03122020Qui
AtualizadoQua, 02 Dez 2020 8pm

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Daichii Sankyo

Quimioterapia de resgate no CPNPC pré-tratado com inibidores de PD-1/PD-L1

CancroPulmao.jpgPacientes com câncer de pulmão não-pequenas células (CPNPC) avançado que necessitam de quimioterapia de resgate são 30% mais propensos a obter uma resposta parcial se tiverem sido pré-tratados com inibidores de checkpoint PD-1/PD- L1 em ​​comparação com aqueles que não foram previamente tratados com imunoterapia. Os dados são da European Lung Cancer Conference 2017 (ELCC), em Genebra, Suíça1.

Segundo os autores do estudo, apresentado dia 7 de maio, os resultados preliminares podem indicar uma nova maneira nova de sequenciar a terapia do câncer. "Nossos resultados são de extrema importância para pacientes com CPNPC", disse o pesquisador principal Sacha Rothschild, do Hospital Universitário de Basileia, na Suíça.
 
"Os inibidores de checkpoint são o atual padrão de cuidados para doentes com CPNPC na 2ª linha, após a quimioterapia, e são utilizados para um subconjunto de pacientes com alta expressão de PD-L1 como terapia inicial. Ainda não está claro como tratar pacientes que não responderam aos inibidores de checkpoint ou progrediram após a resposta inicial a estes agentes. A atividade da quimioterapia convencional neste contexto não havia sido investigada até agora. Portanto, estes resultados são uma boa notícia para os pacientes que progridem após a imunoterapia e ainda estão em condições de receber mais terapia paliativa", afirmou o pesquisador.
 
O estudo
 
A análise retrospectiva incluiu 82 pacientes com CPNPC estágio IV, incluindo adenocarcinoma (n= 63), carcinoma de células escamosas (n=18) e um caso de carcinoma de células grandes.
 
Um total de 67 pacientes foram previamente tratados com inibidores de PD-1/PD-L1 (casos), incluindo 56 pacientes que receberam nivolumabe, sete que receberam pembrolizumabe e quatro que receberam atezolizumabe. Os outros 15 pacientes que não foram tratados com inibidores de PD-1/PD-L1 serviram como controle.
 
Todos os pacientes foram pré-tratados com quimioterapia, com uma média de 2,37 regimes anteriores entre os casos e 1,93 nos controles.
 
A quimioterapia de resgate incluiu docetaxel (62%), pemetrexede (20%), paclitaxel (6%) e outros (12%).
 
Os exames de tomografia computadorizada (TC) realizados no primeiro mês e, em seguida, a cada seis semanas mostraram uma taxa de resposta parcial significativamente maior em relação aos controles (27% vs 7%, odds ratio [OR] 0,3, P<0,0001).
 
Doença estável foi observada em 51% dos casos e 53% dos controles, e doença progressiva foi observada em 22% dos casos versus 40% dos controles.
 
A múltipla regressão logística mostrou que a idade, sexo, número de regimes anteriores de quimioterapia, histologia tumoral, status de tabagismo ou diferentes regimes de quimioterapia de resgate não estavam independentemente associados com a probabilidade de se obter uma resposta parcial.
 
"Por enquanto, só podemos especular sobre as razões para uma melhor resposta naqueles pacientes pré-tratados com inibidores de checkpoint", disse Rothschild. "Provavelmente, a ativação do sistema imunológico por inibição do checkpoint pode tornar as células tumorais mais sensíveis à quimioterapia, ou a quimioterapia pode ajudar as células T específicas do tumor a entrarem no microambiente tumoral e exercerem sua função", observou. “As investigações sobre duração da resposta e toxicidade estão em curso. Esta descoberta deve ser explorada em coortes maiores e prospectivas”, acrescentou.
 
Segundo Marina Garassino, chefe de Oncologia Médica Torácica da Fondazione IRCCS Istituto Nazionale dei Tumori, esta é a primeira pesquisa a sugerir que a quimioterapia pode funcionar melhor após a imunoterapia. "Todos nós que tratamos pacientes com imunoterapia já tivemos essa percepção porque temos visto resultados inesperados em alguns pacientes, mas este é o primeiro estudo em que este fenômeno é formalmente descrito. Ainda que os resultados sejam muito preliminares, eles sugerem que a imunoterapia pode alterar a história natural da doença e o microambiente do tumor, tornando-o mais sensível à quimioterapia, o que poderia apontar para novas áreas de pesquisa e novas sequências de tratamento", concluiu.
 
Referências
 
1 - Abstract 91PD – 'Response to salvage chemotherapy following exposure to PD-1/PD-L1 inhibitors in patients with NSCLC' will be presented by Dr Sacha Rothschild during the Poster Discussion session 'Targeted therapies and immunotherapies' on Sunday 7 May, 14:45 CEST.
 

 

 

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