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AtualizadoSeg, 18 Jan 2021 11pm

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Controvérsia em câncer oral

LuizPauloKowalski02_NET_OK_Horizontal.jpgPara Luiz Paulo Kowalski (foto), diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Cancer Center e membro da International Academy of Oral Oncology, a indicação do esvaziamento cervical continua controversa.

O trabalho de Anil D’Cruz, apresentado na ASCO 2015, trouxe os resultados de um amplo estudo prospectivo que demonstrou a eficácia do esvaziamento cervical eletivo em tumores T2 e em todos os tumores com espessura superior a 4mm, projetando-se como um dos destaques científicos de 2015 na área de câncer oral.

Para Luiz Paulo Kowalski (foto), diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Cancer Center e membro da International Academy of Oral Oncology, a indicação do esvaziamento cervical continua controversa e a conclusão do estudo indiano deve ser vista com reservas. “Não dá para classificar todos os casos com T1 e T2 como sendo pacientes de risco igual. É possível estratificar grupos de maior e menor risco, conhecendo fatores preditivos para o desenvolvimento de metástases”, diz Kowalski. “Essa discussão é mais complexa do que simplesmente esvaziar ou não os casos de T1 e T2. Existem subgrupos favoráveis, onde a alternativa pode ser o acompanhamento, e outros desfavoráveis, em que o esvaziamento é obrigatório”, completa.

A metástase cervical é o fator prognóstico mais importante no câncer oral, o que explica porque o manejo adequado do pescoço é tão importante no curso do tratamento. “Na prática, a maioria dos cirurgiões de cabeça e pescoço indica esvaziamento cervical eletivo para pacientes N0 com risco de linfonodo comprometido por metástase oculta superior a 20%”, diz o especialista.

Na terapia sistêmica, depois do uso de inibidores da via EGFR, chegam as promessas da imunomodulação em tumores da cavidade oral e de nasofaringe, em diferentes bloqueadores de checkpoint imunológico.
Na cirurgia, abordagens conservadoras se consolidam, assim como evolui a cirurgia robótica transoral, a chamada TORS (Transoral robotic surgery), com a expectativa de que estudos de longo prazo possam corroborar o emergente corpo de evidências. A reclassificação TNM em tumores de orofaringe também merece atenção, marcando o reconhecimento de bom prognóstico entre tumores HPV positivo.

Outro destaque de 2015 foi o guideline da American Thyroid Association (ATA) dirigido ao tratamento de pacientes com nódulos da tireoide, com recomendações para distinguir nódulos benignos de malignidade, envolvendo a adequada interpretação de resultados de biópsia e estudos moleculares para avaliação de risco e rastreio. O guideline também traz recomendações para a gestão de longo prazo e da recorrência, na doença metastática. “A grande mensagem é que o médico conheça a literatura e tome decisões baseadas em evidências, de acordo com as necessidades de cada caso e de acordo com nossa realidade assistencial”, propõe Kowalski.

O câncer oral se mantém entre os 10 tipos de câncer mais incidentes em populações de países em desenvolvimento e em minorias de países desenvolvidos.

 


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