21112018Qua
AtualizadoQua, 21 Nov 2018 12am

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Sequenciamento de cfDNA no câncer colorretal

GABRIEL MACEDO OK NET OKEstudo publicado no periódico Cancer Discovery foi um dos primeiros trabalhos a demonstrar, em um grande número de pacientes, a capacidade da análise do sequenciamento do DNA circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) de reproduzir a variabilidade genética e heterogeneidade intratumoral presente no tecido tumoral de pacientes com câncer colorretal avançado. Os resultados do trabalho são tema de artigo do biólogo molecular Gabriel Macedo (foto), pesquisador e membro do Programa de Medicina Personalizada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

GABRIEL MACEDO OK NET OKEstudo publicado no periódico Cancer Discovery foi um dos primeiros trabalhos a demonstrar, em um grande número de pacientes, a capacidade da análise do sequenciamento do DNA circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) de reproduzir a variabilidade genética e heterogeneidade intratumoral presente no tecido tumoral de pacientes com câncer colorretal avançado. Os resultados do trabalho são tema de artigo do biólogo molecular Gabriel Macedo (foto), pesquisador e membro do Programa de Medicina Personalizada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Por Gabriel Macedo

Estudos utilizando sequenciamento de nova geração em tecido tumoral têm possibilitado avanços no entendimento das bases biológicas dos tumores. Apesar da importância deste tipo de abordagem, existem algumas limitações. A pequena quantidade de material obtido por biopsias, especialmente em pacientes com doença metastática, bem como a alta representatividade de células normais no material analisado, podem prejudicar a identificação de alterações moleculares exclusivas do tumor. Neste contexto, o sequenciamento de DNA circulante (cfDNA, do inglês cell-free DNA) tem sido descrito como uma estratégia promissora, principalmente por possibilitar, de maneira minimamente invasiva, a identificação de alterações raras e, mais importante, de diferentes regiões do tumor primário e suas metástases.

Em um estudo publicado em fevereiro por Strickler e cols no periódico Cancer Discovery, resultados de sequenciamento de cfDNA de 1.397 pacientes com câncer colorretal foram comparados com aqueles obtidos por sequenciamento de tecido. Os resultados demonstraram que, no geral, as frequências de alterações moleculares nos principais genes associados ao câncer colorretal foram altamente concordantes entre estas duas abordagens, demostrando que a análise em cfDNA permite, de forma confiável, a identificação de biomarcadores neste tipo de neoplasia.

O estudo também avaliou a clonalidade e o possível impacto terapêutico das mutações identificadas. Curiosamente, o gene com maior frequência de mutações subclonais – alterações moleculares presentes em clones específicos do tumor - foi o EGFR (do inglês, Epidermal Growth Factor Receptor). Em uma parcela importante dos pacientes estas mutações estavam localizadas no domínio extracelular do receptor, previamente reportado por conter alterações associadas à resistência adquirida aos anticorpos anti-EGFR aprovados para o tratamento do câncer colorretal metastático. Os pesquisadores também demonstraram o impacto de uma nova substituição de aminoácido (posição V441 de EGFR), recorrente entre os pacientes tratados com anticorpos anti-EGFR, na diminuição da estabilidade de interação da droga com o receptor.

Outro achado interessante do estudo foi a identificação de múltiplos mecanismos de resistência em cfDNA de um mesmo indivíduo. Dentre os pacientes com mutações subclonais no domínio extracelular de EGFR, 91% deles apresentavam pelo menos um segundo evento previamente identificado como associado à resistência terapêutica, com mutações em KRAS e amplificação de MET sendo os eventos mais comuns.

Este foi um dos primeiros estudos a demonstrar, em um grande número de pacientes, a capacidade da análise de cfDNA de reproduzir a variabilidade genética e heterogeneidade intratumoral presente no tecido tumoral de pacientes com câncer colorretal avançado. O estudo também contribui de forma significativa no melhor entendimento dos mecanismos associados à resistência aos anticorpos anti-EGFR.

Referência:  Genomic Landscape of Cell-Free DNA in Patients with Colorectal Cancer - John H. Strickler et al - DOI: 10.1158/2159-8290.CD-17-1009 Published February 2018


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