06122020Dom
AtualizadoSex, 04 Dez 2020 6pm

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Daichii Sankyo

Efeito secundário da inibição do EGFR no câncer de pulmão

Pulm__o_News_1_OK.jpgEstudo publicado na Cancer Research mostrou que enquanto o erlotinibe é eficaz em provocar a redução dos tumores de pulmão não pequenas células com mutação EGFR, também aumenta a agressividade dos tumor ao término da terapia, acelerando seu crescimento. O estudo concluiu que essa característica se deve a um efeito secundário do inibidor de EGFR. William N. William, do MD Anderson, comentou a descoberta em entrevista ao Onconews.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Comprehensive Cancer Center da Universidade de Ohio- Arthur G. James Cancer Hospital e Richard J. Solove Research Institute (OSUCCC - James) e do Hospital Infantil de Cincinnati. Os pesquisadores, liderados por David Carbone, professor de medicina da Divisão de Oncologia Médica no OSUCCC, descobriram que o EGFR mutado suprime cronicamente uma segunda molécula de sinalização chamada Notch3. Quando o EGFR é inibido pelo erlotinibe, essa supressão é perdida, levando ao desenvolvimento de células-tronco do câncer entre as células tumorais sobreviventes. “O estudo é extremamente interessante, pois mostra que por causa da ativação compensatória do Notch3, as células-tronco associadas a essa via de sinalização podem proliferar. Talvez esta seja uma explicação para a progressão acelerada do tumor observada em algumas situações clínicas quando se interrompe o uso de inibidores de tirosina quinase em pacientes com mutação do EGFR”, disse William, durante a II Bienal Internacional de Oncologia promovida pelo A.C.Camargo Cancer Center.

Segundo o especialista, caso esse fenômeno seja confirmado em pacientes, a estratégia de utilização de um inibidor de EGFR associado a um inibidor de Notch3, chamada de co-targeting, pode se tornar bastante eficaz no combate ao câncer de pulmão co EGFR mutado. O bloqueio de duas vias de sinalização intracelular está sendo ativamente estudado, mas sua eficácia clínica não foi comprovada. “Os inibidores de Notch estão sob desenvolvimento. Duas classes de medicamentos estão sendo ativamente investigadas - os inibidores de gama secretase (Gamma Secretase Inhibitors - GSI), e os anticorpos monoclonais. Os GSI que bloqueiam mais de um subtipo de Notch (especialmente Notch 1 e 2) apresentaram elevadas taxas de toxicidade gastrointestinal e seu uso está sendo refinado. Apesar dos efeitos adversos, inibidores de Notch continuam sendo considerados tratamentos promissores para vários tipos de tumores sólidos e esperamos que resultados positivos dos estudos clínicos levem, algum dia, à aprovação de seu uso na prática clínica diária", finalizou.

A pesquisa foi financiada pelo National Cancer Institute (NIH).

Erlotinibe na doença inicial

O erlotinibe é altamente eficaz no tratamento de pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado cujos tumores têm expressão do gene EGFR. No entanto, o mesmo medicamento, quando utilizado em pacientes com tumores em estadio inicial com a mesma alteração genética, não oferece esses bons resultados. “Ainda não temos um estudo conclusivo para afirmar que o erlotinibe seja detrimental na doença inicial. O estudo RADIANT, recentemente apresentado na ASCO 2014 envolvendo pacientes com estadio inicial demontrou que o erlotinibe administrado após a cirurgia e quimioterapia consegue atrasar a recorrência da doença, porém, sem impacto na sobrevida global. Essa foi, entretanto, uma análise de subgrupo, com um número muito pequeno de pacientes. O papel do erlotinibe como tratamento adjuvante para pacientes com câncer de pulmão com mutação EGFR está sendo pesquisado nos Estados Unidos em um grande estudo chamado Alchemist”, explica William.

Referência: http://cancer.osu.edu/mediaroom/releases/Pages/Why-Early-Stage-Lung-Cancer-Patients-Don%E2%80%99t-Benefit-from-Targeted-Agent.aspx


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