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AtualizadoQua, 17 Abr 2024 9pm

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Daichii Sankyo

 

Status HER2 em metástases cerebrais do câncer de mama e oportunidades de tratamento

meta cerebral mulher bxEmbora o status do receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) já tenha incorporado a classificação HER2-low no câncer de mama inicial e avançado, o status HER2-low ainda não foi totalmente caracterizado em metástases cerebrais (BrM). Análise retrospectiva buscou determinar a proporção de pacientes com BrM HER2-low atendidas no Sunnybrook Health Sciences Centre. Os resultados destacam que aproximadamente 30% das BrM na coorte analisada são HER2-low e cerca de 60% das pacientes com BrM originalmente classificadas como triplo-negativos ou HR+/HER2– foram reclassificadas como HER2-low, com potencial de se beneficiar da terapia direcionada a HER2.

Trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) é um conjugado anticorpo-medicamento direcionado a HER2 que demonstrou eficácia em pacientes com câncer de mama metastático HER2 low. Aproximadamente 60% dos casos de câncer de mama HR+/HER2- e entre 40%-50% dos casos de câncer de mama triplo negativo (TNBC, na sigla em inglês) são considerados HER2-low, com pontuação imuno-histoquímica (IHC) 1+ ou o IHC de 2+ com status de hibridização in situ com fluorescência negativa (FISH). Significa que parcela de pacientes que estavam originalmente classificados como tendo TNBC metastático ou doença HR1+/HER2– podem se beneficiar do tratamento com T-DXd.

O câncer de mama é a segunda principal causa de metástases no cérebro

(BrM) em mulheres. Neste estudo, os pesquisadores avaliaram o status do receptor de estrogênio, do receptor de progesterona e o status de HER2 em BrM, com base nas diretrizes do ASCO/College of American Pathologists (CAP). HER2-zero foi definido como IHQ 0; HER2-low foi definido como IHC 1+ ou IHC 2+ com hibridização fluorescente in situ (FISH) – negativo.  HER2 positivo (HER2) foi definido como IHC 3+ ou IHC 2+ com resultado FISH positivo. Características clínico-patológicas foram registradas. Os pesquisadores também avaliaram a associação entre a extensão da expressão de HER2 e (1) sobrevida livre de progressão cérebro específica (bsSLP) e (2) sobrevida global (SG).

Os resultados publicados na JCO Precision Oncology mostram que nesta coorte retrospectiva de 102 pacientes com câncer de mama e metástases cerebrais ressecadas, 53% (n= 54) eram HER2+, 29,4% (n= 30) eram HER2-low e 17,6% (n= 18) tinham HER2-zero.

A análise revela que entre BrM que foram inicialmente consideradas triplo-negativas com base nas diretrizes ASCO/CAP, 63,6% (n= 14/22) foram reclassificadas como HER2-low. Sessenta por cento (n= 15/25) de BrM que eram positivas para receptor hormonal /HER2-negativo (HR+/HER2–) foram reclassificadas como HER2-low. No total, 51 pacientes tinham câncer de mama primário correspondente e tecido BrM disponível; resultados do status HER2 quando categorizado como HER2-zero, HER2-low e HER2+ foram concordantes em 82,3% (n = 42/51) dos casos (Kappa de Cohen, 0,58; P =0,07). Não houve associação significativa entre status HER2-zero, HER2-low e HER2+ de BrM com bsSLP ou SG.

Em síntese, nessa coorte de 102 pacientes com câncer de mama metastático e BrM ressecadas cirurgicamente, 53% das BrM são HER2-positivos, 29,4% são HER2-low (imunohistoquímica 1+ ou IHC 2+/hibridização in situ fluorescente – negativo) e 17,6%

têm status HER2-zero. Entre 22 pacientes com BrM originalmente classificadas como triplo negativo pelas diretrizes da ASCO/CAP, o estudo mostra que 63,6% foram reclassificadas como sendo HER2-low, o que é maior do que o esperado com base da literatura existente sobre doenças extracranianas.

“A alta proporção de pacientes com BrM HER2-low é importante porque trastuzumabe deruxtecana demonstrou eficácia entre pacientes com câncer de mama metastático HER2 low no ensaio clínico Destiny Breast-04 e este medicamento é conhecido por ter eficácia intracraniana. Além disso, nossas descobertas sugerem que o status do receptor da BrM pode ter implicações terapêuticas em alguns casos em que a doença extracraniana é classificada como HER2-zero”, destacam os autores.

Referência: DOI https://doi.org/10.1200/PO.23.00487


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