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AtualizadoSex, 04 Dez 2020 6pm

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Daichii Sankyo

Simpósio ESMO de imunoterapia no tratamento do câncer

Immuno_Oncology_2014_banner_NET_OK.jpgA imunoterapia está revolucionando o tratamento do câncer. Esta é a conclusão do presidente da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO), Rolf A. Stahel, durante a abertura do "Simpósio ESMO de Imuno-oncologia - Avanços na imunoterapia do câncer: de vacinas a anticorpos e terapias celulares".

O Simpósio reuniu mais de 400 participantes em Genebra, Suíça, nos dias 21 e 22 de novembro. "Esperamos que as novas possibilidades de imunoterapia mudem substancialmente o tratamento do câncer”, afirmou Stahel.

O evento abordou todos os tópicos de imunoterapia que estão prestes a entrar em prática clínica ou já são praticados em alguns dos principais centros do mundo. Entre os temas apresentados por especialistas europeus estiveram o bloqueio de checkpoint, terapias com células T e desenvolvimento de vacinas.

Uma das novidades apresentadas foi que o bloqueio de checkpoint funciona não apenas em tumores considerados sensíveis à imunoterapia, caso do melanoma ou câncer de células renais, mas também é eficaz em pacientes que não responderam anteriormente à imunoterapia, incluindo câncer de pulmão, tumores gastrointestinais e tumores do trato geniturinário. “Os médicos oncologistas têm mais uma ferramenta para o tratamento de pacientes, e este encontro ajuda a aumentar sua compreensão sobre o potencial desta terapia e seu significado para a prática clínica no futuro", afirmou George Coukos, co-presidente científico do Simpósio e diretor do Departamento de Oncologia do University Hospital of Lausanne (CHUV) e do Ludwig Cancer Research Centre, Lausanne, Suíça.
 
Terapias e engenharia de células T foram exploradas, com respostas em doenças hematológicas, linfoma e leucemia, e também em tumores sólidos, como o melanoma e sarcoma. A investigação segue em curso para doenças como câncer de próstata e câncer de mama.
 
O desenvolvimento de vacinas e antígenos de câncer também foram destaque, com os maiores especialistas na área discutindo quais antígenos devem ser observados e se devem ser antígenos mutados. "Estamos vendo respostas e histórias de sucesso em diversas áreas da oncologia. Não há dúvidas na comunidade da oncologia que a imunoterapia veio para ficar, e continuará a ter um impacto significativo à medida que otimizarmos a tecnologia e a ciência médica por trás disso", concluiu Coukos.
 
Os abstracts podem ser conferidos em http://www.esmo.org/Conferences/Immuno-Oncology-2014/Abstracts

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