30112020Seg
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

EUA promove consórcios para estudar uso off-label no tratamento do câncer

Aspirina_NET_OK.jpgMais de 60% das prescrições de medicamentos contra o câncer nos Estados Unidos são para formas de utilização não aprovadas pelo governo. A informação é da revista Nature (vol. 516, nº 7529) e alerta que embora o uso off-label seja comum nos EUA, os resultados de eficácia não estão sendo acompanhados sistematicamente. 

O alerta vem da oncologista Amy Abernethy, da Universidade de Duke, em Durham, Carolina do Norte. “Milhares de experimentos em pequena escala estão acontecendo o tempo todo em clínicas e hospitais americanos, mas "não temos sido capazes de aprender com eles", diz.

Dois programas estão previsto para o próximo ano, com o objetivo de capturar dados desses estudos. A intenção é fornecer as bases para suportar os tratamentos potencialmente eficazes, além de identificar pistas celulares capazes de predizer respostas individuais ou mecanismos de resistência.

Medicamentos como vemurafenibe e dabrafenibe, por exemplo, têm como alvo uma mutação numa proteína chamada BRAF. O agente está aprovado nos Estados Unidos para o tratamento do melanoma, mas não tem aprovação em casos de câncer de pulmão ou da tiróide com a mesma mutação. "Não há pacientes em número suficiente e não há dinheiro suficiente para testar todas as drogas em todos os subtipos de câncer usando um ensaio clínico randomizado", diz Richard Schilsky, diretor médico da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

Para suprir esta deficiência, Schilsky lidera o programa TAPUR (Targeted Agent and Profiling Utilization Registry), um estudo patrocinado pela ASCO, que vai compilar informações sobre tratamentos off-label.

Outra iniciativa é liderada por Dane Dickson, diretor da área de diagnóstico molecular de uma operadora de saúde de Columbia, Carolina do Sul. Ele reuniu empresas farmacêuticas, pesquisadores e organizações de defesa dos pacientes para lançar o programa MED-C (Molecular Evidence Development Consortium), que propõe realizar um teste genético padronizado de cada paciente inscrito no consórcio.

 
 

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