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AtualizadoSex, 30 Out 2020 2pm

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SIOG 2020: Avaliação geriátrica pragmática em uma unidade ambulatorial de oncologia

antonio fabiano oncogeriatria 2020Selecionado para apresentação em Sessão Plenária no Congresso Anual da Sociedade Internacional de Geriatria Oncológica (SIOG 2020), estudo brasileiro analisou a viabilidade de uma avaliação geriátrica pragmática (PGA) para verificar os domínios geriátricos mais críticos em pacientes idosos com câncer. O oncologista Antonio Fabiano Ferreira Filho (foto), diretor médico da clínica Oncosinos, em Novo Hambugo (RS), é primeiro autor do trabalho, em artigo que tem a oncologista Daniela Lessa da Silva como coautora.

Em todo o mundo, a maioria dos pacientes geriátricos com câncer não recebe qualquer forma de avaliação geriátrica. A falta de tempo e de recursos humanos, a complexidade dos exames geriátricos bem como questões financeiras são os motivos frequentemente citados para a não realização dessas necessárias avaliações nesta população de pacientes.

Avaliamos a capacidade de nossa PGA para ajudar a equipe de oncologia a projetar decisões médicas sob medida para nossos pacientes, bem como implementar medidas preventivas essenciais antes ou concomitantemente ao tratamento planejado”, esclarecem os autores. 

Métodos e resultados

Previamente à primeira consulta ao paciente, a equipe de enfermagem aplicou o RDGA que consiste em teste de velocidade da marcha (teste de 4 metros), questionário de polifarmácia, mini-avaliação nutricional, escala de depressão geriátrica-5 (GDS-5), e mini-Cog. Foram analisados a estatística descritiva da população e os resultados do RDGA, com atenção especial ao tempo de realização das avaliações. 

Em seis meses, 61 pacientes com mais de 60 anos foram avaliados (59% mulheres). A mediana de idade foi de 74 anos (variação de 62-92). O tempo médio para completar o RDGA foi de 9,5 minutos (variação de 5-16), e o tratamento foi paliativo em 49% dos pacientes.

De acordo com a avaliação da velocidade da marcha, 36% dos pacientes foram classificados como fit (≥ 1m / s), 41% pré-frágeis (<1m / s> 0,6m / s) e 23% frágeis (≤ 0,6m / s). Mini-Cog e GDS-5 foram demonstraram alterações em 45% e 25% dos pacientes. Risco nutricional e polifarmácia (> 3 medicamentos) estiveram presentes em 62% e 48% dos pacientes, respectivamente.

Demografia e características dos pacientes

 

Total de pacientes 

71 pacientes

Idade média

73 anos (61-93)

Intenção paliativa de tratamento

34 pacientes (48%)

Tempo médio para realizar RDGA

9,5 min (5-16)

Velocidade média de marcha

0,94m / s (0,19-1,69)

Pacientes Não-frágeis (> 1m / s)

28 pacientes (39%)

Pré-frágil (<1 m / s> 0,6 m / s)

28 pacientes (39%)

Frágil (<0,6 m / s)

15 pacientes (22%)

Polifarmácia (> 3 medicamentos)

36 pacientes (51%)

Risco de desnutrição

44 pacientes (62%)

Risco de depressão

16 pacientes (23%)

Risco de deficiência cognitiva ou demência

30 pacientes (42%)


“Nossos resultados demonstraram que o RDGA não só é viável e eficaz, mas também prático, revelando informações clínicas críticas para a equipe de oncologia em apenas 10 minutos, em média. Sua utilização é altamente adequada em unidades oncológicas com alto fluxo”, destacam os autores.

A ferramenta pode ser acessada através do site www.oncosenior.com, e já está disponível em português, inglês e francês. “A PGA foi disponibilizada para uso livre por oncologistas e profissionais de saúde. O objetivo é ampliar o acesso e oferecer a possibilidade de tratamentos mais individualizados. A utilização em grande escala da ferramenta tem potencial de economizar milhões de dólares em gastos em saúde”, concluem.


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