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AtualizadoSeg, 23 Nov 2020 12pm

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Exame de sangue pode prever agressividade do câncer de próstata pré-cirurgia

exame_sangue_alzheimer_OK_NET.jpgEstudo apresentado no Congresso Europeu de Urologia (EAU 2016) mostrou que um simples exame de sangue no pré-operatório pode predizer a agressividade do câncer de próstata localizado tratado com prostatectomia radical .

Um grupo de pesquisadores italianos demonstrou que o hipogonadismo (baixos níveis de testosterona) prevê que o paciente terá uma alta pontuação de Gleason, o que indica um mau resultado após o tratamento.

O estudo liderado por Marco Moschini, do San Raffaele Hospital, Itália, correlacionou retrospectivamente os níveis hormonais séricos pré-operatórios e scores de Gleason em uma coorte de 1.071 pacientes submetidos à prostatectomia radical no hospital em Milão. Nenhum dos pacientes utilizou qualquer tratamento hormonal neoadjuvante ou outras preparações hormonais durante os 12 meses anteriores.

Os níveis séricos de testosterona (TT), 17β-estradiol (E2) e globulina de ligação do hormônio sexual (do inglês, SHBG - sex-hormone binding-globulina) foram medidos na véspera da cirurgia (8-10 AM) em todos os casos. O hipogonadismo foi definido como TT<3 ng/ml. A idade média foi de 65 anos.
 
No geral, 118 pacientes (11%) abrigavam um padrão patológico de Gleason 5 na amostra da prostatectomia radical, dos quais 5 (4,2%) apresentavam Gleason 5 + 5. Na análise univariada, nenhuma diferença foi observada entre pacientes com ou sem Gleason 5 em ralação à TT, 17β-estradiol (E2), idade e PSA. Por outro lado, SHBG (41,8 vs 37,5 mmol/dl) e a taxa de hipogonadismo (32% vs 21,4%) foram maiores em pacientes com Gleason 5 (todos p <0,007). Na análise multivariada, TT e E2 não foram associados com qualquer padrão patológico de Gleason 5 (todos p> 0,4), enquanto os níveis de SHBG (OR: 1,02, p = 0,03) foram capazes de prever a presença de Gleason padrão 5. Após o ajuste para idade, grupos de risco e SHBG, a presença de hipogonadismo (OR 1,79, p=0,025) foi independentemente associada com a presença de padrão de Gleason 5.
 
"Nós descobrimos que o hipogonadismo e os níveis de SHBG foram capazes de prever se os pacientes tinham Gleason 5. Esta associação nos permitirá prever qual será o resultado antes de decidir tratar um paciente com cirurgia. Potencialmente, isso pode ser útil para identificar pacientes com câncer de próstata mais agressivo antes da cirurgia”, afirmou Moschini.
 
“Há uma necessidade urgente de novas pesquisas para descobrir o papel que os hormônios desempenham no desenvolvimento do câncer de próstata”, acrescentou. Segundo o especialista, o que ainda não se sabe é se esta é uma associação, ou se o hipogonadismo, de alguma forma, aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata de alto grau. “Se for este o caso, então pode ser que tratar o hipogonadismo diminua esse risco, mas precisamos de mais trabalhos antes que possamos ter certeza disso", disse.
 
O professor Alexandre de la Taille (Paris), membro do Comitê Científico do Congresso EAU, afirmou que vários relatos na literatura mencionam que baixos níveis de testosterona no soro têm sido associados com a agressividade do câncer de próstata. Este estudo destaca o fato de que o SHBG também está ligado à alta pontuação de Gleason. "Tumores desenvolvidos neste ambiente hormonal especial, são provavelmente devido às diferentes vias moleculares e representam um novo campo para explorar", concluiu.
 
Referência: Abstract 170 - Hypogonadism independently predicts pathological Gleason pattern 5 at the time of radical prostatectomy

 

 

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