27102021Qua
AtualizadoQua, 27 Out 2021 2am

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Daichii Sankyo

Novo paradigma: os highlights de 2015 em câncer de pulmão

Zukin_baixa.jpgO ano de 2015 foi marcante para a abordagem do câncer de pulmão. Tivemos a aprovação de duas novas drogas que mudam a maneira de pensar o tratamento de câncer de pulmão não pequenas células, além da imunoterapia e sua grande mudança de paradigma. Mauro Zukin (foto), diretor técnico do Grupo COI e vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), aponta as mudanças que marcaram o ano no tratamento do câncer de pulmão.

Os estudos CHECKMATE, tanto em carcinoma escamoso quanto não escamoso, mostraram a superioridade dos inibidores de checkpoint sobre a quimioterapia com docetaxel em segunda linha, pós falha à platina. Além de ser um marco de uma nova estratégia em segunda linha superior à quimioterapia, padrão há quase 10 anos, temos aqui uma nova abordagem que de uma maneira “indireta” estimula as células do sistema imune a destruir a célula maligna, em alguns casos de maneira muito duradoura, mudando o formato das curvas de sobrevida global, como jamais visto. Os estudos KEYNOTE avaliaram o pembrolizumab em um mesmo cenário, mostrando resultados semelhantes de superioridade à quimioterapia.

TKIS de terceira geração

Outro ponto importante no ano de 2015 foram os estudos apresentados na ASCO 2015 e no mundial WCLC 2015 e publicados no NEJM sobre os inibidores de tirosina-quinase (TKI) de terceira geração AZD 9192 e rociletinib na falha pós primeira linha com os TKIs de primeira geração (erlotinibe ou gefitinibe), em tumores que expressam a mutação de resistência T790. Além de uma taxa de resposta importantíssima, o perfil de toxicidade é muito favorável e os estudo futuros devem trazer essas drogas para o cenário de primeira linha.

Durante a sessão Presidencial do WCLC 2015 tivemos a apresentação de um estudo de rastreamento e supressão de tabagismo que, quando associados, mostram um benefício bastante significativo em sobrevida. Devemos ficar atentos a estratégias como essas, que levam a um impacto importante na redução da mortalidade por câncer de pulmão.

O futuro e seus desafios estão com certeza na implementação da assinatura gênica dos diversos tipos de câncer de pulmão, assim como nas diversas estratégias a serem personalizadas para aquelas alterações driver. Do ponto de vista prático, permanece o desafio de identificar como implantar essa estrutura no Brasil, para que todos os pacientes possam se beneficiar.


 


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