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AtualizadoSeg, 19 Abr 2021 9pm

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Daichii Sankyo

LLC na era da terapia alvo

Lenalidomida_NET_OK.jpgArtigo publicado no Journal of Clinical Oncology mostra um novo paradigma no tratamento da leucemia linfocítica crônica (LLC). A nova estratégia marca a chegada dos inibidores de sinalização dos receptores de células B (BCR), com benefícios significativos no tratamento da LLC. Agora, a introdução de um inibidor covalente da tirosina quinase de Bruton, como ibrutinibe, tem o potencial de eliminar o papel da quimioterapia na LLC, até hoje tida como tratamento padrão.

John C. Byrd e colegas mostram que receptores de células B têm papel importante em doenças mieloproliferativas e que estratégias de seleção baseadas no perfil genético também cumprem papel importante no tratamento da LLC.

Estudos de fase III suportam o uso da quimioimunoterapia para os pacientes com LLC em recidiva. Nesse cenário, a quimioterapia intensiva ((fludarabina e ciclofosfamida, bendamustina, ou clorambucil) é associada a um anti-CD20 (rituximabe, ofatumumabe, ou obinutuzumabe), numa composição que varia de acordo com o regime e o estado do paciente.

Apesar de representar apenas de 7% a 10% dos pacientes com sintomas de LLC sem tratamento prévio, aqueles com deleção do cromossomo 17 e refratários a análogos de purina(del 17p13.1) apresentam talvez as decisões de tratamento mais desafiadoras. Não existe nenhum tratamento inicial padrão para esse subgrupo, mas estudos de fase II mostram que metilprednisona mais alemtuzumabe ou ibrutinibe têm resultados superiores à quimioimunoterapia.

A ASCO deste ano apresentou o estudo de fase III RESONATE e demonstrou que ibrutinibe produziu respostas duradouras em pacientes com recidiva da doença. É a primeira vez que uma droga oral demonstrou ganhos de sobrevida em relação à terapia padrão. "Com ibrutinibe, cerca de 80% dos pacientes apresentaram remissão no período de um ano, o dobro do esperado com a terapia padrão", afirmou John Byrd, principal autor do estudo e professor de medicina na Ohio State University Comprehensive Cancer Center em Columbus, Ohio. "Embora o seguimento do estudo tenha sido curto, os dados definitivamente apoiam o uso de ibrutinibe antes de qualquer outro agente neste cenário", acrescentou.

Ibrutinibe foi aprovado em fevereiro deste ano pelo FDA para o tratamento de leucemia linfocítica crônica. A aprovação se deu por meio de processo de revisão acelerada, menos de cinco anos após entrar em ensaios clínicos de fase I.

Em conclusão, ensaios clínicos com ibrutinibe e outros novos agentes inibidores de sinalização BCR vão oferecer em um futuro próximo oportunidades para o tratamento sem quimioterapia em todos os grupos de pacientes de LLC, com o potencial para transformar completamente a abordagem de LLC no futuro.
 
Referências:
http://jco.ascopubs.org/content/32/27/3039.full


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