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AtualizadoQua, 13 Nov 2019 1pm

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Obesidade e câncer de próstata agressivo

Morbeck 2017 NET OKArtigo publicado na revista Cancer traz resultados do primeiro estudo prospectivo desenhado para compreender a relação entre obesidade e câncer de próstata, com achados que ampliam a compreensão da doença e fornecem novas perspectivas para o tratamento. “Este é o primeiro estudo prospectivo que mediu a distribuição da gordura corporal (visceral, subcutânea e abdominal) e câncer de próstata”, observa o oncologista Igor Morbeck (foto), médico do Hospital Sírio-Libanês e professor da PUC-Brasília.

Nesta análise, 1832 homens islandeses foram acompanhados por até 13 anos para avaliar a distribuição da gordura corporal e o risco de diagnóstico de doença agressiva e morte por câncer de próstata. 

De 2002 a 2006, os participantes foram submetidos à tomografia computadorizada, análise de impedância bioelétrica, medição do índice de massa corporal (IMC) e de circunferência da cintura.

Estudos anteriores mostraram que a obesidade está associada a um risco elevado da doença avançada e a um pior prognóstico após o diagnóstico. Evidências mais recentes sugerem que a distribuição da gordura corporal pode ser um fator importante para a doença agressiva. “Inúmeros estudos têm correlacionado a obesidade como um maior risco ao desenvolvimento de tumores malignos. Em câncer de mama, a obesidade não só se correlaciona a uma maior incidência da doença como também está relacionada a maior chance de recidiva após tratamento local", afirma Morbeck.

Resultados

Durante o estudo, 172 homens tiveram câncer de próstata agressivo (score de Gleason ≥ 8; n = 43), doença avançada ao diagnóstico ((≥T3b / N1 / M1; n= 41) e 31 morreram da doença. O acúmulo de gordura em áreas específicas - como gordura visceral (profunda no abdômen, ao redor dos órgãos) e gordura subcutânea da coxa (logo abaixo da pele) – foi positivamente associado ao risco de câncer de próstata avançado e fatal. Elevado índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura também foram associados com maiores riscos de câncer de próstata avançado e fatal.

Em última análise, identificar os padrões de distribuição de gordura associados com o maior risco de câncer de próstata clinicamente significativo pode ajudar a elucidar os mecanismos que ligam a obesidade à doença agressiva e orientar estratégias de intervenção. "Estudos adicionais são necessários para investigar os mecanismos da obesidade no desenvolvimento e progressão do Câncer de Próstata visando as estratégias de prevenção", conclui Morbeck.

Referência: Body fat distribution on CT imaging and prostate cancer risk and mortality in the AGES-Reykjavik Study. - Barbra A. Dickerman, Johanna E. Torfadottir, Unnur A. Valdimarsdottir, Edward Giovannucci, Kathryn M. Wilson, Thor Aspelund, Laufey Tryggvadottir, Lara G. Sigurdardottir, Tamara B. Harris, Lenore J. Launer, Vilmundur Gudnason, Sarah C. Markt, and Lorelei A. Mucci. CANCER; Published Online: June 10, 2019 (DOI: 10.1002/cncr.32167).

 


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