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AtualizadoQui, 29 Jul 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Vacinas personalizadas

Anestesia_NEWS6_NET_OK.jpgAs possibilidades de vacinas personalizadas em todos os tipos de câncer foram tema da palestra de Harpreet Singh, coordenador científico do estudo de fase I GAPVAC, que está testando vacinas personalizadas em glioblastoma, durante o Simpósio ESMO de Imuno-Oncologia 2014, em Genebra, na Suíça. 

Segundo Singh, um dos maiores obstáculos na imunoterapia do câncer é a descoberta de alvos apropriados que podem ser reconhecidos por células T. "No estudo GAPVAC vamos tratar pacientes com glioblastoma com vacinas que são ideais para cada paciente, pois eles contêm antígenos personalizados’, afirmou.
 
Para todos os pacientes no estudo GAPVAC, os investigadores irão identificar genes expressos no tumor, peptídeos presentes no sistema antígeno leucocitário humano (HLA, do inglês - human leukocyte antigen), mutações específicas de câncer e a capacidade do sistema imunológico de responder a determinados antígenos. Com base nessas informações, duas vacinas, chamadas vacinas ativamente personalizados (do inglês, APVACs - actively personalised vaccines), serão desenvolvidas e administradas após a cirurgia convencional.
 
A primeira vacina será preparada a partir de 72 alvos previamente identificados pelos pesquisadores como relevantes para o tratamento de glioblastoma. Os pacientes irão receber um coquetel dos peptídeos que expressam e que pode estimular a resposta do seu sistema imuninológico. "O paciente pode expressar 20 destes 72 alvos em seu tumor, por exemplo. Se acharmos que o sistema imunológico do paciente pode encontrar respostas para cinco das 20 metas, nós misturamos os cinco peptídeos e os oferecemos ao paciente. O coquetel é alterado para cada paciente, pois corresponde aos seus biomarcadores", explicou Singh.
 
A segunda vacina é sintetizada com base em um peptídeo mutante expresso no tumor do paciente. O paciente recebe APVAC-1 e APVAC-2 em uma forma altamente personalizada. "GAPVAC tem dois objetivos principais. Um deles é mostrar que as vacinas personalizadas são viáveis, uma vez que este é um dos estudos mais complexos já realizados em imunoterapia do câncer. O segundo objetivo é mostrar que podemos montar respostas biológicas muito melhores nestes pacientes se comparamos com a vacinação com antígenios não-personalizados".
 
A pesquisa anterior de Singh mostrou que a vacinação com antígenos não-personalizados levam a um melhor controle da doença e maior sobrevida global em estudos clínicos de fases I e II em pacientes com cancer células renais. "Para as vacinas não personalizadas usamos alvos peptídicos off-the-shelf que foram compartilhados por muitos pacientes com um tipo específico de câncer. Com essa abordagem, temos pacientes com câncer de células renais, câncer colorretal e glioblastoma vacinados com sucesso."
 
Durante a pesquisa, foram identificados outros alvos que apareceram em muito poucos doentes ou até mesmo, em casos extremos, em um único paciente. Muitas vezes, estes peptídeos mais raros são de melhor qualidade, o que significa que são mais especificamente vistos em células cancerosas e ocorrem em níveis mais elevados. “Isso nos levou a iniciar o desenvolvimento de vacinas personalizadas contra o câncer, que contêm o conjunto ideal de alvos para um paciente em particular. Esperamos que sejam ainda mais eficazes do que as vacinas off-the-shelf".
 
Singh acredita que as vacinas personalizadas manter a promessa para todos os tipos de câncer, e que a personalização também pode ser aplicada à terapia celular adotiva. “A personalização não está limitada a vacinas, mas é um princípio geral que pode ser aplicado à imunoterapia do câncer de forma mais ampla. Estamos começando com vacinas, mas também pensamos em como usar antígenos personalizados em terapia celular adotiva", finalizou.
 
Referência: 
 
Glioma Actively Personalised Vaccine Consortium (GAPVAC): www.gapvac.eu
 
Walter S, et al. Multipeptide immune response to cancer vaccine IMA901 after single-dose cyclophosphamide associates with longer patient survival. Nat Med. 2012;18(8):1254-1261. doi: 10.1038/nm.2883. Epub 2012 Jul 29.

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