Galium68PET-CT estava disponível em 53,2% (n=103) e em 27,4% (n=31) das instituições públicas e privadas, respectivamente. Os análogos da somatostatina estavam disponíveis em apenas 20,4% (n=41) dos centros públicos e em 81,6% (n=165) dos privados. Lutécio177 foi oferecido em 33,8% (n=68) dos centros privados, mas indisponível na maioria dos hospitais (76% n=101). A terapia alvo estava disponível em 39% (n=80) e em 43,3% (n=87) dos centros públicos e privados, respectivamente. Quimioterapia oral (CapTem) estava disponível em 38,6% (n=78) dos hospitais privados e em 35,1% (n=71) das instituições públicas de saúde.

“O acesso ao diagnóstico padrão e a intervenções terapêuticas para pacientes com tumores neuroendócrinos é abaixo do ideal tanto na rede pública quanto nos sistemas privados de saúde do Brasil”, conclui o estudo do GTG. O trabalho tem como pesquisadora sênior a oncologista Rachel Riechelmann, do AC Camargo Cancer Center.

Referência: (D14) Access to diagnosis and treatments for patients with neuroendocrine tumors: A survey by the Brazilian Gastrointestinal Tumors Group


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