30112020Seg
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Prostatite e risco de câncer de próstata

Lucas Nogueira SBU MG NET OK 2A incidência de prostatite (aguda ou crônica) está inversamente relacionada com o risco de diagnóstico de câncer de próstata (CaP). É o que aponta análise epidemiológica1 de mais de 7 mil homens participantes do estudo REDUCE. Os resultados foram publicados na Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. Publicado em 2010, o REDUCE avaliou a relação do uso de dutasterida e risco de CaP2. Agora, esta nova análise avaliou diferenças geográficas na prevalência de prostatite e subsequente risco da neoplasia. O urologista Lucas Nogueira (foto), coordenador de Oncologia Urológica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa os resultados.

 

O estudo inscreveu 7 mil homens de diferentes regiões geográficas, compreendendo Europa (n = 4.644), América do Norte (n = 1.746), América do Sul (n = 466) e Austrália / Novo Zelândia (n = 144). A inflamação histológica da próstata em biópsias foi classificada como crônica (linfócitos / macrófagos) ou aguda (neutrófilos). A regressão logística multivariada foi usada para examinar a associação entre a região geográfica, a ocorrência de prostatite e o risco de câncer de próstata em biópsia (2 anos).

Os resultados mostram que a prevalência de inflamação da próstata foi maior na América do Norte [odds ratio (OR), 1,77; Intervalo de confiança (IC) de 95%, 1,51–2,08] e Austrália / Nova Zelândia (OR, 2,07; IC95%, 1,40–3,06). Entre os norte-americanos, a prevalência de inflamação aguda foi maior no Canadá em comparação com os Estados Unidos (OR, 1,40; IC95%, 1,07–1,83), mas o risco de câncer de próstata não diferiu entre essas regiões. Entre os europeus, a prevalência de inflamação aguda foi menor no norte e leste (OR, 0,79; IC 95%, 0,65-0,97 e OR 0,62; IC 95%, 0,45-0,87, respectivamente), em relação à Europa Ocidental, e esses homens tiveram maior risco de câncer de próstata em biópsia.

Para os autores, o estudo demonstra que a caracterização da biologia prostática pré-maligna e a relação com o risco subsequente de câncer de próstata poderiam embasar esforços de prevenção do câncer de próstata.

“Os resultados sugerem uma relação inversa entre presença de prostatite e risco posterior de CaP, o que merece ser investigado em estudos prospectivo visando este endpoint. Entretanto, deve-se salientar que os critérios de inclusão do REDUCE foram baseados em pacientes com aumento de PSA, o que pode ser explicado pela presença de prostatite, o que por si já explicaria alta incidência e variabilidade da presença de processo inflamatório prostático nestes pacientes. Desta forma, como exposto anteriormente, estudos prospectivos são necessários para a validação desta hipótese”, afirmou o urologista Lucas Nogueira (foto), coordenador de Oncologia Urológica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Referências: 

1 - Allott EH, Markt SC, Howard LE, Vidal AC, Moreira DM, Castro-Santamaria R, et al. Geographic Differences in Baseline Prostate Inflammation and Relationship with Subsequent Prostate Cancer Risk: Results from the Multinational REDUCE Trial. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2018;27(7):783-9.

2 - Andriole GL, Bostwick DG, Brawley OW, Gomella LG, Marberger M, Montorsi F, et al. Effect of dutasteride on the risk of prostate cancer. N Engl J Med. 2010;362(13):1192-202.



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