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AtualizadoTer, 24 Maio 2022 1pm

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Daichii Sankyo

Pneumonite induzida por everolimus em pacientes com neoplasias neuroendócrinas

taboada 2Rodrigo Taboada (foto), oncologista do A.C.Camargo Cancer Center, é primeiro autor de estudo realizado em colaboração com o centro inglês The Christie NHS que buscou avaliar a incidência, os fatores de risco e os resultados da pneumonite induzida por everolimus em pacientes com neoplasias neuroendócrinas utilizando dados do mundo real. Os resultados foram publicados no periódico The Oncologist.

Nesse estudo retrospectivo de pacientes tratados, em ambos os centros, com neoplasias neuroendócrinas tratados com everolimus, os laudos das imagens foram sistematicamente revisados ​​para a presença de pneumonite. Foram resumidos as características clínicas e perfis de tratamento para pneumonite induzida por everolimus. A sobrevida global (SG) foi calculada a partir do início do everolimus até a data do óbito ou último acompanhamento pelo método de Kaplan-Meier.

Resultados

No total, foram incluídos 122 pacientes foram incluídos. A idade mediana de início do everolimus foi de 62 (19-86) anos, 62% (76/122) eram do sexo masculino e metade era apresentava tumores neuroendócrinos de origem pancreática (62, 51%). Vinte e oito pacientes (23%) desenvolveram EiP: 82% grau (G)1 ou G2, 14% G3 e 4% G4. O tempo médio para EiP foi de 3,6 (0,8-51) meses.

Local do tumor primário, doença pulmonar concomitante, histórico de tabagismo e terapias anteriores não foram associados ao início da EiP. Os pacientes que desenvolveram EiP tiveram mais tempo de tratamento com everolimus (mediana de 18 meses vs 6 meses; P = 0,0018) e SG (77 meses vs 52 meses; P = 0,093). A pneumonite induzida por everolimus foi um preditor de melhor sobrevida global por análise multivariada (HR 0,39, IC 95% 0,19-0,82; P = 0,013).

“Os tumores neuroendócrinos têm sua incidência crescente e o everolimus é um tratamento comumente utilizado. A pneumonite induzida por everolimus (EiP) é um evento adverso frequente, ocorrendo em quase um quarto dos pacientes. Nosso estudo demonstrou pela primeira vez a associação entre a ocorrência de EiP e uma melhora na sobrevida em pacientes com tumor neuroendócrino”, observaram os autores.

Taboada ressalta que para melhor melhor tratar os pacientes portadores de neoplasias raras é essencial realizar estudos colaborativos entre centros de referência. “Este estudo entre o A.C.Camargo Cancer Center e o The Christie NHS melhor descreveu a ocorrência de pneumonite (clínica e subclínica) em pacientes em uso de everolimo. De forma interessante, foi visto que a ocorrência de pneumonite aumentou a sobrevida dos pacientes. Esse dado é importante, pois reforça a necessidade do diagnóstico precoce da pneumonite e de seu correto manejo para que isso se traduza em melhores desfechos para os pacientes", conclui.

Referência: Rodrigo G Taboada, Rachel P Riechelmann, Carine Mauro, Milton Barros, Richard A Hubner, Mairéad G McNamara, Angela Lamarca, Juan W Valle, Everolimus-Induced Pneumonitis in Patients with Neuroendocrine Neoplasms: Real-World Study on Risk Factors and Outcomes, The Oncologist, Volume 27, Issue 2, February 2022, Pages 97–103, https://doi.org/10.1093/oncolo/oyab024

 

 

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