16062021Qua
AtualizadoQua, 16 Jun 2021 12am

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Daichii Sankyo

Toxicidade dos inibidores de checkpoint no câncer de ovário recorrente

OvarioEstudo apresentado no 49º Society of Gynecologic Oncology (SGO) Annual Meeting on Women’s Cancers, realizado em Nova Orleans, de 24 a 27 de março, mostrou que apesar de oferecer benefícios clínicos para mulheres com câncer de ovário recorrente, os inibidores de checkpoint imunológico oferecem uma taxa de eventos adversos (EAs) mais elevada em comparação com os índices observados em outros tumores.

"O uso de inibidores de checkpoint no câncer de ovário ainda é uma área de investigação, tanto em monoterapia, como em combinação com quimioterapia citotóxica tripla, terapias-alvo ou outro efetor imune”, disse o primeiro autor do estudo, Emily Hinchcliff, do MD Anderson Cancer Center.

O estudo incluiu 44 mulheres com câncer de ovário recorrente tratadas com um inibidor de checkpoint imunológico entre janeiro de 2012 e agosto de 2017 foram incluídas. As participantes tinham mediana de idade de 53 anos (variação de 28 a 73 anos), a maioria caucasianas (70,5%) e com patologia serosa de alto grau (59,1%). No diagnóstico inicial, cerca de metade dos pacientes apresentavam doença sensível à platina. Antes da inscrição, todos os pacientes foram submetidos a testes de mutação somática para analisar um subconjunto comum de 50 genes, com mediana de duas mutações encontradas (variação 0 a 18).

As pacientes foram tratadas com uma mediana de 4 linhas anteriores de quimioterapia (intervalo 1-10). O número de ciclos do inibidor de checkpoint recebido variou de 1 a 27 (mediana 4).

O regime de regime de combinação incluindo inibidores de checkpoint foi oferecido a 64% das pacientes, enquanto 36% receberam inibidores de checkpoint em monoterapia. O anti-PD-1 foi o mais comum (50% das mulheres), seguido pelo anti-CTLA-4 e a combinação de anti-PD-L1 e anti-CTLA-4. Os esquemas combinados incluíram checkpoint-checkpoint (21%), checkpoint mais outro efetor imune (46%), checkpoint mais terapia-alvo (18%) e checkpoint mais quimioterapia citotóxica tradicional ou radiação (14%).

Resultados

Entre as 42 pacientes com dados clínicos completos disponíveis, três apresentaram resposta parcial e 20 tiveram doença inicialmente estável, uma taxa de benefício clínico de 54,8%. Três pacientes tiveram pseudoprogressão (7,1%). A mediana da duração da resposta foi de 4,45 meses, enquanto a sobrevida livre de progressão da coorte total foi de 3,32 meses após o início da terapia com o inibidor de checkpoint.

Na análise multivariada, apenas a patologia serosa de alto grau foi preditiva de sobrevida, com menor sobrevida livre de progressão (2,9 vs 3,9 meses, P = 0,04).

Eventos adversos

Os resultados apresentados mostram que houve 30 eventos imuno-relacionados de graus 3 ou 4 em 22 pacientes (52,4%), sendo que 14 pacientes necessitaram de atrasos na dose (33,3%).

A terapia combinada foi um preditor significativo de eventos adversos (OR = 4,6, IC 1,3 - 16,3, P = 0,03). O evento adverso imuno-relacionado mais comum foi a elevação das enzimas hepáticas ou pancreáticas em 11 pacientes (26,2%). Outros eventos adversos incluíram problemas dermatológicos, pulmonares, cardiovasculares e colite.

O número de mutações foi protetor contra eventos adversos hepáticos/pancreáticos (OR = 0,47. IC 0,2–1,1, P = 0,03); cada mutação correspondeu a uma diminuição de 53% na probabilidade de eventos adversos hepáticos ou pancreáticos.

Um exame mais detalhado dos esquemas recebidos pelas pacientes mostrou que com exceção de uma paciente, todas receberam inibidor de checkpoint como parte de um regime de combinação. Hinchcliff explicou que 27% receberam inibidores de checkpoint combinados, especificamente anti-PD-L1 e anti-CTLA4, e 64% receberam inibidores de checkpoint, além de alguns outros imunoefetores incluindo IDL-1, anti-CSF-1R ou anti-TGF-beta.

"Essas taxas são muito mais altas do que as relatadas anteriormente em outros tipos de tumores", observaram os autores. "É possível que existam efeitos tumorais ou histológicos específicos fora do alvo da inibição do checkpoint imunológico que mereçam mais investigação para auxiliar na previsão e prevenção desses eventos adversos", acrescentaram.

Referência:  Hinchcliff EM, Hong D, Le H, et al. Adverse events and responses in patients with recurrent ovarian cancer undergoing early-phase immune checkpoint inhibitor clinical trials Presented at: SGO Annual Meeting on Women’s Cancer; March 24-27, 2018. New Orleans. Abstract 15.


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