29022024Qui
AtualizadoQua, 28 Fev 2024 5pm

PUBLICIDADE
Daichii Sankyo

 

Doença Residual Mínima orienta estratégias de consolidação no LCM

Idoso NET OKO resultado de pacientes idosos com linfoma de células do manto (LCM) melhorou com a introdução da imunoquimioterapia, seguida pela manutenção com rituximabe. Estudo de Hoster et al. publicado no JCO mostra como o status de doença residual mínima (DRM) pode guiar a estratégia de manutenção com rituximabe e permitir intervenções personalizadas de consolidação.

A avaliação da doença residual mínima (DRM) representa uma ferramenta promissora para decisões de tratamento individualizadas e foi uma parte planejada prospectivamente do ensaio europeu MCL Elderly. Nesta análise, os pesquisadores buscaram avaliar como o status de DRM influenciou a eficácia da manutenção com rituximabe.

Pacientes com Linfoma de Células do Manto (LCM) com idade ≥ a 60 anos, sem tratamento prévio, foram randomizados para manutenção com rituximabe (R) versus interferon-alfa após resposta ao esquema rituximabe, fludarabina, ciclofosfamida (R-FC) versus rituximabe, ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona (R-CHOP). O monitoramento da DRM foi realizado por reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real (qPCR), seguindo as diretrizes do EuroMRD.

Os resultados foram relatados no Journal of Clinical Oncology e descrevem que o ensaio qPCR com sensibilidade mediana de 1 × 10-5 foi realizado em 80% de 288 pacientes do estudo multicêntrico, demonstrando que a disseminação mais extensa do tumor facilitou a identificação de um marcador molecular. Os autores descrevem que a eficácia da manutenção de R na remissão clínica foi confirmada para pacientes com DRM negativa ao final da indução em termos de sobrevida livre de progressão (SLP; razão de risco [HR], 0,38 [IC 95%, 0,21 a 0,63]) e sobrevida global (SG; HR, 0,37 [IC 95%, 0,20 a 0,68]), particularmente em pacientes tratados com R-CHOP (SLP-HR, 0,23 [IC 95%, 0,10 a 0,52]; SG-HR, 0,19 [95% IC, 0,07 a 0,52]).

A manutenção com R pareceu menos eficaz em pacientes positivos para DRM (SLP-HR, 0,51 [IC 95%, 0,26 a 1,02]) e após a indução de R-CHOP (SLP-HR, 0,59 [IC 95%, 0,28 a 1,26]). O esquema R-FC alcançou resultado mais frequente e rápido da DRM em comparação com o R-CHOP. A positividade de DRM na remissão clínica após a indução foi associada a um tempo para progressão clínica de aproximadamente 1-1,7 anos.

“Os resultados confirmam a forte eficácia da manutenção com rituximabe em pacientes que são negativos para DRM após a indução e a redução do tratamento para pacientes com DRM negativa é desencorajada pelos nossos resultados”, concluem os autores, acrescentando que estratégias de consolidação mais eficazes devem ser exploradas em pacientes positivos para DRM para melhorar seu prognóstico a longo prazo.

Em síntese, a manutenção com R foi altamente eficaz em pacientes com DRM negativa ao final da indução, prolongando a sobrevida global e livre de progressão. Os resultados também indicam que a redução do tratamento em pacientes com DRM negativa deve ser fortemente desencorajada.

Referência: DOI: 10.1200/JCO.23.00899 Journal of Clinical Oncology. Published online November 22, 2023

Publicidade
ASTRAZENECA
Publicidade
ABBVIE
Publicidade
LIBBS
Publicidade
SANOFI
Publicidade
ASTRAZENECA
Publicidade
ASTELLAS
Publicidade
NOVARTIS
Publicidade
SANOFI
Publicidade
INTEGRAL HOME CARE
Publicidade
300x250 ad onconews200519