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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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Imunoterapia e hiperprogressão

Imuno_NET_OK.jpgEstudo publicado na Clinical Cancer Research investigou potenciais marcadores genômicos associados à hiperprogressão após a imunoterapia e concluiu que pacientes com amplificação da família MDM2 ou aberrações de EGFR apresentaram resultados clínicos modestos e aumentaram significativamente a taxa de crescimento tumoral após o tratamento com inibidores de checkpoint imunológico como agente único (PD-1 / PD-L1).

Os inibidores de checkpoint demonstram efeitos benéficos contra o câncer, incluindo remissões de longo prazo. A expressão e amplificação de PD-L1, a carga de mutação elevada e a deficiência nos genes de reparo correlacionam-se com a resposta. No entanto, um subgrupo de pacientes parece progredir com uma taxa muito acelerada de crescimento tumoral e deterioração clínica em comparação à pré-terapia, o que também foi relatado recentemente pelo Institut Gustave Roussy. Agora, estudo descrito em artigo de Shumei Kato e colegas traz novos dados para explicar a hiperprogressão aos modernos imunoterápicos.
 
Método
 
155 pacientes com câncer estadio IV que receberam imunoterapias (CTLA-4, inibidores PD-1 / PD-L1 ou outros agentes investigacionais) foram avaliados por sequenciamento de próxima geração. A hiperprogressão foi definida como tempo de falha ao tratamento (TTF) menor que 2 meses, aumento de 50% na carga tumoral em comparação com imagens pré-imunoterapia e aumento de 2 vezes no ritmo de progressão.
 
Resultados
 
Entre 155 pacientes avaliados, TTF <2 meses foi visto em todos os seis indivíduos com amplificação MDM2 / MDM4. Após a monoterapia anti-PD1 / PDL1, quatro destes pacientes apresentaram aumentos notáveis ​​no tamanho do tumor existente (55% a 258%), novas e grande massas, além de apresentar um ritmo de progressão significativamente acelerado. Na análise multivariada, alterações de MDM2 / MDM4 e EGFR correlacionaram-se com TTF <2 meses.
 
Dois dos 10 pacientes com alterações no EGFR também foram hiperprogressores (53,6% e 125% de aumento no tamanho do tumor, aumento de 35,7 e 41,7 vezes).

A conclusão dos autores mostra que pacientes com amplificação MDM2 ou aberrações de EGFR apresentaram fracos resultados clínicos e tiveram aumento significativo da taxa de crescimento tumoral após o uso de inibidores de checkpoint imunológico como agente único (PD-1 / PD-L1). Perfis genômicos podem ajudar a identificar pacientes em risco de hiperprogressão em imunoterapia.
 
"Estes estudos demonstram a importância de ser desenvolver com urgência biomarcadores preditivos de resposta aos inibidores de checkpoint. É uma real necessidade não atendida”, afirmou o oncologista Antonio Carlos Buzaid (foto), diretor-geral do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
Referência: Hyper-progressors after Immunotherapy: Analysis of Genomic Alterations Associated with Accelerated Growth Rate - Shumei Kato, Aaron Michael Goodman, Vighnesh Walavalkar, Donald A. Barkauskas, Andrew Sharabi and Razelle Kurzrock - DOI: 10.1158/1078-0432.CCR-16-3133 - Published Online First March 30, 2017 


 


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