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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Quimio adjuvante em dose densa amplia sobrevida em mulheres na pré-menopausa

BALANCO_MAMA_bx.jpgAs mulheres na pré-menopausa com câncer de mama têm uma sobrevida ampliada se tratadas com doses densas de quimioterapia, com ciclos a cada duas semanas ao invés de a cada três semanas. Os resultados foram apresentados na 10ª conferência europeia de cancer de mama (EBCC 10), realizada de 9 a 11 de março em Amsterdã, e segundo os pesquisadores confirmam que a quimioterapia adjuvante com doses densas não induziu a menopausa precoce e se mostrou um regime mais adequado para pacientes jovens.

O estudo foi apresentado pelo oncologista Matteo Lambertini, do Instituto Nacional de Pesquisa do Câncer, em Gênova, Itália, e do Institut Jules Bordet, em Bruxelas, Bélgica na sessão oral que destacou alguns dos highlights da conferência anual. "Nossos resultados confirmam a superioridade da quimioterapia com dose densa em mulheres na pré-menopausa em maior risco de recaída. O novo regime de intervalo, já adotado nos Estados Unidos, deve ser implementado agora também na Europa”, disse o especialista.
 
Atualmente, as diretrizes de tratamento variam significativamente entre a Europa, onde não há recomendações claras, e Estados Unidos, onde a quimioterapia de dose-densa é mais frequentemente considerada como regime terapêutico. Agora, diante da evidência de que o uso adjuvante de quimioterapia em dose-densa não provoca menopausa precoce, com suas complicações associadas, novas recomendações devem embasar sua utilização também entre os países europeus.
 
Lambertini e colegas, liderados por Lucia Del Mastro, realizaram uma meta-análise de dois grandes estudos clínicos randomizados de fase III que compararam a quimioterapia adjuvante a cada duas semanas (dose densa) com o padrão, em intervalos de três em três semanas. O estudo MIG1 inscreveu pacientes com câncer de mama cuja doença havia se espalhado para os gânglios linfáticos ou que estavam em alto risco de recaída, enquanto o estudo GIM2 investigou mulheres com fase inicial da doença linfonodo positiva. A amenorréia induzida pelo tratamento foi definida como a ausência de períodos menstruais após o término da quimioterapia após três meses no estudo MIG1 e depois de 12 meses no estudo GIM2.
 
Um total de 3.305 mulheres foram incluídas em ambos os estudos, das quais 1.549 em pré-menopausa, com idade média de 44 anos. Os pesquisadores também analisaram o efeito dos tratamentos de acordo com o status do receptor hormonal e identificaram que a quimioterapia adjuvante dose densa melhorou significativamente a sobrevida global após dez anos em quase um terço (29%) das pacientes em comparação com a quimioterapia no intervalo padrão de três semanas.  Os pesquisadores também concluíram que a quimioterapia de dose densa não foi associada com um risco aumentado de amenorreia induzida pelo tratamento e foi eficaz, independentemente do status de receptores hormonais. Em pacientes com receptores hormonais positivos o ganho de sobrevida global em 10 anos foi de 22%, enquanto em mulheres com expressão negativa de receptores hormonais o ganho de sobrevida foi ainda maior, de 35%.
 
"A mensagem para levar para casa a partir do nosso estudo é que a quimioterapia adjuvante dose densa está associada a uma melhoria significativa na sobrevida global em comparação com a quimioterapia padrão em pacientes de câncer de mama na pré-menopausa”, disse Lambertini. “O benefício da quimioterapia de dose-densa é maior em mulheres com tumores negativos para receptor hormonal e, além disso, a utilização de quimioterapia de dose densa não parece estar associada com um risco aumentado de desenvolver amenorreia induzida pelo tratamento”, acrescentou.
 
Os resultados agregam evidências importantes para o aconselhamento de pacientes jovens quanto à escolha dos regimes de quimioterapia adjuvante disponíveis. “Questões relacionadas à fertilidade representam uma grande preocupação para pacientes jovens e podem influenciar as decisões de tratamento. Estes resultados sublinham a importância de tentar manter a função ovariana e a fertilidade de pacientes que são candidatas a receber quimioterapia durante a sua idade reprodutiva", concluiu (Abstr 5).
 
Referências: “Dose-dense adjuvant chemotherapy, treatment-induced amenorrhea and overall survival in premenopausal breast cancer patients: a pooled analysis of the MIG1 and GIM2 phase III studies”, Thursday, Best Oral Abstract session
 
[1] AOU: Azienda Ospedaliera Universitaria San Martino – IST Istituto Nazionale per la Ricerca sul Cancro.
[2] MIG1 study: six cycles of fluorouracil / epirubicin / cyclophosphamide (FEC). GIM2 study: four cycles of epirubicin / cyclophosphamide (EC) or FEC, followed by four cycles of paclitaxel.
[3] Venturini M et al. J Natl Cancer Inst 2005. MIG1 study
[4] Del Mastro L et al. Lancet 2015. GIM2 study

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