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AtualizadoQui, 29 Out 2020 6pm

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PORTEC-3: classificação molecular e valor prognóstico

OvarioO estudo PORTEC-3 avaliou o benefício da combinação de quimioterapia e radioterapia adjuvante (CTRT) versus radioterapia isoladamente (RT) em mulheres com câncer endometrial de alto risco (CE). Análise que considerou a classificação molecular e o valor prognóstico de diferentes subgrupos, a partir de amostras de 423 pacientes, reportou os resultados em artigo de Leon-Castillo et al. no Journal of Clinical Oncology.

Nesta análise foram coletadas amostras de parafina de 423 participantes do PORTEC-3 para determinar o valor prognóstico da análise molecular no câncer endometrial, estratificar tumores de alto risco e o possível benefício da quimioterapia em cada subgrupo molecular. Os pesquisadores realizaram imunohistoquímica para p53 e proteínas de deficiência de reparo (MMRd), além de sequenciamento de DNA para domínio de exonuclease POLE,  com o objetivo de classificar tumores com p53 anormal (p53abn), POLO ultramutado (POLEmut), deficiência do gene de reparo (MMRd) ou perfil molecular não definido (NSMP). O endpoint primário foi sobrevida livre de recorrência (SLR).

Resultados

A análise molecular foi possível em 410 CE de alto risco (97%) e os 4 subgrupos moleculares foram identificados: p53abn (n= 93; 23%), POLEmut (n= 51; 12%), MMRd (n= 137; 33%) e NSMP (n= 129; 32%). A SLR em cinco anos foi de 48% para pacientes com p53abn, 98% para POLEmut, 72% para MMRd e 74% para NSMP (P=0,001). A SLR em 5 anos com CTRT versus RT para pacientes com p53abn foi de 59% versus 36% (P=0,019); 100% versus 97% para pacientes com POLEmut  (P =0,637); 68% versus 76% para MMRd (P=0,428); e 80% vs 68%  para NSMP (P=0,243).

Em conclusão, a classificação molecular mostrou forte valor prognóstico no CE de alto risco, com melhora significativa de SLR em tumores com mutações de p53 tratados com CTRT adjuvante, independentemente do tipo histológico. Os autores reportam que pacientes com POLEmut tiveram excelente SLR em ambos os braços de análise.

“Este estudo mostra que incorporar a classificação molecular em sistemas de estratificação de risco é essencial e futuros ensaios clínicos devem considerar subgrupos moleculares específicos no câncer endometrial”, afirmam os autores. “A classificação molecular suporta decisões de tratamento adjuvante; pacientes com câncer de endométrio com alterações em p53 devem ser consideradas para quimiorradioterapia adjuvante, enquanto naquelas com mutações POLE a redução do tratamento adjuvante deve ser considerada”, concluem.

Referência: DOI: 10.1200/JCO.20.00549 Journal of Clinical Oncology 38, no. 29 (October 10, 2020) 3388-3397.


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