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AtualizadoTer, 17 Set 2019 10pm

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Câncer de mama Gramado chega a 14ª edição

mama gramado bxGramado foi palco de um dos mais tradicionais encontros da oncologia brasileira, realizado de 29 a 31 de agosto, no Hotel Serrano. Em sua 14ª edição, o Câncer de Mama Gramado registrou recorde de participação e reuniu especialistas nacionais e internacionais na apresentação de um programa científico que discutiu evidências, controvérsias e tendências da oncologia mamária.

O enfoque multidisciplinar e interativo deu a tônica do encontro, sob o comando do oncologista Carlos Barrios, diretor-executivo do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG), Antônio Luiz Frasson, mastologista do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e atual Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, e Felipe Pereira Zerwes, Coordenador do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer Mãe de Deus.

Entre os temas de fronteira, o Câncer de Mama Gramado dedicou espaço às promessas e perspectivas da inteligência artificial, assim como destacou vantagens e limitações da biópsia líquida na oncologia mamária.

O cenário do câncer de mama no Brasil foi apresentado pelo oncologista Gustavo Werutsky, chair do LACOG, que dimensionou os desafios atuais e as profundas disparidades da realidade brasileira. “Apenas 29% das mulheres no Brasil fazem rastreamento como preconizado pelas recomendações. No estado do Amapá, por exemplo, onde a indicação seria de cerca de 30 mil mamografias por ano, apenas 700 exames são realizados anualmente”, ilustrou Werutsky. “Quando consideramos a cobertura de um mamógrafo num raio de 60 quilômetros, regiões como o Centro-Oeste ou o Norte do País têm claramente uma cobertura muito abaixo do esperado para o rastreamento do câncer de mama”, apontou.

O especialista discorreu, ainda, sobre os desafios dos registro nacionais de câncer, que sub representam a ocorrência de novos casos no País, assim como criticou o panorama atual da pesquisa clínica brasileira. “O Brasil é uma das 10 maiores economias do mundo, o sexto ou sétimo maior mercado farmacêutico global, mas nossa participação na pesquisa clínica é de apenas 4%. Precisamos entender que a pesquisa clínica tem que ser uma prioridade nacional”, defendeu.

Destaques

Nos destaques internacionais, a presença de Hope Rugo, da Universidade da Califórnia, marcou o programa científico, em sessão que analisou a realidade dos biossimilares. Afinal, quais as consequências práticas da crescente utilização de biossimilares na clínica diária? “Os biossimilares já são uma realidade global no tratamento do câncer e ampliam o acesso de pacientes do mundo inteiro a terapias inovadoras, com eficácia, segurança e qualidade”, disse a especialista. Hope Hugo é uma das autoras do estudo HERITAGE, que embasou o registro do primeiro trastuzumabe biossimilar no Brasil, o Zedora®, da Libbs.

Sinalizando tendências na cirurgia mamária, Nickolas Peradze, de Milão, apresentou a experiência do Instituto Europeu de Oncologia com o uso da robótica, em outra importante presença internacional no encontro de Gramado. O oncologista Javier Cortés, do Instituto Vall d`Hebrón, em Barcelona, também marcou presença no encontro, discutindo avanços na doença metastática.

No cenário do câncer de mama receptor hormonal, o oncologista Gilberto Amorim, Coordenador Nacional de Oncologia Mamária da Oncologia D'Or, enfocou os progressos com a chegada dos inibidores de ciclinas. "Uma série de estudos com inibidores de ciclinas (CDK 4/6) tem mostrado um hazard ratio muito significativo nessa população de pacientes, com curvas que ultrapassam a média histórica. No MONALEESA 7, com mais de 600 pacientes na pré-menopausa tratadas com ribociclibe, vimos na última ASCO ganho de sobrevida global, com redução do risco de morte da ordem de 30%, com p altamente significativo”, ilustrou.

Em apresentação gravada no Câncer de Mama Gramado 2019, o oncologista Gilberto Amorim, Coordenador Nacional de Oncologia Mamária da Oncologia D'Or, e Assista à íntegra da apresentação e ao debate coordenado pelo oncologista Ricardo Caponero, com participação de Elge Werneck e Antonio Llombart (Espanha).

Controvérsias

No esteio da recente recomendação sobre testes genéticos da US Preventive Services Task Force (doi:10.1001/jama.2019.10987), um dos pontos altos do Câncer de Mama Gramado foi o debate entre a oncogeneticista Patrícia Prolla, professora de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Coordenadora da Rede Brasileira de Câncer Hereditário, e Rodrigo Guindalini, oncologista clínico da CLION (Salvador-BA) e fundador/coordenador do Centro de Genética e Prevenção do Câncer do Grupo CAM. Afinal, o teste genético deve ser recomendado para todas as pacientes? A comissão organizadora propôs a Guindalini defender o SIM, enquanto Patrícia Prolla defendeu que o teste genético NÃO deve ser proposto a todas as pacientes, em uma das mais disputadas sessões de controvérsia do Câncer de Mama Gramado. Assista às apresentações, na TV Onconews e confira o que foi destaque no encontro.

Assista a quatro apresentações na íntegra em vídeos produzidos pela TV Onconews:

Gustavo Werutsky:
Câncer de mama no brasil 2019: onde estamos e para onde vamos?

Hope Rugo:
Quais as consequências práticas da crescente utilização de biossimilares na clínica diária?

Gilberto Amorim:
Inibidores de ciclinas no câncer de mama receptor hormonal positivo

Rodrigo Guindalini e Patricia Prolla: 
Teste genético para todas as pacientes?




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