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AtualizadoSeg, 22 Abr 2019 6pm

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Pesquisas em microbioma esperam melhorar resultados no tratamento do câncer

microbiota intestinal NET OKPara ampliar a compreensão do papel do microbioma no tratamento do câncer, instituições de excelência reforçam pesquisas, em diferentes frentes. No Brasil, o AC Camargo Cancer Center é o centro coordenador de estudo randomizado Fase II que examina o uso de pré e probióticos durante o tratamento de quimiorradioterapia (Ch-RT) em pacientes com câncer anal de células escamosas (ACSCC) com doença inicial. O objetivo é aumentar a efetividade do tratamento convencional.

“Existe a necessidade de pesquisas que aumentem as taxas de cura do tratamento definitivo de Ch-RT no ACSCC, que em muitos casos é um tumor associado a vírus e, portanto, potencialmente imunogênico. A imunoterapia é uma estratégia promissora no ACSCC e pré e probióticos podem modular a microbiota intestinal e melhorar os resultados oncológicos”, diz a descrição do estudo BISQUIT na plataforma Clinical Trials. O estudo tem como investigadora principal a oncologista Rachel Riechelmann (NCT03870607).

Uma nova abordagem, a Microbial Ecosystem Therapeutics (MET) é hoje uma das linhas de investigação do Princess Margaret Cancer Centre, em Toronto. O estudo canadense avalia a segurança, tolerabilidade e relações do enxerto de cepas MET-4 administradas em combinação com inibidores de checkpoint imune (ICI). “Microbial Ecosystem Therapeutics (MET) é uma nova abordagem de tratamento desenvolvida como alternativa ao transplante fecal. O MET consiste em uma mistura definida de culturas vivas de bactérias intestinais isoladas de uma amostra de fezes de um doador saudável”, descreve o estudo. O objetivo é avaliar uma coorte de 65 pacientes com tumores sólidos tratados com ICI (NCT03686202)

Outra linha de pesquisa é conduzida na Mayo Clinic com o objetivo de examinar o microbioma cutâneo de 88 pacientes durante radioterapia no tratamento do câncer de mama, buscando correlacionar mudanças com o desenvolvimento e severidade de radiodermatite (NCT03519438). Também com o objetivo de fornecer novos insights sobre a resposta de tecidos saudáveis à radiação, agora a partir da microbiota oral e intestinal, o estudo MICRO-LEARNER se concentra no câncer de próstata e em tumores de cabeça e pescoço, realizado no Instituto Nacional de Tumores de Milão (NCT03294122).

“Esse novo conhecimento será incluído nos atuais modelos preditivos de toxicidade induzida por rádio, permitindo adicionar características biológicas únicas dos pacientes às variáveis relacionadas à dosimetria e ao tratamento clínico”, descreve o protocolo registrado na Clinical Trials. “Embora o equilíbrio microbioma-hospedeiro mude profundamente durante a radioterapia, estudos realizados até o momento não abordaram essa relação e seu papel na toxicidade por radiação”, argumentam. ”Os resultados, além de sugerir novas formas de prever pacientes com maior risco de efeitos colaterais relevantes, também podem sugerir possíveis tratamentos para alterar a microbiota basal dos pacientes de alto risco ou modificá-la durante a terapia, a fim de mitigar a toxicidade”.

A Universidade de Chicago está à frente de estudo de Fase II para determinar se a modulação da microbiota intestinal com o agente experimental EDP1503 administrado por via oral aumentará a resposta ao tratamento padrão de imunoterapia (pembrolizumabe) em participantes com melanoma avançado (NCT03595683).

A expectativa é que resultados desses e outros estudos possam melhorar os resultados oncológicos.


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