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AtualizadoQui, 19 Out 2017 3pm

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PACIFIC: Qualidade de vida em pacientes com CPNPC tratados com durvalumab

pulmao 6 OKO estudo PACIFIC foi um dos grandes destaques do programa científico da 18ª conferência mundial de câncer de pulmão (WCLC 2017), realizada de 15 a 18 de outubro em Yokohama, no Japão. O PACIFIC é um estudo randomizado, duplo cego, de Fase III, que desta vez apresentou os resultados de qualidade de vida em pacientes tratados com o anti-PD-L1 durvalumab.


IASLC publica novo Atlas sobre teste de EGFR

ATLAS IASLC EGFR NET OKA Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC) divulgou durante a 18ª Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão (WCLC) em Yokohama, Japão, o Atlas of EGFR Testing in Lung Cancer. O Atlas EGFR fornece aos profissionais de saúde informações sobre os processos de teste EGFR e facilita a compreensão dos clínicos na interpretação dos resultados.

Exercícios físicos e qualidade de vida em pacientes com câncer de pulmão avançado

caminhadaO exercício físico e as intervenções psicossociais em pacientes com câncer de pulmão avançado melhoraram a capacidade funcional, o que pode estar relacionado a benefícios de qualidade de vida. Os resultados do estudo foram apresentados pelo oncologista Morten Quist, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, durante a 18ª Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão (WCLC 2017) em Yokohama, Japão.

Teste molecular e seleção terapêutica no câncer de pulmão, como estamos?

Ana Gelatti NET OKResultados de uma pesquisa realizada com oncologistas da América Latina – 75% deles brasileiros – mostra que existem dificuldades para implementar as diretrizes da IALSC e realizar os testes moleculares para mutações de EGFR e ALK em todos os casos de câncer pulmonar avançados, não escamosos. O estudo foi apresentado pela brasileira Ana Caroline Gelatti (foto) na conferência mundial de câncer de pulmão (WCLC 2017), em Yokohama, no Japão. A conclusão dos autores mostra que a maioria dos pacientes da América Latina tem acesso ao teste mutacional, notadamente com apoio da indústria, mas o acesso ao tratamento ainda não é uma realidade para todos.

CEPON mostra experiência institucional no mundial de pulmão

Carolina Dutra CEPON NET OKEstudo retrospectivo observacional apresentado no congresso mundial de pulmão (WCLC 2017) mostrou os resultados de uma instituição pública brasileira sobre mutações EGFR na população de pacientes com CPNPC. O trabalho tem como primeira autora a oncologista Carolina Dutra (foto), do CEPON (Centro de Pesquisas Oncológicas).

WCLC 2017: AC Camargo mostra dados do mesotelioma

Vladmir NET OK 2Em apresentação no WCLC 2017 em Yokohama no Japão, o A.C. Camargo Cancer Center mostrou dados da experiência institucional com mesotelioma pleural maligno, doença de alta morbimortalidade associada à exposição ocupacional ao amianto. O estudo tem como primeiro autor o oncologista Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima (foto). O estudo coletou restrospectivamente dados clinico-patológicos de pacientes com diagnóstico de MPM tratados no A.C. Camargo Cancer Center entre janeiro de 2000 e dezembro de 2014.

18ª Conferência Mundial de Câncer de Pulmão

WLCC 2017 NET OKA 18ª Conferência Mundial de Câncer de Pulmão (WCLC) é o maior encontro mundial dedicado ao câncer de pulmão e à oncologia torácica, este ano realizado em Yokohama, no Japão. No programa científico, destaque para estratégias de cessação do tabaco e para o projeto de estadiamento proposto pela IALSC, que discute a análise do status da margem de ressecção no câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), em apresentação do britânico John Edwards.

Pesquisadores anunciam biomarcador no câncer de próstata

fernando maluf v1 NET OKO cenário de tratamento do câncer de próstata avançado vive aceleradas transformações, com a oferta de diferentes agentes terapêuticos, mas nenhum biomarcador é rotineiramente usado na clínica para prever a resposta a esses agentes e personalizar a seleção terapêutica. Estudo liderado pela Cleveland Clinic e publicado no JAMA Oncology mostra resultados da variante do alelo HSD3B1 e seu caráter preditivo como biomarcador de resposta no câncer de próstata avançado. O oncologista Fernando Maluf (foto) comenta os resultados.

Um pacto pela pesquisa em câncer

pact 121017Uma aliança com apoio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e de 11 grandes companhias farmacêuticas deve investir US$ 215 milhões na pesquisa em câncer. O programa Partnership for Accelerating Cancer Therapies (PACT) foi anunciado dia 12 de outubro com o objetivo de desenvolver e validar biomarcadores de resposta às estratégias de imunoterapia.

Consulta Pública avalia incorporação de cetuximabe ao SUS

SUS NET OKO Ministério da Saúde colocou em Consulta Pública a decisão de incorporar o anticorpo cetuximabe ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de primeira linha de pacientes com câncer colorretal metastático RAS selvagem. A Consulta Pública considera a participação da sociedade civil e dedica espaço a médicos e outros profissionais da saúde para contribuições de caráter técnico-científico. As contribuições podem ser enviadas até o dia 16 de outubro para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias Sanitárias (CONITEC), através de formulário eletrônico no link http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas.

Anvisa aprova atezolizumabe em duas indicações

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do anti PD-L1 atezolizumabe (TECENTRIQ®, da Roche) no tratamento do carcinoma urotelial e no tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) que progrediram à quimioterapia com platina. A decisão da Anvisa foi baseada nas evidências do estudo IMvigor 2010, que mostrou resultados da imunoterapia com atezolizumabe como tratamento inicial em pacientes com tumor urotelial localmente avançado ou metastático. No CPNPC, as evidências vêm do estudo OAK, o primeiro de fase III a avaliar um anticorpo anti PD-L1 no CPNPC.

Mutações e resistência à terapia endócrina no câncer de mama

BARRIOS NET OKAs mutações ESR1 são raras no câncer de mama primário, mas apresentam alta prevalência em pacientes tratadas com inibidores de aromatase (IA) para câncer de mama avançado. Estudo publicado dia 4 de outubro no Annals of Oncology mostra os resultados de análises por sequenciamento a partir de biópsia líquida do DNA circulante (ctDNA) em pacientes com câncer de mama avançado. O oncologista Carlos H. Barrios (foto), diretor do LACOG e do Hospital de Câncer Mãe de Deus, comenta o estudo.

Anvisa aprova nivolumabe em Linfoma de Hodgkin

nelson hamerschlak hzA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu novo registro ao anti PD-1 nivolumabe, desta vez para o tratamento de linfoma de Hodgkin clássico. A nova indicação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 2 de outubro e marca o primeiro registro de um inibidor de checkpoint na oncohematologia. O médico Nelson Hamershlack (foto), hematologista e hemoterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein, comenta a decisão.

A aprovação da Anvisa foi baseada nos resultados dos estudos CHECKMATE-205 e CHECKMATE-039, que mostraram altas taxas de resposta com nivolumabe (Opdivo®) em pacientes com linfoma de Hodgkin recorrente ou refratário, após transplante de células-tronco hematopoiéticas seguido de tratamento com brentuximabe-vedotina.

“Desde o estudo fase I publicado no New England Journal of Medicine em 2014, a comunidade científica brasileira e internacional já prestava muita atenção na possibilidade de nivolumabe (anti PD-1) ser utilizado com sucesso em pacientes com Linfoma de Hodgkin refratários ou recidivados”, explica Hamershlack.

“Pacientes muito tratados foram incluídos pós autotransplante e mesmo pós brentuximab vedotin, e o estudo de fase I mostrou resposta objetiva em 87% dos pacientes, com sobrevida livre de progressão em 24 semanas de 86%”, prossegue o especialista. “O estudo fase II comprovou a eficácia e segurança do agente, possibilitando sua aprovação no FDA e felizmente sua disponibilização no Brasil, após aprovação recente da ANVISA para esta indicação”, diz.

O hematologista esclarece que o Linfoma de Hodgkin naíve de tratamento é altamente curável, com índices que variam de 70 a 85% de cura. O autotransplante após terapia de resgate é o tratamento de escolha para o paciente recidivado. No entanto, só pode ser realizado em pacientes com resposta ao tratamento e preferentemente em remissão completa.  “Nos pacientes que recidivam pós transplante autólogo, o transplante alogênico torna-se a opção ideal, mas para ser eficiente necessita de uma remissão completa. O brentuximab vedotin tem sido utilizado como consolidação do transplante autólogo ou como alternativa para obtenção de remissão nas recidivas. Agora, nivolumabe torna-se uma alternativa a mais para esta pequena fração de pacientes refratários ou recidivados”, explica.

No entanto, o especialista lembra da importância dos cuidados com o uso do anti PD-1 no peri-transplante, considerando o aumento da incidência de doença do enxerto vs hospedeiro. “A aprovação de nivolumabe é motivo de muita empolgação na comunidade dos oncohematologistas brasileiros”, conclui Hamershlack.

Referências

Younes A. et al. Lancet Oncol. 2016 Nivolumab for classical Hodgkin Lynphoma after failure of both autologus stem-cell transplantation and brentuximabe-vedotin: a multicentre, multicohort single arm phase II trial

Leia Mais:
FDA aprova nivolumabe para linfoma de Hodgkin
Agência europeia amplia indicação de nivolumab

Vigilância ativa no câncer de próstata

vigilancia ativaA vigilância ativa pode ser expandida para pacientes com câncer de próstata? É o que discute estudo da Cleveland Clinic publicado no Journal of Urology, que reporta a experiência institucional com 635 pacientes com Gleason de baixo risco (Gl 6) e risco intermediário (Gl7) acompanhados por vigilância ativa em um seguimento mediano de 4 anos.

Consenso propõe novo sistema de classificação das neoplasias

As neoplasias mudam ao longo do tempo através de um processo de evolução celular impulsionado por alterações genéticas e epigenéticas. A ecologia do microambiente de uma célula neoplásica determina quais mudanças proporcionam benefícios adaptativos. Estudo publicado na Nature Review1 mostra a importância desses processos evolutivos e ecológicos na compreensão do câncer e propõe classificar os tumores com base em dois novos índices, o índice Evo (evolutivo) e o índice Eco (ecológico), que consideram a diversidade das células neoplásicas e a heterogeneidade do ambiente intratumoral.

Câncer de ovário seroso e microambiente tumoral

EVA ANGELICA NET OKEstudo publicado dia 2 de outubro na Clinical Cancer Research com o objetivo de ampliar a compreensão da biologia molecular do câncer de ovário seroso de alto grau (HGSOC) traz novos dados sobre a doença primária e recorrente. A oncologista Angélica Nogueira-Rodrigues (foto), presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG), comenta os principais achados.

Metanálise: disfunção endócrina com inibidores de checkpoint

Romualdo Barroso Sousa bxO brasileiro Romualdo Barroso é o primeiro autor do estudo de revisão sistemática e metanálise que avaliou a incidência de disfunção endócrina após o uso de inibidores de checkpoint imune. Os resultados foram publicados em 28 de setembro no JAMA Oncology. Disfunções endócrinas (hiper/hipotireoidismo, hipofisite, insuficiência adrenal e diabetes mellitus) podem ser fatais se não reconhecidas prontamente. Os pesquisadores investigaram qual a incidência e quais os riscos de diferentes endocrinopatias relacionadas ao tratamento com diversos regimes de inibidores de checkpoint imune em pacientes com tumores sólidos avançados.

Biópsia líquida e resposta a inibidores de checkpoint

Biopsia Liquida NET OKEstudo publicado dia 02 de outubro na Clinical Cancer Research mostrou que variantes de significância desconhecida (VUS) foram capazes de predizer taxa de resposta, sobrevida livre de progressão e sobrevida global aos inibidores de checkpoint imune, em testes feitos a partir de biópsia líquida (ctDNA). Khagi e colegas avaliaram amostras de 69 pacientes com diversos tipos de câncer tratados com inibidores de checkpoint imune. A biópsia líquida foi analisada por um painel multigênico (54-70 genes) por sequenciamento de próxima geração (NGS).

INCA e ITC mostram números do controle do tabaco no Brasil

antifumo OKO International Tabacco Control (ITC), projeto que avalia políticas de controle do tabaco em 28 países, anunciou os resultados de estudo inédito sobre o controle do tabagismo no Brasil. Essa é a terceira edição da pesquisa e considerou uma amostra de 1358 fumantes e 470 não-fumantes, no período de 2009 a 2016/17. Os dados foram apresentados durante o congresso INCA 80 anos e mostram que 49% dos fumantes brasileiros planejam deixar de fumar nos próximos seis meses.

ASTRO 2017 aponta os destaques do programa científico

ASTRO 2017 NET OKA 59ª edição da ASTRO, encontro anual da sociedade americana de radio-oncologia, destacou pelo menos três estudos do programa científico, pelo valor da evidência. O estudo de fase III que confirma a irradiação pélvica adjuvante como padrão no câncer endometrial de alto risco em fase inicial foi um dos highlights da edição deste ano.

Mutações SPOP no câncer de próstata orientam novo racional terapêutico

prostata bx1A chamada proteína SPOP é frequentemente mutada no câncer de próstata e três novos estudos se dispuseram a ampliar a compreensão das mutações SPOP e sua relação com as proteínas oncogênicas BET (bromodomain and extraterminal). Os achados estão em artigo publicado em setembro na Nature Review e fornecem novo racional para orientar o tratamento no câncer de próstata. Zhang et al. e Dai et al. identificaram que as mutações SPOP não conseguiram interagir e degradar as proteínas BET, levando ao acúmulo desses proto-oncogenes e ao consequente efeito tumorigênico.


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