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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

ASCO 2014

SBOC comenta os destaques do 50º ASCO

Nota1_ESTRO_prostata_3_OK.jpgO Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Evanius Wiermann, comentou dois importantes estudos sobre câncer de próstata apresentados neste 50º encontro anual da ASCO. Confira a opinião do especialista sobre o ensaio CHAARTED, destacado em Sessão Plenária, e sobre a investigação que mostra que o receptor de androgênio AR-V7 pode explicar a resistência à enzalutamida e abiraterona.

Os resultados do estudo CHAARTED (Chemohormonal Therapy versus Androgen Ablation Randomized Trial for Extensive Disease in Prostate Cancer), de fase III, apresentado em Sessão Plenária,demonstram que homens com câncer de próstata hormônio-sensível recém diagnosticados podem se beneficiar da adição de docetaxel à terapia hormonal padrão. A combinação prolongou a sobrevida desses pacientes por cerca de 13 meses e o benefício foi ainda maior para o subgrupo com doença de alto grau.

O estudo foi apresentado no encontro anual da ASCO por Christopher Sweeney, oncologista do Dana-Farber Cancer Institute. "É a primeira vez que um estudo clínico identifica uma estratégia que prolonga a sobrevida no câncer de próstata metastático recém-diagnosticado. O benefício é substancial e essa combinação deve passar a ser o novo tratamento padrão para os homens que têm doença de alto grau e estão aptos para a quimioterapia", disse Sweeney.

A terapia hormonal, também chamada de terapia de privação de andrógeno (ADT, da sigla em inglês), é hoje o tratamento padrão de primeira linha para câncer de próstata hormônio-sensível, mas alguns pacientes podem se tornar resistentes à terapia com ADT. Cerca de 30 mil pessoas morrem de câncer de próstata hormônio-resistente nos Estados Unidos a cada ano. “A quimioterapia hoje é iniciada somente depois que a doença progride, o que destaca o estudo CHAARTED pela importância de revelar que esse esquema de tratamento pode ser adotado mais cedo, com benefícios estatisticamente significativos no ganho de sobrevida dos pacientes”, explica o presidente da SBOC, Evanius Wiermann.

Neste estudo do National Cancer Institute dos Estados Unidos, 790 homens com câncer de próstata metastático recém-diagnosticados foram aleatoriamente designados para receber ADT em monoterapia ou ADT com docetaxel por um período de 18 semanas. Aproximadamente dois terços dos pacientes tinham doença metastática de alto grau. Quando houve progressão, 45 pacientes no grupo de combinação foram designados para receber mais docetaxel; enquanto 123 pacientes do braço ADT passaram a receber a quimioterapia apenas nesta etapa da doença.

Em um seguimento médio de 29 meses, houve 136 mortes no grupo ADT contra 101 no grupo tratado com ADT mais docetaxel. A mediana de sobrevida global foi de 44 meses no grupo ADT e de 57,6 meses no grupo tratado com a combinação. O ganho de sobrevida global foi ainda maior entre os 520 pacientes com doença de alto grau (32,2 meses versus 49,2 meses).

Docetaxel também atrasou a progressão da doença, avaliada por qualquer aumento do PSA, surgimento de novas metástases ou piora dos sintomas. Após um ano, a proporção de pacientes com níveis de PSA inferiores a 0,2 ng/mL (um nível de PSA inferior a 0,2 é considerado um sinal de remissão) foi de 11,7% no grupo TDA versus 22,7% no grupo ADT+ docetaxel. O tempo médio de progressão clínica, que considera novos sintomas ou metástases detectadas, foi de 19,8 meses no grupo tratado com ADT versus 32,7 meses no grupo que recebeu ADT mais docetaxel.

“A quimioterapia no cenário inicial traz um efeito bastante importante em uma população selecionada de pacientes. Os resultados desse estudo realmente vão mudar a prática clínica”, acredita Wiermann. “É muito importante que cada vez mais os oncologistas e urologistas estejam trabalhando juntos, de forma multidisciplinar, para assegurar esse benefício ao paciente de alto risco”, acrescenta.

Referência: J Clin Oncol 32:5s, 2014 (suppl; abstr LBA2)
http://meetinglibrary.asco.org/content/127755-144

AR-V7 pode explicar resistência a enzalutamida e a abiraterona em CPRC

Uma variante slice do receptor de androgênio AR-V7 pode estar associada à resistência primária e adquirida a enzalutamida e abiraterona. Esta é a principal conclusão do estudo liderado por Emmanuel Antonarakis, do Johns Hopkins, apresentado nesta 50ª conferência da ASCO.

Antonarakis e colegas investigaram um total de 62 pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração, 31 tratados com enzalutamida e 31 recebendo abiraterona. As células tumorais circulantes (CTCs) desses pacientes foram colhidas no início do estudo (baseline) e testadas para a presença de AR-V7. Foram analisadas as relações entre o status do AR-V7 e a taxa de resposta de PSA e sobrevida livre de progressão (SLP).

Doze dos 31 pacientes tratados com enzalutamida (38,7%) e seis dos 31 pacientes tratados com abiraterona (19,4%) foram positivos para o AR-V7.

Os pacientes com variante no AR-V7 tratados com enzalutamida tiveram menores taxas de resposta de PSA (0% versus 52,6%, IC 95 % [29, 76, p = 0,004) e de SLP, com mediana de 2,1 meses versus 6,1 meses (HR 8,5, IC 95 % [2,8 , 25,4], p < 0,001).

Resultados semelhantes foram obtidos para os pacientes que receberam abiraterona, com uma taxa de resposta menor entre aqueles com a variante AR-V7, a chamada variante splice. Nesse grupo, as respostas também foram inferiores em todos os indicadores estudados: PSA (0%, versus 68,0%, IC 95% [46, 85], p = 0,004), e SLP (2,3 meses vs não alcançado, HR 16,5, IC 95 % [3,3, 82,9], p < 0,001)

Os desfechos clínicos indicam que o AR-V7 pode ser associado ao mecanismo de resistência “Os estudos foram feitos com a variante splice, onde há um fracionamento desse receptor, que perde a capacidade de se ligar aos alvos terapêuticos e se mantém constantemente ativado, o que pode explicar o mecanismo de resistência”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). O especialista observa que mais estudos são necessários para corroborar os achados iniciais e reforçar os níveis de evidência.

Referência:
http://meetinglibrary.asco.org/content/131581-144
 

 
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