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AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

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Daichii Sankyo

ctDNA e achados acionáveis no adenocarcinoma pancreático avançado e metastático

pedro uson bxEstudo publicado no periódico The Oncologist buscou caracterizar as alterações genômicas do ctDNA em pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático avançado, com foco em resultados acionáveis. O oncologista Pedro Uson Junior (foto), pesquisador fellow na Mayo Clinic, é coautor do trabalho.

O adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC, da sigla em inglês) tem um prognóstico desfavorável, geralmente devido à apresentação tardia da doença. O diagnóstico geralmente é feito por meio de ultrassom endoscópico ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, que muitas vezes não produz tecido suficiente para o sequenciamento de próxima geração.

Avanços recentes em tecnologias de diagnóstico molecular permitem a avaliação de malignidades de tumor sólido por meio de amostragem de sangue não invasiva, incluindo perfil de DNA tumoral circulante (ctDNA).

Nesse estudo, os pesquisadores coletaram 357 amostras coletadas de 282 pacientes com PDAC na Mayo Clinic entre dezembro de 2014 e outubro de 2019. As amostras foram submetidas a testes de ctDNA usando um ensaio clinicamente disponível. A maioria foi testada usando o painel de 73 genes, que inclui alvos genômicos somáticos, incluindo cobertura completa ou crítica de exon em 30 e 40 genes, respectivamente, e em alguns, amplificações, fusões e indels. Dados clínicos e variáveis ​​de resultado estavam disponíveis para 165 pacientes, com 104 pacientes na apresentação inicial.

Resultados 

Todos os pacientes incluídos no estudo tinham PDAC localmente avançado ou metastático. Após a exclusão de variantes de significado incerto (VUS), 266 amostras (75%) apresentaram pelo menos uma alteração. Alterações terapeuticamente relevantes foram observadas em 170 (48%) do total de 357 coortes, incluindo mutações KRAS (G12C), EGFR, ATM, MYC, BRCA, PIK3CA e BRAF. Alterações no KRAS, SMAD, CCND2 ou TP53 foram observadas com maior frequência em pacientes com doença avançada.

“Nosso estudo é a maior coorte até o momento que demonstra a viabilidade do teste de ctDNA no adenocarcinoma ductal pancreático, com resultados equiparáveis à amostragem tecidual. A amostragem de tecido por biópsia é invasiva e as amostras costumam ser inadequadas, exigindo procedimentos invasivos repetidos e atrasos no tratamento. Métodos não invasivos para identificar adenocarcinoma ductal pancreático no início de seu curso podem melhorar o prognóstico, identificando genes direcionáveis que podem orientar o tratamento e monitoramento em série durante o curso da doença”, concluíram os autores.

Referência: Circulating Tumor DNA‐Based Testing and Actionable Findings in Patients with Advanced and Metastatic Pancreatic Adenocarcinoma - Gehan Botrus, Heidi Kosirorek, Mohamad Bassam Sonbol, Yael Kusne, Pedro Luiz Serrano Uson Junior, Mitesh J. Borad, Daniel H. Ahn, Pashtoon M. Kasi, Leylah M. Drusbosky, Hiba Dada, Phani Keerthi Surapaneni, Jason Starr, Ashton Ritter, Jessica McMillan, Natasha Wylie, Kabir Mody, Tanios S. Bekaii‐Saab - https://doi.org/10.1002/onco.13717


 

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