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AtualizadoQui, 26 Nov 2020 3pm

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Daichii Sankyo

ASCO 2015

ASCO 2015: quimioterapia adjuvante no câncer de próstata

BALAN__O_PR__STATA_PG4TO6_ON4_NET_OK_ASCO_GU.jpgUm estudo de fase III demonstrou que a adição da quimioterapia docetaxel à terapia hormonal padrão e radioterapia reduz o risco de morte para homens com câncer de próstata localizado de alto risco. Em um acompanhamento médio de 5,5 anos, as taxas de sobrevida global em quatro anos foram de 89% no grupo de terapia padrão versus 93% no grupo de docetaxel, com toxicidade aceitável (LBA 5002). Acompanhe a cobertura completa da ASCO 2015.

"Esta é a primeira indicação de que a quimioterapia tem um papel no tratamento adjuvante do câncer de próstata localizado, e esperamos ver uma vantagem de sobrevida ainda maior ao longo do tempo", disse o principal autor do estudo, Howard Sandler, do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, Califórnia. "Esta descoberta pode impactar os resultados para milhares de homens. Ao mesmo tempo, a quimioterapia acarreta um modesto aumento nos efeitos colaterais, por isso é importante que os médicos discutam o equilíbrio dos benefícios e riscos com os seus pacientes", acrescentou.
 
A terapia adjuvante tem o objetivo de reduzir o risco de recidiva e melhorar a sobrevida global. Entre os tipos de câncer mais comuns, incluindo pulmão, mama e colorretal, o câncer de próstata é o único sem um regime de quimioterapia adjuvante estabelecido.
 
"A quimioterapia adjuvante trouxe ganhos importantes de sobrevida para pessoas com vários dos tipos mais prevalentes de câncer, e finalmente estamos vendo o mesmo com câncer de próstata. Aqui nós temos um novo e importante uso para uma terapia há muito estabelecida", afirmou Charles J. Ryan, da Universidade da Califórnia, que comentou o estudo na ASCO. 

Métodos e resultados 

No estudo, 562 homens com câncer de próstata localmente avançado de alto risco foram distribuídos aleatoriamente para tratamento com terapia convencional (radioterapia e mais de dois anos de terapia hormonal) ou terapia padrão seguida de quimioterapia com docetaxel. Os pacientes tinham gleason 7-8, qualquer estadio T e PSA > 20; gleason 8, ≥ T2, qualquer PSA; ou gleason 9-10, qualquer estadio T e qualquer PSA.Todos tinham PSA ≤ 150. A dose de radioterapia foi de 75,6 Gy. A quimioterapia consistiu em seis ciclos de 21 dias de docetaxel + prednisona, com início 28 dias após a radioterapia.
 
Depois de um período médio de acompanhamento de 5,5 anos, 52 mortes ocorreram no grupo de terapia padrão em comparação com apenas 36 mortes no grupo docetaxel. As taxas de sobrevida global em quatro anos foram de 89% [95% CI: 84-92%] no grupo de terapia padrão em comparação com 93% [95% CI: 90-96%] no grupo de docetaxel (p = 0.03, HR = 0.68 [95% CI: 0.44, 1.03]). Docetaxel também reduziu o risco de recidiva ─ as taxas de sobrevida livre de doença em cinco anos foram de 66% no grupo de terapia padrão vs. 73% no grupo de docetaxel (p = 0.05, HR = 0.76 [95% CI: 0.57, 1.00]).
 
O acompanhamento dos pacientes continuará a determinar o benefício de longo prazo da quimioterapia adjuvante neste cenário, e uma análise dos dados de qualidade de vida será realizada posteriormente. Sandler observou que estudos futuros irão explorar o impacto das terapias adjuvantes entre os homens com câncer de próstata localizado de alto risco.
 
O estudo recebeu financiamento do National Institutes of Health, Sanofi e AstraZeneca.
 
Referência: A phase III protocol of androgen suppression (AS) and 3DCRT/IMRT versus AS and 3DCRT/IMRT followed by chemotherapy (CT) with docetaxel and prednisone for localized, high-risk prostate cancer (RTOG 0521). (LBA 5002 - J Clin Oncol 33, 2015)

Informação do estudo clínico: NCT00288080
 

 

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