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AtualizadoSeg, 23 Nov 2020 12pm

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Modelo de classificação de risco em SMD

O professor Torsten Haferlach, do laboratório de Leucemia de Munique, concluiu a investigação que se propôs NotasAntigas_Nota5_Haferlach_1_OK.jpgacontribuir com um modelo de classificação de risco para a síndrome mielodisplásica (SMD) e demonstrar que a patologia tem no seqüenciamento genético instrumento fundamental para o adequado diagnóstico e prognóstico. O trabalho foi publicado na revista Leukemia no final de 2013 e considerou 944 pacientes com vários subtipos de SMD (Landscape of genetic lesions in 944 patients with myelodysplastic syndromes).


As síndromes mielodisplásicas (SMD) são um grupo heterogêneo de neoplasias mielóides caracterizadas por diferentes graus de citopenia e pela predisposição paraleucemia mieloide aguda. Haferlach destacou que a heterogeneidade clínica e biológica da doença requer uma opção de tratamento adequada, baseada em um diagnóstico preciso e na estratificação de risco individual do paciente. Abordagens com base na citogenética convencional, na citomorfologia e em parâmetros sanguíneos permitiram criar modelos prognósticos, como o Sistema Internacional de Pontuação (IPSS), recentemente revisto e atualizado.

No total, 944 pacientes com vários subtipos de SMD foram selecionados para sequenciamento genético baseado em array. Desse universo, 845 pacientes (89,5%) abrigavam pelo menos uma mutação (mediana de 3 variações por doente). Quarenta e sete genes mutados tiveram alterações em TET2, SF3B1, ASXL1, SRSF2, DNMT3A e RUNX1, que apareceram alterados em mais de 10% dos casos. Pela análise univariada, 25/48 genes (resultantes de 47 genes testados mais PRPF8) estiveram diretamente relacionados à sobrevida (P < 0,05).

O status de 14 genes associados aos fatores convencionais embasou o desenvolvimento de dois modelos prognósticos, com quatro grupos de risco significantes (p <0,001). Ambos os modelos foram reprodutíveis na coorte de validação (n = 175 pacientes , P < 0,001 cada) e possibilitaram estratificar os pacientes de acordo com a classificação de risco: baixo, intermediário, alto e muito alto. Assim, a investigação de Haferlach e colegas concluiu que a caracterização genética e molecular em grande escala de múltiplos genes é de valor inestimável para a subclassificação e prognóstico de pacientes com SMD.

Fonte: Leukemia (2014) 28, 241–247; doi:10.1038/leu.2013.336; published online 29 November 2013


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