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AtualizadoQua, 17 Abr 2024 9pm

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Daichii Sankyo

 

FDA aprova osimertinibe + QT no CPCNP avançado com mutação de EGFR

approved NET OKA U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso de osimertinibe (Tagrisso®, Astrazeneca) associado à quimioterapia à base de platina para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas localmente avançado ou metastático com mutação de EGFR (deleção do éxon 19 ou mutação L858R) conforme determinado por um teste aprovado pela FDA. Publicada dia 16 de fevereiro, a decisão é baseada nos resultados do estudo randomizado de Fase 3 FLAURA2, apresentado na Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão de 2023 (WCLC 2023) e posteriormente publicado na New England Journal of Medicine (NEJM).

O estudo FLAURA2 (NCT04035486) envolveu 557 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático que apresentavam deleção do éxon 19 do EGFR ou mutação positiva do éxon 21 L858R e não haviam recebido terapia sistêmica para doença avançada. Os pacientes foram randomizados (1:1) para receber osimertinibe com quimioterapia à base de platina ou osimertinibe isolado. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP) avaliada pelos investigadores, sendo a sobrevida global (SG) um endpoint secundário importante.

A combinação de osimertinibe mais quimioterapia à base de platina demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na SLP em comparação com osimertinibe em monoterapia, com uma taxa de risco de 0,62 (IC de 95%: 0,49–0,79; P bilateral < 0,0001). A mediana de SLP foi de 25,5 meses (IC 95%: 24,7 meses – não estimável) e 16,7 meses (IC 95%: 14,1–21,3 meses) nos respectivos braços.

Embora os resultados de sobrevida global estivessem imaturos na análise atual, com 45% de mortes pré-especificadas para a análise final relatadas, não foi observada nenhuma tendência de prejuízo.

As reações adversas mais comuns, com uma incidência de pelo menos 20% em pacientes que receberam osimertinibe mais quimioterapia à base de platina foram leucopenia, trombocitopenia, neutropenia, linfopenia, erupção cutânea, diarreia, estomatite, toxicidade ungueal, pele seca e aumento da creatinina no sangue.

A dose recomendada de osimertinibe é de 80mg por via oral uma vez ao dia, com ou sem alimentos, até progressão da doença ou toxicidade inaceitável.

“Agora, com a escolha de duas opções altamente eficazes à base de osimertinibe, os médicos podem adaptar melhor o tratamento às necessidades de cada indivíduo e ajudar a garantir o melhor resultado possível para cada paciente”, afirmou Pasi A. Jänne, oncologista do Dana -Farber Cancer Institute e principal autora do ensaio, em comunicado divulgado pela Astrazeneca.

Em 2018, a FDA aprovou a monoterapia com osimertinibe para tratamento de primeira linha nesta mesma população de pacientes.

Esta revisão foi realizada no âmbito do Projeto Orbis, uma iniciativa do Centro de Excelência em Oncologia da FDA que fornece uma estrutura para submissão e revisão simultânea de medicamentos oncológicos entre parceiros internacionais.

Referência: FDA approves osimertinib with chemotherapy for EGFR-mutated non-small cell lung cancer

Leia mais sobre o FLAURA2:

FLAURA2: osimertinibe com ou sem quimioterapia no CPCNP avançado com mutação de EGFR

 

 

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