23092018Dom
AtualizadoSex, 21 Set 2018 5am

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IGCS 2018: Destaques no câncer ginecológico

GLAUCO NET OKO cirurgião oncológico Glauco Baiocchi (foto), diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C.Camargo Cancer Center e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG), participou do 17º Congresso da International Gynecologic Cancer Society (IGCS 2018), que aconteceu entre os dias 14 e 16 de setembro em Kyoto, Japão. Em artigo exclusivo, o especialista comenta alguns dos estudos que foram destaque no encontro.


Quimioterapia mais trastuzumabe sequencial ou simultânea no câncer de mama HER2+

MAX MANO 2018 NET OK 3Em um acompanhamento médio de 5 anos, a taxa de resposta patológica completa (pCR), sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida Global (SG) de pacientes com câncer de mama HER2+ foram semelhantes entre as pacientes tratadas no cenário adjuvante com quimioterapia baseada em antraciclina e trastuzumabe sequencial (à antraciclina, porém concomitante ao paclitaxel) ou concomitante (a todo o tratamento quimioterápico). Quem comenta a análise de longo prazo do estudo ACOSOG Z1041 (Alliance), conduzido pela University of Texas MD Anderson Cancer Center e realizado através do American College of Surgeons Oncology Group (ACOSOG), atual Alliance for Clinical Trials in Oncology, é o oncologista Max Mano (foto), coordenador de pesquisa clínica do Hospital Sírio-Libanês. O trabalho foi publicado no JAMA Oncology.

Presença brasileira em encontro mundial de ginecologia oncológica

IGCS 2018 NET OKNomes de referência da oncoginecologia brasileira marcaram presença no programa científico da 17ª Reunião Bienal da International Gynecologic Cancer Society (IGCS 2018), que aconteceu entre os dias 14 e 16 de setembro em Kyoto, no Japão. A próxima edição do evento, que passa a ser anual, acontece em 2019, no Rio de Janeiro, com apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Confira alguns dos estudos apresentados por especialistas brasileiros no encontro.

Biópsia líquida pode melhorar resultados no câncer de pulmão pequenas células?

Scapulatempo 2 NET OKO carcinoma pulmonar de pequenas células (CPPC) persiste como um tumor agressivo e de prognóstico reservado. Artigo de Blackall, F et al publicado na edição de setembro no Lancet Oncology discute a contribuição da chamada biópsia líquida, a análise de células tumorais circulantes ou DNA tumoral livre circulante, no CPPC. E na realidade brasileira, é aplicável? Quem responde é o patologista Cristovam Scapulatempo (foto), gerente de inovações em Anatomia Patológica e Patologia Molecular da Diagnósticos da América S/A.

Consenso: critérios de inelegibilidade para uso de cisplatina no carcinoma de cabeça e pescoço

Aline Chaves NET OKUm painel de especialistas em câncer de cabeça e pescoço (CECCP) estabeleceu recomendações sobre o uso seguro de cisplatina em combinação com radioterapia no tratamento do carcinoma epidermoide de cavidade oral, orofaringe, hipofaringe e laringe. O parecer consensual foi publicado no Critical Reviews in Oncology/Hematology, periódico oficial do European School of Oncology (ESO). A oncologista Aline Chaves (foto), médica na Dom Clínica de Oncologia e presidente do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), comenta as recomendações.

AURA3: eficácia do osimertinibe no sistema nervoso central em pacientes com CPNPC avançado T790M+

RAMON 2018 NET OKO osimertinibe demonstrou eficácia superior em comparação platina-pemetrexede no sistema nervoso central em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células avançado positivo para T790M. Os dados da análise do estudo randomizado de fase III AURA3 foram publicados no Journal of Clinical Oncology (JCO). O oncologista Ramon Andrade De Mello (foto), médico do Hospital Estadual de Bauru, do Nair Antunes Instituto de Câncer e da Universidade do Algarve, em Portugal, comenta o trabalho.

GLOBOCAN 2018: carga global do câncer

Globocan 2018 NET OKA Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) divulgou as estimativas mais recentes sobre a carga global do câncer, indicando 18,1 milhões novos casos e 9,6 milhões de mortes por câncer em 2018. O banco de dados GLOBOCAN 2018, parte do IARC Global Cancer Observatory, fornece estimativas de incidência e mortalidade em 185 países para 36 tipos de câncer e para todos os tumores combinados. A análise dos resultados publicada no Cancer Journal for Clinicians destaca a grande diversidade geográfica na ocorrência de câncer e as variações na magnitude e perfil da doença entre as regiões. Elisabete Weiderpass, diretora-eleita do IARC, e Liz Almeida, gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA, comentam os resultados.

JACOB: estudo discute bloqueio HER2 no câncer gástrico ou JEG

Duilio NET OKEstudo com participação brasileira avaliou a eficácia e segurança de pertuzumabe versus placebo em combinação com trastuzumabe e quimioterapia como primeira linha de tratamento em pacientes com câncer gástrico metastático HER2+ ou com tumores de junção esofagogástrica (JEG) HER2+. Os resultados estão em artigo de Tabernero, J et al, no Lancet Oncology e não mostram ganho significativo de sobrevida no braço experimental. O oncologista Duílio Reis da Rocha Filho (foto), chefe do serviço de oncologia clínica do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará, e consultor científico do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG), analisa os resultados.

Imunoterapia conjugada mostra novos resultados no Linfoma de Hodgkin

CHIATTONE NET OKEstudo multicêntrico de fase II avaliou o anticorpo monoclonal anti CD-30 brentuximabe vedotin (Bv) antes e após o esquema padrão de doxorrubicina, vinblastina e dacarbazina (AVD) em pacientes com linfoma de Hodgkin com 60 anos ou mais, sem tratamento prévio. Os resultados mostram que a adição de Bv trouxe benefício de sobrevida livre de progressão e sobrevida global nessa população de pacientes. O hematologista Carlos Chiattone (foto), coordenador do Centro de Linfomas do Núcleo de Oncologia do Hospital Samaritano e professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, comenta os resultados do trabalho publicado no Journal of Clinical Oncology.

Imunoterapia no SUS

Pedro di marchi NET OKO Hospital de Amor (Antigo Hospital do Câncer de Barretos) firmou uma parceria com a MSD para disponibilizar a imunoterapia pembrolizumabe (Keytruda®) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com câncer de pulmão e melanoma em estágio avançado tratados na instituição. Inicialmente, o tratamento será disponibilizado para os pacientes que já são atendidos no hospital, mas o objetivo é aumentar gradativamente o acesso à terapia. “Pacientes com alta expressão de PD-L1, com PD-L1 > 50%, são indiscutivelmente os que melhor respondem ao tratamento no câncer de pulmão”, diz o oncologista Pedro De Marche (foto), coordenador do Departamento de Oncologia Clínica - Divisão Câncer de Pulmão/Tórax do Hospital. “Identificamos e selecionamos esses pacientes porque são exatamente os que têm mais chance de responder a essa imunoterapia”, esclarece.

Conflito de interesses na pesquisa em câncer

Conflito de interesse NET OKNa pesquisa médica, um conflito de interesse financeiro pode afetar a conduta e o relato de estudos clínicos. “A presença de conflitos de interesse financeiro em estudos clínicos de medicamentos oncológicos que recebem aprovação da Food and Drug Administration (FDA) é particularmente preocupante, porque esses estudos podem mudar a trajetória do tratamento do câncer”, destaca artigo de Wayant et al, publicado no Jama Oncology.

IASLC: Promessas no tratamento do mesotelioma

Pulm o 2017 NET OKDados do estudo de fase II STELLAR mostram ganho significativo de sobrevida global no tratamento do mesotelioma, ampliando em 6,1 meses a mediana de SG na comparação com o controle histórico. O estudo será apresentado no 19ª encontro anual da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC), que acontece de 23 a 26 de setembro, em Toronto, Canadá.

ASCO atualiza diretrizes para pacientes com imunossupressão associada ao câncer

ricardo caponeroSeis novos estudos de metanálise e seis novos estudos primários foram considerados para atualizar a revisão sistemática e as diretrizes da ASCO para o tratamento de pacientes com imunossupressão associada ao câncer. As diretrizes foram publicadas 4 de setembro no Journal of Clinical Oncology, em artigo de Taplitz, RA et al. “As complicações da quimioterapia antineoplásica, principalmente a neutropenia, que eleva o risco de infecções sepse e morte, ainda são uma preocupação na oncologia moderna”, diz Ricardo Caponero (foto), oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que comenta as recomendações da ASCO.

Anvisa aprova nova indicação do afatinibe

pulmao 6 OKA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação da terapia-alvo afatinibe (Giotrif®, Boehringer Ingelheim), agora para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), com histologia escamosa, localmente avançado ou metastático, que progrediram ao tratamento com quimioterapia baseada em platina.A aprovação foi baseada nos dados do estudo LUX-Lung 8, que comparou afatinib versus erlotinib na segunda linha de tratamento de pacientes com carcinoma de pulmão de células escamosas avançado2

Quimioterapia neoadjuvante em dose densa no câncer de bexiga

FABIO SCHUTZ LACOG GU NET OKQual regime de quimioterapia neoadjuvante está associado aos melhores resultados para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo? Uma análise de coorte publicada no JAMA Oncology avaliou o downstaging e a resposta completa de 1113 pacientes submetidos à cistectomia que receberam quimioterapia neoadjuvante. “Este é um importante estudo retrospectivo que demonstra a potencial vantagem do uso do esquema M-VAC dose densa (ddM-VAC; metotrexato, vinblastina, doxorrubicina e cisplatina) neoadjuvante sobre outros esquemas de quimioterapia”, afirma Fábio Schutz (foto), oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Uso de corticosteroides afeta eficácia da imunoterapia

TABAK NET OK 2Estudo de Arbour et al publicado no JCO mostra que o efeito imunossupressor dos corticosteroides pode reduzir a eficácia do bloqueio anti PD-L1, com impacto nos desfechos de sobrevida global e sobrevida livre de progressão. O onco-hematologista Daniel Tabak (foto), diretor-médico do Centro de Tratamento Oncológico (CENTRON), no Rio de Janeiro, analisa os resultados.

Mutações ERBB2/ERBB3 no câncer colorretal

MURAD 2018 NET OKAnálise retrospectiva de 419 pacientes com câncer colorretal tratados no MD Anderson Cancer Center e de 619 pacientes do Nurses Health Study (NHS)/Health Professionals Follow-Up Study (HPFS) buscou identificar pacientes com mutação ERBB2 / ERBB3 através de testes de sequenciamento em amostras de tecido. Uma terceira coorte de 1623 pacientes com câncer colorretal teve o perfil de ERBB2 caracterizado por biópsia líquida (ctDNA). “A importância biológica dessas mutações pode ser explorada tanto como biomarcadores prognósticos como terapêuticos”, diz o oncologista André Murad, que comenta os principais achados do estudo.

Diferenças de gênero na oncologia

homem mulherApesar do acúmulo de evidências de que o gênero de um indivíduo é um dos fatores que influenciam o risco de doenças e a resposta ao tratamento, a questão não é considerada na tomada de decisão clínica. O assunto é tema de artigo da oncologista Anna Dorothea Wagner, do Hospital Universitário de Lausanne, publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO). A especialista coordena o workshop ‘Gender medicine meets oncology’, promovido pela ESMO nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.

Ativação da resposta imune no câncer de pulmão pequenas células

WILLIAM William 2018 NET OKO estudo IMPULSE, randomizado, de fase 2, avaliou a eficácia e segurança de lefitolimod como tratamento de manutenção em câncer de pulmão pequenas células em estágio extenso (CPPC-ES), após resposta objetiva à quimioterapia de primeira linha. Os resultados foram publicados no Annals of Oncology e sugerem resultados promissores em dois subgrupos de pacientes, ainda que o principal endpoint não tenha sido alcançado. Quem comenta os resultados é o oncologista William Nassib William Jr. (foto), diretor médico da Oncologia Clínica e Hematologia do Centro Oncológico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Imunoterapia e mecanismo de resistência

dr casali Bx 2017 NET OK 2Apesar do entusiasmo com os anti PD-1/PD-L1, compreender os mecanismos de resistência é um desafio urgente na oncologia. Estudo publicado na Cancer Research mostra o papel da proteína CD38 no microambiente tumoral que induz à resistência à imunoterapia e abre uma oportunidade para expandir a eficácia dos inibidores de checkpoint imune no tratamento do câncer. O oncologista e oncogeneticista José Claudio Casali da Rocha (foto) comenta o trabalho.


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