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AtualizadoSex, 22 Jan 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Inovação na oncohematologia não chega ao paciente brasileiro

NelsonH_Baixa.jpgO oncohematologista Nelson Hamerschlak, membro do Comitê Científico da ABRALE e Professor Livre Docente pela Universidade de São Paulo (USP), analisou com exclusividade para o Onconews os principais temas que marcaram a hematologia em 2014 e foram destaque na 56ª ASH. O especialista também criticou a posição da Anvisa, que dificulta o acesso do paciente brasileiro a tratamentos mais modernos e efetivos.

Novos agentes terapêuticos estão em alta na oncohematologia e certamente concentraram as atenções durante o maior encontro anual da especialidade. É o caso dos anti-PD1, inibidores de checkpoint capazes de ativar os linfócitos T para bloquear a proteína programada para matar. “Resultados impressionantes foram obtidos em pacientes com doença de Hodgkin, com mais de 70% de remissão em pacientes altamente tratados, inclusive naqueles que receberam biológicos como antiCD30 e transplantes de medula óssea”, ilustrou Hamerschlak.
 
Outro destaque apontado pelo especialista brasileiro são os estudos com células T modificadas (CAR), dirigidas a alvos específicos. Em 2014, o encontro anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) apresentou os últimos resultados de estudos clínicos que exploram a tecnologia CAR em Leucemia Linfoide Crônica e no tratamento da Leucemia Linfoide Aguda (LLA). 

Inovação

A celebrada linha de pesquisa desenvolvida por Steve Rosemberg, do NIH, continua a concentrar o interesse, explorando células T reativas em alvos moleculares e mutações encontradas nos tumores. No esteio dessa inovação,Hamerschlak apontou a tecnologia BITE, recém aprovada pelo FDA para leucemias.

O especialista brasileiro lembrou, ainda, de novas drogas, como ibrutinibe e idelalisibe, que comprovaram eficáciana oncohematologia em linfomas e em Leucemia Linfoide Crônica. “É a grande promessa nesta área, uma vez que atua também em casos de prognóstico reservado, como na deleção de um dos braços do cromossoma 17. Trata-se de uma grande esperança, pois são remédios orais e com poucos efeitos adversos. Estuda-se a sua utilização isolada ou em conjunto com drogas como a bendamustina, também não aprovada no Brasil”, acrescenta.

 
Em Leucemia Mieloide Aguda, a utilização do sorafenibe aos esquemas de quimioterapia tradicionais mostrou melhores resultados em pacientes até 60 anos. “Em pacientes idosos, o papel de novas drogas como os agentes hipometilantes foram muito destacados, assim como o transplante de medula óssea como forma curativa para pacientes selecionados, uma vez que a terapêutica medicamentosa traz resultados a longo prazo menores que 10%”, esclarece Hamerschlak.
 
Em Leucemia Linfoide Aguda, a recomendação do oncohematologista brasileiro é clara: “Ficou determinado que um dos fatores mais importantes para indicação de terapia e para escolha de regimes mais agressivos ou mesmo transplante de medula óssea seria a avaliação de doença residual mínima pós indução”, alerta.
 
Ao lembrar dos avanços em mieloma múltiplo apresentados este ano, Hamerschlak reforça o papel de modernos anticorpos monoclonais, como pomalidomida e carfilzomibe, mas lamenta as restrições de acesso ao paciente brasileiro. “Infelizmente, no Brasil nem a lenalidomida amplamente usada em todos os países do mundo foi aqui aprovada. Pelo contrário, foi reprovada pela ANVISA”, critica.
 

 


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