30112020Seg
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Bevacizumabe e erlotinibe em primeira linha em câncer colorretal

cancer_colloretal_RADAR_NET_OK.jpgPacientes com câncer colorretal metastático irressecável que necessitam de terapia de manutenção após tratamento de indução à base de bevacizumabe podem ter uma nova opção de primeira linha com a combinação de bevacizumabe mais erlotinibe, como demonstrado no artigo de Christophe Tournigand, Benoist Chibaudel e colegas, publicado no Lancet Oncology.

"A terapia de manutenção tem um perfil de segurança melhor do que continuar um tratamento completo com quimioterapia até a progressão da doença e não é prejudicial em termos de sobrevida global", esclareceu Chibaudel.

Estudo randomizado recente mostrou que bevacizumabe não foi inferior a fluoropirimidina com bevacizumab. Os autores também argumentam que, embora a adição de um anti EGFR à quimioterapia padrão tenha demonstrado atividade clínica, resultou em resultados negativos quando empregada como tratamento de primeira linha.
 
A partir desse cenário, os pesquisadores procuraram avaliar se a combinação de erlotinibe, um inibidor da tirosina-quinase EGFR, com bevacizumabe poderia melhorar a eficácia da terapia de manutenção em pacientes com câncer colorretal metastático irressecável. Os resultados mostram que sim. 

Métodos 

O estudo aberto, randomizado, de fase 3, foi realizado em 49 centros na França, Áustria e Canadá. Os pacientes elegíveis tinham câncer colorretal metastático inoperável, performance status 0-2 e não tinham recebido qualquer tratamento prévio para a doença metastática. Os pacientes sem progressão da doença após terapia de indução foram distribuídos aleatoriamente (1: 1) para receber bevacizumabe  (7,5 mg / kg a cada 3 semanas) ou a combinação de bevacizumabe mais erlotinibe (150 mg, uma vez por dia) como terapêutica de manutenção até à progressão. O endpoint primário foi sobrevida livre de progressão em terapia de manutenção, ​​por intenção de tratar. 

Descobertas

Entre 1º de janeiro de 2007 e 13 de outubro de 2011, um total de 700 pacientes elegíveis foram inscritos. Após o tratamento de indução, os pacientes sem progressão da doença foram aleatoriamente designados para receber bevacizumabe (n = 228) ou bevacizumabe mais erlotinibe (n = 224).
 
Na análise final, a sobrevida livre de progressão mediana foi de 24,9 meses no braço tratado com bevacizumabe mais erlotinibe em comparação com 22,0 meses no grupo que recebeu bevacizumabe isoladamente.
 
Os eventos adversos graus 3-4 mais presentes foram erupção cutânea, reportados por 47 [21%] de 220 pacientes no grupo bevacizumabe mais erlotinibe versus nenhum dos 224 pacientes no grupo tratado isoladamente com bevacizumabe. Também foram reportados diarréia (21 [10%] vs dois [< 1%]) e astenia (12 [5%] vs dois [<1%]).
 
Em conclusão, a combinação de bevacizumabe mais erlotinibe pode ser uma nova opção de manutenção para o tratamento de primeira linha de pacientes com câncer colorretal metastático irressecável, após terapia de indução (NCT00265824).
 
Referência: Bevacizumab with or without erlotinib as maintenance therapy in patients with metastatic colorectal cancer (GERCOR DREAM; OPTIMOX3): a randomised, open-label, phase 3 trialTournigand C, Chibaudel B, Samson B, et al. - Lancet Oncol. doi: 10.1016/S1470-2045(15)00216-8.


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